Brasil, mostra a tua cara!

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Brasil, mostra a tua cara! von Mind Map: Brasil, mostra a tua cara!

1. Tudo virando urbano

1.1. Um fenômeno importante provocou a necessidade de olhar o Brasil de forma mais atenta: a urbanização.

1.2. O Brasil tem sido apontado por especialistas como um país que passou por um dos maiores movimentos de urbanização na época contemporânea.

1.2.1. A população rural transformou-se urbana em um período de tempo muito curto, de apenas 25 anos.

1.3. Se as migrações internacionais provocaram o crescimento urbano na primeira metade do século XX, seriam as migrações internas que definiriam os contornos das cidades.

1.3.1. A rede urbana brasileira foi se concentrando no litoral, no início as cidades mais importantes eram as que se relacionavam diretamente com a metrópole burguesa.

1.3.2. Nas capitais estavam os serviços públicos e as principais instituições comerciais e financeiras.

1.4. como afirmou George Simmel, as cidades em geral tem a propriedade de mostrar muitas coisas ao mesmo tempo, elas abrem oportunidades de vida e trabalho para milhares de pessoas e mostram caminhos para a realização de muitos desejos.

1.4.1. Participar de decisões políticas, usufruir dos equipamentos culturais, andar nas ruas com liberdades e adquirir bens. Mas também abrigam pessoas que não conseguem realizar nenhum dessas coisas.

1.4.2. As cidades brasileiras revelam a cara do Brasil como são amigáveis mas violentas; cordiais e injustas; livres e opressoras; generosas e excludentes; hospitaleiras e cruéis.

1.5. Os retratos do Brasil estão presentes em traços desconexos nos ambientes urbanos, por que foi nas cidades que a imprensa e os meios de comunicação surgiram e depois sumiram e nelas as notícias se espalham com rapidez.

2. As muitas famílias

2.1. Uma das causas mais importantes da mudança familiar no Brasil a ser observada é a alteração do comportamento das mulheres em nossa sociedade

2.1.1. Mais uma vez as indicações do IBGE são esclarecidas , o nível de escolaridade das mulheres subiu, em muitos casos mais que de homens, por outro lado, a taxa de fecundidade diminuiu.

2.1.2. As mulheres tem menos filhos, participam cada vez mais do mercado de trabalho , contribuem crescentemente para o rendimento familiar, e muitas das vezes são as principais responsáveis pelo sustento da família.

2.2. Os dados do censo de 2010 apontam ligeira queda de participação dos grupos de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos de idade na fecundidade total.

2.2.1. Os quais concentravam 18,8% em 2000 e passaram a concentrar 17,7% e 27% em 2010.

2.2.1.1. O recenseamento também indicou aumento de participação nos níveis de fecundidade dos grupos de idade acima de 30 anos de 27,6% em 2000 para 31,3% em 2010.

2.3. Portanto, quando queremos saber como se constituem as famílias brasileiras nos dias de hoje temos que levar em consideração que há os divórcios, os meios-irmãos, os padrastos e madrastas, os filhos registrados por casais do mesmo sexo entre outros casos.

2.3.1. há resistência aos arranjos pouco usuais, que contrariam os formatos familiares tradicionais. A vida em sociedade está cheia de casos que revelam tensões, não só no Brasil, mas como em outros países.

2.3.2. Os que uns escolhem ou defendem pode parecer ofensivo a outros.

2.3.2.1. E isso não acontece apenas com os formatos familiares, acontece também com as diferentes manifestações culturais que dão o sentido as tribos formadas pelos jovens.

2.4. É meio que comum as discussões entre os que defendem e os que condenam a legalização do aborto ou a descriminalização das drogas, tudo isso é revelador mas nada disso é objeto de consenso.

3. Outros brasis..

3.1. A respeito da extensão de território, da diversidade entre as regiões e a distância entre suas realidades, uma certeza é sempre mencionada quando se trata do Brasil é uma única língua oficial, o português, é reconhecida em todo o país, mas não é a única falada.

3.1.1. No censo de 2010 as etnias e línguas indígenas pela primeira vez encontrou 247 línguas faladas por 305 etnias.

3.2. Comparados ao passado colonial, os indígenas, não podem ser resumidos á velha imagem de homens e mulheres nus e sem nenhum contato com a civilização

3.2.1. Ainda que existam comunidades vivendo dessa maneira, elas coexistem com muitas outras formas de vida, sem prejuízo algum com sua identidade indígena.

3.3. O IBGE constatou que muitas pessoas não associam sua condição de indígenas e características físicas, como a cor da pele.

3.4. Outro aspecto que aponta para o preconceito da situação indígena brasileiro diz respeito á moradia, muitos da população indígena não vivem em áreas protegidas, cerca de 43% e 36,2% vivem em áreas urbanas e cerca de 12,6% dos índios vivem em tocas.

