1. Saco vitelino
1.1. originado no sistema digestivo, envolve grande quantidade de vitelo e apresenta paredes ricamente vascularizadas.
1.2. células que envolvem o vitelo secretam enzimas cuja função é transformar os grânulos vitelínicos em forma solúvel e assimilável
1.3. é transportada para o embrião através da vascularização.
2. Âmnio
2.1. membrana que envolve o embrião, formando em torno dele uma espécie de bolsa
2.2. A cavidade amniótica é preenchida pelo líquido amniótico, servindo para evitar a dessecação do embrião
2.3. Nos mamíferos, o âmnio, além de desempenhar essa função, protege-o contra os choques do organismo materno e as contrações uterinas da gravidez.
2.4. Nas aves e répteis, no fim da incubação, esse líquido será totalmente absorvido pelo embrião.
3. Alantoide
3.1. divertículo intestinal de grande superfície vascularizada.
3.2. Uma das funções do alantoide é realizar trocas respiratórias com o meio ambiente - absorver O2 e eliminar CO2 através da casca porosa
3.3. Outra importante função do alantoide é a excreção. A urina, eliminada pelo embrião, acumula-se nele durante a vida embrionária
3.4. Terminada a incubação, os resíduos secos da excreção são eliminados com o alantoide
3.4.1. Finalmente, este absorve parte dos sais de cálcio da casca do ovo, que serão usados na edificação do esqueleto. Com a absorção de sais, a casca se torna mais frágil, facilitando a eclosão, no fim da incubação.
4. Placenta
4.1. Na maioria dos mamíferos, o embrião se desenvolve no útero materno, graças a uma estrutura denominada placenta
4.2. ovo dos mamíferos é do tipo oligolécito, sendo envolvido por uma espessa membrana denominada zona pelúcida
4.3. A clivagem é holoblástica igual, produzindo a mórula
4.4. Segue-se a blástula, chamada de blastocisto, uma estrutura esférica, na qual uma parede envolve um grupo de células e uma cavidade
4.5. A parede do blastocisto é chamada trofoblasto, servindo para obter alimento para o embrião. No interior do blastocisto há a massa celular interna, da qual se formará o embrião, chamada de embrioblasto.
4.6. PLACENTA
4.7. parte materna corresponde ao endométrio, mucosa uterina que será expulsa com o feto, no momento do parto, acarretando sangramento.
4.8. parte fetal é representada pelo trofoblasto, que forma uma série de expansões, as vesículas coriônicas, que se insinuam na parede uterina
4.9. Entre a placenta e o embrião aparece o cordão umbilical, no interior do qual circulam duas artérias e uma veia. As artérias conduzem o sangue venoso do feto para a placenta, enquanto a veia transporta sangue arterial em sentido contrário.
5. estruturas derivadas de partes dos folhetos germinativos não utilizadas na formação do embrião
5.1. estruturas importantes para o desenvolvimento embrionário
5.2. servindo para nutrição, proteção, respiração e excreção.
5.3. Ocorrem em peixes, répteis, aves e mamíferos.
5.4. Compreendem o saco vitelino, o âmnio, o alantoide, o córion e a placenta.
6. Os ovos de aves e répteis possuem os mesmos anexos embrionários. Nos mamíferos, com exceção dos monotremados, além desses anexos forma-se uma estrutura típica, a placenta.
7. Córion
7.1. Circunda completamente o embrião e os demais anexos, ficando em contato com a casca. Sendo intensamente vascularizado, o córion funciona como órgão respiratório.
7.2. Saco vitelino, âmnio, córion e alantoide são anexos embrionários de répteis, aves e mamíferos. Servem para proteção, alimentação, respiração e excreção.
8. Funções da placenta
8.1. assegura a nutrição do embrião
8.2. atuar na respiração e na excreção
8.3. o sangue da mãe não se mistura com o do feto, os vasos de ambos apenas trocam substâncias
8.3.1. a mãe envia oxigênio, água, alimento, hormônios e anticorpos ao feto; do feto para a mãe passam, principalmente, gás carbônico e excretas.
8.4. placenta exerce função endócrina, produzindo a progesterona e a gonadotrofina coriônica, hormônios relacionados com a gestação.
8.5. monotremados, cujo representante mais conhecido é o ornitorrinco, são ovíparos e não formam placenta
8.6. marsupiais, como o gambá e o canguru, formam uma placenta rudimentar, sendo o desenvolvimento do filhote realizado principalmente na bolsa marsupial
8.6.1. O filhote, assim que nasce, move-se para a bolsa marsupial, onde é protegido, aquecido e nutrido pelas glândulas mamárias que nela existem.
9. classificação embriológica dos animais
9.1. Quanto ao número de folhetos germinativos:
9.2. Diblásticos, ou dipoblásticos: animais primitivos que só apresentam dois folhetos germinativos: ectoblasto e endoblasto. É o caso de espongiários e celentrados.
9.3. Triblásticos, ou tripoblásticos: animais derivados de embriões com três folhetos: ectoblasto, mesoblasto e endoblasto. É o caso dos demais metazoários que, em relação à cavidade do corpo
9.3.1. são repartidos em três grupos: acelomados, pseudocelomados e celomados.
9.3.2. Acelomados: não apresentam celoma. A cavidade do corpo é preenchida por células de origem mesoblástica. É o caso dos platielmintes.
9.3.3. Pseudocelomados – Apresentam um pseudoceloma, isto é, uma cavidade do corpo revestida externamente pelo mesoblasto e internamente pelo endoblasto. São pseudocelomados os nematelmintos.
9.3.4. Celomados – Apresentam o verdadeiro celoma, uma cavidade totalmente revestida pelo mesoblasto. Os principais integrantes desse grupo são: anelídeos, atrópodes, moluscos, equinodermos e cordados.