1. Operação
1.1. Egocentrismo intelectual
1.1.1. 2 e 5 anos - A criança não compreende conceitos mas pré-conceitos evocam realidades particulares à experiência. Falta a generalidade de um raciocínio lógico, ficando no "Simbólico".
1.1.2. 5 e 7 anos, período geralmente chamado de “intuitivo”, ocorre uma evolução que leva a criança, pouco a pouco, à maior generalidade. A intuição é uma ação realizada em pensamento que tenta: encaixar, seriar, deslocar etc
2. 2 aos 7 anos aproximadamente.
2.1. Definição: período do desenvolvimento cognitivo da criança descrito por Piaget que vai dos 2 aos 7 anos, marcado principalmente pelo aparecimento da função simbólica (linguagem) por meio de representações ainda que não haja a capacidade de reversibilidade;
2.2. 2 à 4 anos- aparecimento da função simbólica por meio da linguagem, de jogo e da imitação. A criança constrói conceitos a partir das experiências visuais concretas.
2.3. 4 à 5 anos e meio - ela " calcula" sua realidade por meio de perguntas sucintamente elaboradas: Onde? Como? Por que? e suas respectiva respostas. É o início da famosa fase dos " PORQUÊS". Dessa forma ela inicia a construção dos significados.
2.4. 5 e meio à 7 anos- a criança elabora e organiza seu mundo por intermédio de esquemas padrões de respostas para eventos que ainda não possui subsídios para compreender e explicar.
3. Fundação Simbólica
3.1. - É por meio da Inteligência Representativa que o desenvolvimento da função simbólica ocorre; - Essa construção acontecerá a partir de transformações lentas e sucessivas vivenciadas nas experiências/condutas ao londo do período Pré-Operatório.
3.1.1. - Função Semiótica: "a capacidade de evocar mediante um signo ou uma imagem simbólica o objeto ausente ou a ação ainda não consumada"(Piaget, 1982, p. 231). Possuí um valor simbólico e refere-se à capacidade de evocar coisas e acontecimentos que não estão presentes.
3.1.1.1. Não há pensamento, como a capacidade de evocar e articular ações interiorizadas, sem representação
3.1.1.2. ex.: A criança pensa: "Quero um sorvete" ela não precisa ver o sorvete ou uma geladeira para sentir essa necessidade, pois já consegue lembrar da sensação provocada por ele.
3.1.2. - A criança irá interagir no mundo por meio das representações. As 5 condutas que possibilita representar as ações, as situações e os fatos da vida são : Imitação Diferida, Jogo Simbólico, Desenho, Imagem Mental e Linguagem.
3.1.2.1. Por meio dessas experiências (condutas) a criança assimila, equilibra,acomoda, realiza abstrações mobilizando operações visando a organização desse mundo das representações de maneira estável e coerente em direção ao próximo estágio.
4. Três subníveis
4.1. a) Simbólico; b) Intuitivo global ou intuitivo simples; c) Intuitivo articulado.
4.1.1. As crianças nesse estágio encontra-se habitualmente no subnível Intuitivo, porém por vezes ainda não possuem reversibilidade mental, ou seja, Não conseguem lidar com duas fontes de informação ao mesmo tempo.
4.1.1.1. A criança que se encontra no sub-período intuitivo articulado já estabelecem correspondências unívocas e biunívocas fato importante para sua introdução ao ensino.
5. Linguagem, Desenvolvimento Cognitivo e Refinamento da Inteligência.
5.1. O surgimento da linguagem condiciona todos os esquemas mentais da criança. A possibilidade de falar habilita um esquema mental diferente, no qual a função simbólica é primordial. A criança utiliza símbolos para representar os objetos, os lugares e as pessoas. Ela entende que as palavras são usadas para designar as coisas que estão ao seu redor.
5.2. Nesse fase, a criança se socializa mais, pois consegue comunicar-se com os demais. Entretanto, ela ainda considera o mundo a partir da sua perspectiva (egocêntrico).
5.3. Na criança, as estruturas mentais tornam-se mais refinadas quando a mesma é capaz de generalizar e sintetizar estímulos externos através da linguagem.
6. Egocentrismo
6.1. * Reconhecimento como outro objeto.
6.1.1. * É nesta fase que a criança vai assumir sua identidade, reconhecendo a si mesma e aos seus pares,
6.2. * Neste aspecto está mais ligado da dificuldade de reconhecer o ponto de vista do outro. Ainda estão muito presas ao seu próprio ponto de vista;
6.3. * A criança ainda lida com o mundo a partir de si mesma, acha que tudo foi feito e pensado exclusivamente para ela;
6.4. * Realismo; Tendencias para atribuir a realidades psicológicas a uma tendencia física.
6.5. * O egocentrismo é visualizado pelo aparecimento do “animismo”, “artificialismo” e “finalismo”
6.5.1. * Animismo: explicação do mundo com realismo mágico. Atribuir intencionalidade a tudo: o sol é bom porque ilumina todos os dias, já cachorro é mau porque morde;
6.5.2. * Artificialismo: é a propensão da criança em atribuir a um personagem humano a origem de tudo, como a origem natural dos elementos da natureza.
6.5.3. * Finalismo: os objetos e pessoas existentes em determinadas situações com a finalidade de servi-la.
7. Introdução a Moralidade
7.1. Por volta dos quatro anos a criança começa a se inserir no mundo da moralidade das regras e dos valores, daquilo que é certo ou errado, mal ou bom, virtuoso ou não, ainda que não compreenda o sentido (essência) das regras.
7.1.1. Desenvolvimento da moral abrange três fases: Anomia, Heteronomia e Autonomia.
7.1.1.1. Heteronomia:
7.1.1.1.1. Realismo Moral: A consideração da responsabilidade centrado nas consequencias materiais da ação, sem levar em conta a intenção da mesma nem as circunstâncias.
7.1.1.1.2. Justiça Imanente: Todo delito será castigado ainda que por força da natureza. Confusão entre as leis físicas e morais, que leva a crer na existência de sanções automáticas