1. PSICANALÍTICA
1.1. Principais conceitos
1.1.1. Ideal de eu
1.1.1.1. Modelo idealizado de quem os pais são. Instância secundária formado a partir do complexo de édipo como ua substituição daquele narcisismo mais primário do Eu Ideal.
1.1.1.1.1. A partir do Ideal de eu que construímos nossas estruturas de admiração que vão determinar nossa maneira de amar, agir, etc.
1.1.2. Eu ideal
1.1.2.1. Algo que eu deveria ser para receber o amor do outro. Instância imaginária.
1.1.2.1.1. O indivíduo como objeto de expectativa para o outro, que se realizada, pensa-se ter como efeito o cessar da angústia da castração.
1.2. Desenvolvimento
1.2.1. Narcisismo
1.2.1.1. Ocorre a identificação com uma primeira imagem (a própria imagem), aqui, começa a surgir um eu a primeira apreenção de eu é o Outro.
1.2.1.1.1. Narcisismo primário: Condição para que ocorra a costituição do eu.
1.2.1.1.2. Narcisismo secundário: Alude a uma espécie de refluxo da energia pulsional. Perda da majestade do bebê.
1.2.2. Relação Objetal
1.2.2.1. Estágio que se estrutura a psicose, quando não há castração.
1.2.2.2. Cada um investe no objeto que está fora de si
1.2.2.3. Relação com objetos pulsionais: oral, anal, fálico ( Complexo de Édipo)
1.2.2.4. Cria um furo na iagem do Eu Ideal, ou seja, cria um furo na visão do que eu sou através do que eu vejo fora de mim.
1.2.2.5. Relação de presença - ausência
1.2.3. Alienação
1.2.3.1. A primeira operação psíquica é a de se alienar ao campo do outro (da linguagem), o bebê perde seu ser mas ganha a possibilidade de virar um sujeito. Implica a primeira falta, um rudimento de castração.
1.2.4. Separação
1.2.4.1. A segunda operação psíquica é quando a criança se depara com a castração da própria mãe, que o desejo materno vai para outras direções e não apenas para ela, nem a mãe tem o objeto nem eu tenho (nem/nem). Se questiona então o que ele quer de mim? (enigma do desejo). O fantasma é produzido com o que a criança acha que a mãe quer dele e passa a vida toda sustentando esse fantasma, acreditando que algo satisfaz o outro, é colocado um X no lugar do ?
1.2.5. Estádio do espelho: Ocorre entre 6 - 8 mês de vida de um indivíduo bebê.
1.2.5.1. Não se reconhece mas se interessa pela imagem - enxerga outra criança
1.2.5.2. Investe a libído na imagem - narcisismo
1.2.5.3. Ora eu - ora outro
1.2.5.4. Nos da uma idéia de corpo e antecipa uma coordenação motora que ainda não temos.
1.2.6. Transferência
1.2.6.1. 1. Transferência anônima: É uma transferência do paciente para o analista que ocorre sem elaboração, há algo que sempre se repete na vida do paciente e na transferência.
1.2.6.2. 2. Transferência significação: As transferências começam a ganhar significado através da psicoterapia, há uma produção do enigma: saber de mim.
1.2.6.3. 3. Transferência analitica: Ocorre um estágio mais avançado da psicoterapia, em que o paciente depara-se com seu sintoma e reconhece que o sintoma muitas vezes continuará, esse momento é marcado pelo fim da análise
1.3. Psicopatologias
1.3.1. Recalque/recaldado
1.3.1.1. O que é traumático e vivido como susto, sem o sujeito estar preparado, não é integrado ao aparelho psíquico, então o acontecimento fica se repetindo em sonhos e memórias, gerando a compulsão a repetição.
1.3.2. Psicoses
1.3.2.1. Característica projetiva, confusão com o outro. Eu ideal não se constitui como deveria Ausência da estruturação narcísica. Não tem trabalho inconsciente
1.3.2.1.1. Esquizofrenia: ideias delirantes que organizam, significantes soltos que se juntam.
1.3.2.1.2. Melancolia: psicose afetiva, não tem delírios a não ser que seja delírio de ruína
1.3.2.1.3. Mania: Eu mais forte
1.3.3. Neuroses
1.3.3.1. Relação com o Édipo, com o falo. Histeria, angústia. Pessoa passa pela castração, apenas tem o recalque de alguns fragmentos. A culpa é sentida.
