1. Sem marcadores
1.1. Precipitação
1.1.1. Formação de complexos entre antígenos e anticorpos que se apresentam em forma de sedimentos ou linha de precipitação.
1.1.1.1. Objetivo:. Detectar precipitados
1.1.1.1.1. Obs:.Tanto a concentração de anticorpos (Bivalentes) quanto de antígenos (Poli- Valentes) devem ser solúveis e estar em quantidades semelhantes.
1.2. Imunoeletroforese
1.2.1. Utilizado na detecção de proteínas específicas monoclonais para auxiliar no diagnóstico de gamopatias, como o mieloma múltiplo, a macroglobulinemia de Waldenström e a amiloidose.
1.2.1.1. Caracteriza-se pela visualização de bandas de precipitação (resultado final da imunoprecipitação de frações das imunoglobulinas).
1.3. Reações de aglutinação
1.3.1. Formação de complexos entre antígenos particulados e anticorpos específicos
1.3.1.1. Aglutinação Direta: O anticorpo se liga diretamente ao antígeno particulado.
1.3.1.1.1. Ex 1: Aglutinação direta é utilizada para detectar doenças como salmonelose, brucelose, toxoplasmose, tripanossomíase, leptospirose, leishmaniose e sífilis.
1.3.1.2. Aglutinação indireta: aderência de uma partícula ou célula ao anticorpo ou um antígeno que se pretende estudar.
1.3.1.2.1. A célula usada é a hemácias e a partícula geralmente látex, poliestireno ou bentonita.
1.3.1.3. Reação de inibição de aglutinação: baseia no princípio de impedir a aglutinação, mas de forma indireta por conta da competição entre antígenos pelos sítios de ligação de um anticorpo
1.3.1.3.1. É útil em diagnósticos de hepatite, hemofilia e em testes de gravidez
1.4. Reação de neutralização
1.4.1. É uma reação antígeno - anticorpo de neutralização.
1.5. Teste de coombs
1.5.1. Avalia a presença de anticorpos específicos que atacam as células vermelhas do sangue, provocando a sua destruição e podendo levar ao surgimento de um tipo de anemia conhecida como hemolítica.
1.5.1.1. Teste de Coombs direto: avalia-se hemácias.
1.5.1.1.1. Esse teste normalmente é realizado para detectar anemias hemolíticas auto-imunes.
1.5.1.2. Teste de Coombs indireto: Avalia-se o soro do sangue.
1.5.1.2.1. Identificando os anticorpos ali presentes, e geralmente é solicitado em situações de transfusão, para garantir que o sangue que vai ser doado é compatível com quem está recebendo.
2. Com marcadores
2.1. Reação de imunofluorescência
2.1.1. Baseia-se na marcação por um fluoróforo assim como na reação de citometria de fluxo.
2.1.1.1. Utilizada para detectar, anticorpos em suspeitas de doenças autoimunes, antígenos indicativos de agentes infecciosos como bactérias e vírus em amostras biológicas como urina, leucócitos, biópsia e outras secreções.
2.1.1.1.1. Imunofluorescência direta: O anticorpo do conjugado anticorpo-fluoróforo é primário, isto é, ele é específico ao antígeno que se deseja estudar.
2.1.1.1.2. Imunofluorescência indireta: Consiste na ligação de um fluoróforo a um anticorpo secundário ou terciário para formar o conjugado que vai se ligar ao antígeno
2.2. Reação de cadeia polimerase (PCR)
2.2.1. Utilizada para copiar e amplificar uma determinada porção de DNA.
2.2.1.1. PCR é considerada um teste de confirmação de diagnósticos de resultados sorológicos incertos.
2.3. Reação de citometria de fluxo
2.3.1. Essa técnica possibilita detectar e identificar tipos celulares bem como seu tamanho, granulosidade, linhagem tecidual e estágio de maturação por meio de marcação por fluorescência.
2.3.1.1. É usada na contagem e na identificação de célula e em diagnósticos de leucemias, linfomas, neoplasias, de doenças autoimunes, e etc…
2.4. Reações de Western blotting
2.4.1. Usada para identificar e mensurar a quantidade e a massa molecular de antígenos proteicos bem como utilizado para detectar anticorpos e obter informações sobre a reação deles com frações diversas de antígenos para confirmação ou complementação de exames.
2.5. Radioimunoensaio
2.5.1. Semelhante ao do teste ELISA, pois tem o objetivo de detectar e quantificar um antígeno ou um anticorpo por um marcador.
2.5.1.1. Utilizado para detectar principalmente hormônios, além de proteínas do soro, medicamentos (em exame antidoping), vírus da hepatite B, como alguns exemplos de antígenos, e também para detectar anticorpos contra, por exemplo, vírus, bactérias, protozoários e fungos
2.5.1.1.1. Radioimunoensaio sanduíche: Nessa versão do teste, o procedimento realizado é semelhante ao do teste ELISA sanduíche.
2.5.1.1.2. Radioimunoensaio de competição: envolve uma fase sólida. Essa fase é formada quando uma quantidade conhecida de antígenos se adere e se fixa a um meio sólido.
2.6. ELISA
2.6.1. Utilizado para identificar e quantificar antígenos ou anticorpos marcados com uma enzima ou outra molécula que produza um sinal visível.
2.6.1.1. Teste indireto: detectar anticorpos.
2.6.1.2. Teste sanduíche: usado para identificar principalmente antígenos.