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Modelo atômico por Mind Map: Modelo atômico

1. ELÉIA (Sul Itália) Século V a.C.

1.1. Parmênides e Zenão

1.1.1. Para os eleatas, o movimento, a mudança e a variedade das coisas e tudo o queapreendemos com os sentidos é ilusório.

1.1.2. A matéria é contínua; logo não pode haver movimento.

2. Grécia ANTIGA

2.1. Leucipo de Abdera (ativo em meados do século V a.C)

2.1.1. Acreditava na evidência dos sentidos e, consequentemente, na realidade do movimento dos corpos

2.1.2. Para que haja movimento, a matéria não pode ser contínua, portanto ela deve ser constituída por partículas, ou princípios

2.1.3. Os primeiros princípios de que se constitui a matéria são partículas fundamentais, os “átomos” (discute-se se o nome “átomos”, ou “indivisíveis”, teria sido cunhado por Leucipo ou por Demócrito).

2.1.4. Os átomos, além de indivisíveis, são também sólidos, compactos e podem ter inúmeros formatos. Diferentes combinações de diferentes átomos dão origem à variedade de coisas no mundo.

2.2. DEMÓCRITO (~460-370 a.C.)

2.2.1. Para Demócrito, nada é criado do nada e nada é destruído para o nada.

2.2.2. Esta é uma expressão prematura do princípio conservação da matéria, o qual, em sua versão quantitativa, viria a ser explicitado por Lavoisier ao final do século XVIII.

2.2.3. Demócrito acreditava que os átomos, em adição às características já assinaladas, também eram inquebráveis, tinham peso e participavam da constituição de todos os corpos, os quais tinham cada qual seu tipo de átomo.

2.3. Aristóteles (384-322 a.C.)

2.3.1. Os corpos são constituídos de matéria, mas também de atributos imateriais.

2.3.2. A principal objeção de Aristóteles à teoria atômica de Leucipo e Demócrito é sua incapacidade de explicar a mudança nas substâncias, as transformações químicas, como diríamos hoje.

2.3.3. Se existem átomos para cada tipo de substância, não há possibilidade de transformações químicas, o que evidentemente se choca com a evidência.

2.4. Epicuro de Samos (342/1-271/0 a.C.)

2.4.1. A filosofia epicurista revive o atomismo, ao admitir que toda sensação é um movimento de átomos resultando do contato entre corpos materiais.

3. Em Lucrécio (Roma, 100/94-55 a.C.), a teoria atômica é retomada e expressa em verso, num longo poema intitulado De Rerum Natura (Da Natureza das Coisas)

4. Durante a Idade Média e o Renascimento, todavia, o materialismo da teoria atômica e a oposição de Aristóteles, elevado à condição de principal filósofo das universidades e da cristandade ocidental, tornaram a teoria inaceitável, chegando a ser considerada herética.

5. Com a efervescência cultural da Revolução Científica, as possibilidades de existência de vácuo e de átomos voltaram a ser temas de grande importância.