1.3.4. Perversões
1.3.4.1. Pedofilias, parafilias, exibicionistas. Tomam o corpo do outro como seu objeto sem o consentimento. Sujeito não acessa a castração e ideal de eu, não está sujeito a leis, atua pela linha do gozo.
2. ANALÍTICA
2.1. Personalidade
2.1.1. PSICOLOGIA COMPLEXA: a psicologia das ‘complexidades’, ou seja, dos sistemas psíquicos complexos em contraposição a fatores relativamente elementares.
2.1.2. ARQUÉTIPO: representa padrões de comportamento associados a um personagem ou papel social; são uma herança psicológica, ou seja, resultam das experiências de milhares de gerações de seres humanos no enfrentamento das situações cotidianas. A mãe, o sábio e o herói são exemplos de arquétipos. Esses “personagens” têm características percebidas de maneira semelhante por todos os seres humanos.
2.1.3. PERSONA: São as expressões do impulso arquetípico para uma adaptação a realidade exterior e a coletividade.
2.1.4. SOMBRA: parte da personalidade que foi reprimida em beneficio do ego ideal.
2.1.5. SELF/SIMESMO: Arquétipo central, arquétipo da ordem e totalidade da Personalidade; É o centro ordenador e unificador da psique total (consciente e inconsciente); Autoridade psíquica suprema, mantendo o ego submetido ao seu domínio
2.2. Desenvolvimento
2.2.1. INCONSCIENTE COLETIVO: É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.
2.2.2. INFLAÇÃO: Identificação do Ego com o Si mesmo.
2.2.3. EGO: Complexo central no campo da consciência; sede da identidade subjetiva; organização da mente consciente.
2.2.4. ANIMA E ANIMUS: são polaridades arquetípicas, onde a anima é responsável pela intuição e sentimentos, a parte "feminina"; o animus é responsável pelas decisões, racionalidade, a parte "masculina".
2.3. Psicopatologia
2.3.1. PSICOLOGIA DA ESQUIZOFRENIA: É uma ciência que mostra aquilo que está acontecendo na psique durante a psicose.
2.3.2. COMPLEXO: Conjunto autônomo de impulsos agrupados em torno de ideias e emoções, carregadas de energia; são um aglomerado de representações unidas por uma tonalidade afetiva, autônomos em relação a consciência e manifestam-se nos sonhos de maneira metafórica.
2.3.3. ESQUIZOFRENIA: desintegração da personalidade e desinvestimento do complexo do ego de sua habitual supremacia; os complexos tomam conta do consciente.
2.3.4. COMPLEXO MATERNO: Um distúrbio no relacionamento com a própria mãe; um grupo de representações conscientes e inconscientes da “mãe” com uma carga emocional específica.
2.3.5. PRATICA DA PSICOTERAPIA: É a investigação do inconsciente, para a expansão do consciente. Para isso, ocorre a transferência, relação importante de causa natural de conteúdos do cliente para o terapeuta.
2.3.5.1. Contratransferência: Conteúdos do terapeuta projetados no cliente.
2.3.5.2. Confissão (catarse): O paciente fala sobre suas queixas, fantasias, raivas e medos;
2.3.5.3. Esclarecimento: Esclarecimento dos sintomas do paciente, integrando os acontecimentos e causas passadas e futuras que nortearão a vida do paciente.
2.3.5.4. Consciência: Aqui, ocorre a aceitação dos conteúdos de queixa do paciente, até então negados e projetados nas relações afetivas.
2.3.6. ANÁLISE DE SONHOS: Sonhos em sono NREM são mais cotidianos e em sono REM são mais complexos, vividos, sentimentais, visuais e mais analisados. A análise deles resgata a subjetividade, focando na pessoa como indivíduo e não em sua doença. O objetivo é dar sentido ao sofrimento psíquico.
2.3.6.1. Abordagem simbólica: por meio de amplificações, podemos interpretar um símbolo nos sonhos, que é algo desconhecido do inconsciente. As doenças psíquicas aparecem em forma de símbolos a serem curados por meio de reflexões do próprio indivíduo sobre eles.
3. HUMANISTA
3.1. Principais conceitos
3.1.1. HUMANISMO: movimento intelectual difundido na Europa durante a Renascença e inspirado na civilização greco-romana, que valorizava um saber crítico voltado para um maior conhecimento do homem e uma cultura capaz de desenvolver as potencialidades da condição humana.