3.5. Essa nova forma de relação da população indígenas com o restante da sociedade brasileira esbarram em outro problema: a desigualdade.

3.5.1. Com tudo isso, as populações indígenas são partes importantes das questões que mobilizam nossa sociedade nos dias atuais.

4. Com essa constatação que aliás motivou Karl Max a procurar entender as razões que levaram a sociedade capitalista a produzir riquezas e concentrá-las ainda mais.

5. Caras e caras

5.1. O Brasil tem seus 8.514.876,599km² e é o maior país da América do Sul, o terceiro das Américas e o quinto do Mundo, tendo na sua frente a Rússia o Canadá e os EUA.

5.2. As regiões brasileiras tem condições geográficas diferentes com culturas e níveis desiguais de desenvolvimento social e econômico.

5.2.1. Quando falamos que as regiões brasileiras tem um desequilíbrio no ponto de vista econômico e social é que algumas delas dispõem de riquezas e oportunidades da produção industrial, enquanto outras dependem de recursos do governo.

5.3. Com base em dados coletados em 2012 o IBGE informa que a metade do PIB nacional estava concentrada em apenas 1% dos municípios brasileiros

5.3.1. A explicação é que a falta de oportunidades de trabalho, a pobreza e a produção insuficiente expulsa os moradores das regiões mais pobres em direção onde supõe que a vida possa ser melhor.

5.3.1.1. Quando tomamos como referência uma questão importante , como educação, vemos com clareza as diferenças agudas entre as regiões mais favorecidas e as menos favorecidas do Brasil.

5.3.1.2. Para viver com qualidade e se desenvolver, uma pessoa precisa de renda, saúde e educação, e o Brasil não se sai muito bem nessa avaliação.

5.4. A importância é que o fato de uma região ser economicamente rica, não significa que ela possa distribuir suas oportunidades e riquezas entre seus habitantes

6. A mancha nacional

6.1. O desenvolvimento educacional dos estados e municípios brasileiros também é revelador da situação mais geral

6.1.1. Os indicados em analfabetismo, são mais altos na região mais pobres e mais baixos nas mais favorecidas.

6.2. Os estados mais pobres do Brasil se aproximam de países pobres, como Madagascar, na África, com uma posição bastante desfavorável.

6.3. Se compararmos as zonas urbanas e rurais, veremos que os números também são muito diferentes. Área rural 25,8 em 2004 e 8,7 Área Urbana; Área rural 20,8 em 2013 e 6,4 na Área urbana, mostra a taxa de analfabetismo no Brasil com pessoas com mais de 15 anos.

6.3.1. A maioria dessas pessoas aprendem o analfabetismo funcional, que mesmo conseguindo juntar as letras , não conseguem entender o que lê, nem o que a palavra significa.

6.3.1.1. Essa deficiência evidentemente compromete a posição de alguém que busca um lugar melhor no mercado de trabalho

6.3.1.2. Essa situação se tornou um problema muito sério para o nosso país que foi criado um mediador pra isso, o Índice de Analfabetismo Funcional (Inaf).

7. A situação dos povos indígenas na educação superior

7.1. A educação superior indígena é uma questão que estava fora das agendas governamentais até o final da década de 90, mas nos últimos anos começou a ter mais visibilidade

7.1.1. Num contexto político favorável ás ações afirmativas ao combate da desigualdade educativa no Ensino Superior tem se tornado relevante para muitos povos indígenas.

7.2. Quando fundaram as universidades públicas no início de 2003, estimava´se que 1300 indígenas estavam recebendo educação superior universitária, dos quais cerca de 60 a 70% estavam matriculadas em IES privadas.

7.2.1. Até então, a estratégia para ingressar e conseguir se manter durante os estudos eram principalmente individuais e familiares e a Funai era o único órgão de governo que atendia a demanda indígena

7.3. Têm sido duas as vertentes principais demandas indígenas por educação superior, as formações de professores em nível superior, o que preocupa o professor indígena com seus instrumentos de capacitação e a outra é que decorrente do estado e das relações atuais entre os povos e o Estado cancelar a forma qualificada e públicas a favor dos interesses indígenas.

7.4. Um outro desafio é o acompanhamento pedagógico dos estudantes indígenas, encontradas pelos próprios estudantes e instituições.

7.4.1. Em algumas universidades é difícil contar com professores treinados e dispostos a exercer a tarefa de tutoria e acompanhamento de povos culturalmente diferenciados.

7.5. Outro tema contemplado é a inserção no mercado de trabalho dos que concluíram a formação universitária, a maneira como se dá a volta de comunidades e com a presença de profissionais indígenas no cotidiano e as formas de lideranças.

7.5.1. A institucionalização de políticas de permanência de estudantes Indígenas no Ensino Superior é o grande desafio a ser enfrentado, já que são muitas as dificuldades por eles em estudo sem qualquer apoio do governo ou da universidade.