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Frei Luis de Sousa by Mind Map: Frei Luis de Sousa
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Frei Luis de Sousa

Terceiro Ato

Cena 1: nesta cena Manuel sente-se revoltado e magoado pelo que acontecerá a sua filha ficará orfã de mãe e de pai. Manuel conta que Maria está pior da sua doença e que esta lhe lançou sangue, ao tossir, quando a foi deitar. Jorge diz que a foi ver, e que está um pouco melhor. Manuel afirma que após todos os acontecimentos vai tomar o hábito.

Nas cenas 2, 3, 4 e 5: Telmo dirige-se à sala onde se encontram Manuel e Jorge para dar a boa nova, de que a menina acordou e que está bem melhor (mudança e recuperação subita da doença, sinal de morte perto). Telmo conta que Maria perguntou pelo pai e pelo tio, mas nunca pela mãe. Na cena 3 Telmo dirige-se ao irmao converso para que este o deixe entrar na sala onde se encontra o romeiro que lhe quer falar. este dirige-se ao romeiro e conversam, o romeiro dá-lhe indicios de quem é , Telmo diz que afinal os seu pressagios estavam corretos e conta a D.João, que D.Madalena procurou por ele durante sete anos cumpridos e que após tanto tempo seguiu a sua vida com D.Manuel. D.João muda de ideias ao ver que vai destruir esta familia e pede a Telmo que minta e diga que o romeiro é um impostor.

Nas cenas 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12: ocorre a tomada do hábito de D.Manuel, agora Frei Luis de Sousa, e de D.Madalena, agora Sóror Madalena. Maria alienada pela febre interrompe a cerimonia e pede aos pais que mintam para que fique tudo bem e que estes nao se separem e ela nao fique orfã. Com toda a agitação e euforia de Maria, esta profeça palavras de revolta contra o mundo, deus e a sociedade hipocrita que nao permite a dissolução do casamento, tornando assim filhos ilegitimos essas peqenas vitimas de atos que lhes são alheios.

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett. (1799-1854)

1844 - publica Frei Luis de Sousa

a ação tem inicio a 28 de Julho de 1599

oito dias antes do 4 de Agosto de 1599

vinte e um anos depois do ano de 1578 - batalha de Alcácer-Quibir. (dia do desaparecimento de D.João de Portugal)

Personagens:

Manuel de Sousa Coutinho

D.Madalena de Vilhena

D.Maria de Noronha

Telmo Pais - aio

Romeiro

Miranda

Pior de Benfica

Arcebispo

Frei Jorge Coutinho

Doroteia

Irmão Converso

Lugar da ação - Almada

inicialmente no Palácio de D.Manuel ( ato 1)

mudança para o Palácio de D.João de Portugal (atos 2 e 3 )

Primeiro Ato

Cena 1: Madalena encontra-se a ler os Lusíadas e cita uma excerto " Naquele engano d'alma ledo e cego/ que a fortuna não deixa durar muito...", este excerto dá a indicação de que D.Madalena não é uma mulher feliz e que vive atormentada pelo passado. Lamenta-se, demonstrando a sua infelicidade em relação ao medo que tem o passado voltar e a desonrar.

Cena 2: Madalena e Telmo. Madalena confessa a Telmo, sei aio, que está a ler os Lusíadas e que o livro é muito bonito. Telmo, pede a D.Madalena que o aconselhe se deve ou não acreditar naquilo que o inglês lhe falou sobre a biblia. Madalena começa por dizer que não lhe quer dar conselhos, desde o tempo que D.João havia desaparecido... Assim, deram inicio à cena mais longa desta peça, nela está descrita toda a vida de D.Madalena quando casada com D.João. Telmo chega mesmo a referir que caso D.João ainda esteja vivo, e caso volte (agouros de Telmo) a sua pequena Maria, agora com 13 anos, se tornaria ilegitima. Esta segunda cena está dividida em 5 momentos: 1º momento - Leituras (primeira fala de Telmo até " E Deus me perdoe (...) Será?"; 2º momento - informações sobre o passado, presente e futuro (Madalena - Olhai, Telmo (...) Telmo (soluçando) - Minha rica senhora!...); 3º momento - a vida de D.Madalena: passado, o primeiro casamento (Madalena (enxuga os olhso (...) Telmo - Não, não tenho!); 4ºmomento (Madalena - pois tens: melhor! (...) Madalena - (..) fala em tal - referencia ao dia 28 de Julho de 1599); 5º momento (Telmo - o ultimo. (...) Madalena - (...) se puder.)

Cena 3: Nesta cena estão presentes Maria, Madalena e Telmo. Esta cena, é onde é referida pela primeira vez a doença de Maria. Maria entra na sala ofendida por ter esperado por Telmo e este se ter esquecido dela. De seguida Maria fala de el-rei D.Sebastião e do culto Sebastianista que o povo possui. Madalena não gosta que Maria fale destas coisas, primeiro por serem demais para a sua idade e pelo simples facto de que a relembram do seu primeiro marido.

Cena 4: Nesta cena Maria fala a sua mãe dos sonhos que tem, que não a deixam dormir e das coisas bonitas, mas extraordinárias e confusas que vê enquanto dorme. Justificando assim o porquê de ter colhido aquelas papoilas, que murcharam com a 'calma'.

Cena 5: nesta cena, Frei Jorge, irmão de Manuel de Sousa conta a D.Madalena sobre o capricho dos governadores quererem sair da cidade, após aturarem a peste querem abandonar a cidade. Maria demonstra patriotismo ao sentir pena do povo e afirmar que se ela fosse um governador que nunca abandonaria o seu povo, enfrentando com ele tudo e todos.