3.1.1.1. PÓS-HUMANO: Termo chave para lidar com a necessidade de redefinição integral de ser humano.
3.1.1.2. PÓS-HUMANISMO: corrente de pensamento que busca integrar todos os seres (humanos e não humanos) em um mesmo mundo, deixando de lado a característica de hierarquização e dualização.
3.1.1.3. TRANSUMANISMO: estuda as possibilidades do humano do futuro, sob o enfoque das possíveis evolução biológicas e tecnológicas.
3.1.1.4. TECNOLOGIA PÓS-HUMANISTAS: estuda a tecnologia como uma forma de revelação do humano, na esteira do entendimento de que o organismo humano é tecnológico.
3.1.1.5. NOVOS MATERIALISMOS: Pensamento que representa uma reação ao representacionismo e às radicalizações construtivistas da pós-modernidade tardia, que acabaram perdendo a trilha do reino animal
3.1.1.6. ANTIHUMANISMO, METAHUMANISMO, META-HUMANIDADES, PÓS-HUMANIDADES: Diferentes vertentes teóricas dentro do cenário pós-humano, que, embora compartilhando algumas bases, diferem radicalmente quando se trata da direção a ser tomada no que diz respeito ao ser humano do futuro.
3.1.2. NEOLIBERALISMO: Movimento ideológico em escala mundial que vem se afirmando como um corpo de doutrina coerente, autoconsciente, militante, lucidamente decidido a transformar todo o mundo à sua imagem.
3.1.3. NOVA ORDEM MUNDIAL: Refere-se à nova realidade emergente das relações políticas e econômicas internacionais contemporâneas, caracterizada por um sistema mundial de produção de mercadorias, do qual todas as economias fazem parte.
3.1.4. HUMANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO: Processo que entende a educação como meio para possibilitar que as pessoas dialoguem e trabalham em busca da realização do bem comum.
3.1.5. CULTURA DO DIÁLOGO: dialogar não apenas para conhecer outras culturas, tradições, visões de mundo, etc, mas também reconhecendo e praticando a liberdade e igualdade entre os interlocutores.
3.1.6. REDES DE COOPERAÇÃO: Significa ativar dinâmicas inclusivas, buscando novas oportunidades para introduzir no processo de aprendizagem sujeitos diferentes, especialmente aqueles que têm dificuldades de obter uma formação adequada a suas necessidades.
3.1.7. DIGNIDADE HUMANA: Compreensão de todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
3.1.8. HUMANIZAÇÃO NA SAÚDE: processo em que se busca compreender cada pessoa em sua singularidade necessidades específicas, criando subsídios para que elas tenham maiores condições de exercer suas autonomias.
3.2. Compreensão de desenvolvimento humano
3.2.1. Rogers, semelhante a Maslow, defende que o ser humano tem a tendência a buscar o máximo de seu potencial, o que lhe dirige ao nível mais alto da humanização. O que poderia desviar essa conquista seriam os fatores ambientais.
3.3. Noções de saúde mental
3.3.1. Roggers: Vida boa; pessoa em pleno funcionamento; Maslow: Satisfação das necessidades humanas, segundo sua hierarquia;
4. ANALISE DO COMPORTAMENTO
4.1. Principais conceitos
4.1.1. Behaviorismo Radical: Skinner (1908-1990) - Contraposição às psicologias mensalistas. Relação: Organismo X ambiente. Método: Análise Experimental do comportamento | sujeito único Modelo: Selecionista, não linear, não pressupõe contiguidade. Monista: O organismo é uno e interage em sua totalidade com o ambiente. "Processos mentais" como diferentes de comportamentos públicos e por aceitar todos os fenômenos comportamentais.
4.1.2. Comportamento governado por regras: São determinados por antecedentes verbais. Governados pelas contingências. Operantes distintos. Difere o homem dos demais animais. Regras descrevem contingências e podem mudar o comportamento to do ouvinte em situações nas quais as consequências naturais são ineficientes ou eficazes somente a longo prazo. Regras remotas exercem controlo sobre o comportamento. Linguagem como fenômeno comportamental Comportamento verbal - mediação de todo comportando social. Tipos de comportamento: Aquiescência: Depende de contingências sociais. Rastreamento: depende da correspondência nas descrição entre o comportamento verbal e os eventos ambientais.
4.1.3. Reflexo inato: Alteração no ambiente produz alteração no organismo. Faz parte do repertório comportamental de humanos e não humanos. S— R Reflexo: Relação entre o que o organismo fez e o que aconteceu antes dele. Ex: Fogo próximo a mão —————— Contração do braço. Estímulo: Parte ou mudança em uma parte do ambiente. Resposta: Mudança no organismo. Intensidade — Estímulo Magnitude — Resposta
4.1.3.1. Leis do reflexo: Intensidade - magnitude: Quanto maior a intensidade do S, maior a magnitude da R. Limiar: Intensidade mínima do S necessária para que a resposta seja eliciada. Valores abaixo: não eliciam respostas. Valores acima: eliciam respostas. Latência: Intervalo entre dois eventos. Quanto maior a intensidade do S, menor a latência entre apresentação do S e a decorrência do R. Quanto maior a intensidade do S, maior a duração da resposta. Habituação e potenciação: Habituação - mesma ocorrência. Potenciação - ocorrência variada
4.1.4. Reflexo aprendido: Condicionado Pavloviano - cão de Pavlov Emparelhamento: Apresentar um em seguida do outro. Se organismos podem aprender novos reflexos podem também aprender a sentir novas emoções. Comportamento verbal e condicionamento pavloviano - S verbais emparelhados a situações de punição podem eliciar sensações semelhantes.
4.1.4.1. Generalização respondente: Após uma condicionamento estímulos que se assemelham fisicamente ao S condicionado pode passar a eliciar a R condicionado em questão. Extinção respondente: Quando um CS é apresentado varias vezes, sem o US ao qual foi emparelhado seu efeito aliciador se extingue gradualmente. Recuperação espontânea: Após a extinção ter ocorrido, a força de reflexo pode voltar espontaneamente Contracondicionamento: Condicionar uma resposta contrária àquela produzida pelo S condicionado.
4.1.5. Aprendizagem pelas consequências:
4.1.5.1. Reforço
4.1.5.1.1. Consequências que aumentam a probabilidade de o comportamento voltar a ocorrer.
4.1.5.1.2. Reforços generalizados: Atenção/ Aprovação Afeto, Submissão de outros, Símbolo
4.1.5.2. Coerção
4.1.5.2.1. Controle aversivo
4.1.5.2.2. Reforço negativo: Aumenta a probabilidade de o comportamento voltar a ocorrer pela retirada de um estímulo aversivo do ambiente
4.1.5.3. Punição
4.1.5.3.1. Positiva
4.1.5.3.2. Negativa
4.1.5.3.3. Suspensão da contingência punitiva
4.1.5.4. Comportamento Operante
4.1.5.4.1. R -> C : Uma resposta emitida pelo organismo produz uma alteração no ambiente.
4.1.5.4.2. Comportamento é controlado por suas consequências.
4.1.5.4.3. Condicionamento Operante —> consequências que aumentam a probabilidade do comportamento ocorrer.
4.1.6. Modelagem
4.1.6.1. Modelar um novo comportamento ao repertório já existente —> O reforço serve para que o indivíduo não espere que venha espontaneamente, é algo que necessita de frequência, ou seja, o reforço ira criar um novo comportamento e o reforço diferencial vai refinar tal comportamento.
4.1.6.2. Variação: ocorre para demonstrar que um mesmo comportamento que pode ser repetido por algum tempo, não ocorra de forma idêntica. A repetição é necessária para a modelagem.
4.1.7. Modelação
4.1.7.1. O comportamento natural de imitar ao outro, principalmente em situações que tem valor de sobrevivência. Quando ocorre pela primeira vez, sua repetição vai depender se caso for reforçado positivamente ou negativamente.
4.1.8. Comportamento Governado por Regras
4.1.8.1. Comportamento vem de instrução: verbais + sociais.
4.1.8.1.1. Verbais: descrevem ou especificam uma contingência. Ex: “e se… então”.
4.2. Noções de saúde mental
4.2.1. Objeto de estudo: comportamento das pessoas nas suas interações com seu ambiente.
4.2.2. Não inclui em seu objeto de estudo a mente e nem a as doenças. Pois considera que a patologia vem de problemas sociais = síndromes (conjunto de sintomas)das doenças mentais.
4.2.3. Todo comportamento aprendido pode ser mudado, então comportamento anormal não é diferente de comportamento saudável ou normal. Para se patológico tem de ter critérios produzido pela sociedade/pessoas e institucionalizados em suas práticas culturais. As normas sociais não são universais, são de cunho cultural, ético e ideológico, por isso não é possível diagnosticar uma patologia através de um diagnóstico universal.
4.2.4. Para um psicólogo, descobrir uma patologia é assumir certas normas sociais quanto aos comportamentos socialmente desejáveis.