Cena 6: Miranda entra em cena e avisa que seu amo D.Manuel chegou, Jorge e Madalena falam da doença de Maria.

Cenas 7, 8, 9, 10, 11 e 12: Chegada de D.Manuel ao palácio.Manuel entra pela porta do salão e manda que os aios retirem tudo do castelo e que cumpram as suas ordens, Madalena pergunta o porquê de tanta agitação, ao que Manuel responde que os governadores se querem instalar no seu palácio, e que ele próprio fará valer que ainda há portugueses verdadeiros, não permitindo que tal aconteça. Para isso, Manuel pede a todos os aios que acendam alguns brandões e ordena que Telmo e Doroteia acompanhem Maria e D.Madalena quando estas partirem, levando também Frei Jorge consigo. Manuel fica para trás e Madalena corre para ir ao seu encontro. Quando entra no salão, vê tudo o que lhes restava em chamas, inclusivé o quadro do seu marido, e pede a Miranda e outro aio que o salvem, mas uma coluna abate-se sobre eles, impedindo que o alcancem e salvem. Maria, Madalena e Manuel partiram então daquilo que restava do seu palácio, agitad pelas chamas e pelos gritos da multidão.

Segundo Ato

Cena 1: Nesta cena ocorre um diálogo entre Telmo e Maria. Maria refere que há oito dias que estão naquela casa e que esta é a primeira noite que D.Madalena dorme, em todas as outras mal ela fecha os olhos vê a imagem de D.Manuel arder diante de si, o que a atormenta. Maria afirma que existem agouros a cair sobre seu pai. Maria pergunta quem é o cavaleiro do retrato que se encontra naquela parede (o retrato de D.João), Telmo tenta desviar o assunto dizendo que é alguem para quem ele serviu, um desses condes de Vimioso. Maria afirma que este mente e tenta persuadi-lo a contar-lhe a verdade sobre aquele homem.

Cena 2: D.Manuel interrompe a conversa de Maria e Telmo dizendo que o homem do retrato é D.João de Portugal. D.Manuel pergunta a Maria por D.Madalena e como esta está a dormir, este pergunta-lhe como sabia que aquele homem era quem ele dizia ser. Maria diz que era 'um ser cá de dentro' que lho dizia e que perguntou só para ficar certa.

Cenas 3 e 4: Nesta cena D.Manuel e Maria falam sobre o regresso de el-rei D.Sebastião e do próprio D.João de Portugal. Manuel diz-lhe que se eles tivessem regressado que ela não estaria onde está agora. Na cena 4, Frei Jorge vem com as boas novas de que alguns dos governadores estão a ceder e que têm de se dirigir a Lisboa para ir buscar o Arcebispo e Maria empolgada com a conversa pede para ir ver a tia Joana de Castro que se encontra no Sacramento, como Soror Joana.

Nas cenas 5 e 6: Maria vai pedir a sua mãe se pode visitar a tia Joana e esta fica com receio e preocupada com a ida de Maria, com a companhia de Dorotei e Telmo, a Lisboa e a partida de Manuel com Frei Jorge, ficando assim sozinha, naquela sexta-feira, 4 de Julho. Na cena 6, podemos observar que D.Madalena embora temerosa, deixa que Maria vá e manda que Telmo a acompanhe, pois Maria necessita espairecer.

Cenas 7, 8, 9, 10, 11: Nestas cenas o que se passa é o seguinte, Frei Jorge acaba por ficar na companhia de D.Madalena e Maria parte com o pai, Telmo e Doroteia para Lisboa. D.Madalena receia este dia e ordena a Miranda que vá para o cais esperar o bergantim que os levou a Lisboa, tendo apenas ordem para sair de lá quando estes desembarcassem. Na cena 11, Miranda volta apressado e diz que chegou um romeiro que quer falar a D.Madalena. Jorge diz que irá falar com ele, para saber o que deseja, mas Miranda diz que o Romeiro apenas aceita falar com D.Madalena.

Cenas 12, 13, 14 e 15: Miranda regressa e volta com o romeiro, introduzindo-o a D.Madalena. Na cena 13, Frei Jorge 'interroga' o romeiro, que lhe responde a tudo o que deseja saber. Nesta cena o romeiro afirma que não tem familia nem amigos, e que todos os que ele se importava o deram como morto. 'Amigos, tenho um, com esse conto.' - o romeiro refere-se a Telmo Pais o seu aio e fiel escudeiro. Romeiro afirma estar diferente, na sua forma fisica e que os anos em cativeiro o mudaram, tornando-o irreconhecivel. Este diz que 'hoje há de ser.' isto por ser dia 4 de agosto; Madalena aterrorizada, pergunta ao romeiro quem o mandára, este diz que foi um 'homem honrado', começa assim com rodeios dizendo que o homem que o mandou foi cativo em África, após a batalha de Alcácer-Quibir e que sabe indentifica-lo se vir um retrato, apontando assim para o retrato de D.João de Portugal. Na cena 15, a última deste ato, podemos ver um dialogo entre o romeiro e Frei Jorge, onde este, pergunta ao romeiro quem é ele, e o romeiro responde 'ninguém' apontando para o seu retrato.

Nota: D.João de Portugal é "ninguém" pois está morto para aqueles (aquela) que ama. até a casa que tinha está agora ocupada por uma nova familia constituida sobre a sua morte, sente-se um estranho (ninguém) na sua própria casa. A palavra "ninguém" funciona como um anuncio do seu destino final, do seu anonimato para o mundo, após renunciar à sua esposa e à sua casa.