1. O que é? A partir do desenvolvimento científico e tecnológico, a reabilitação neurológica mudou consideravelmente nas últimas décadas, e é importante ressaltar a responsabilidade que o Fisioterapeuta carrega ao montar um plano terapêutico, que deve ser elaborado a partir de um raciocínio clínico, montando um diagnóstico cinesiológico-funcional, pensando nas melhores ferramentas, direcionado a função/movimento/queixa principal do paciente, e com técnicas baseadas em evidências. A partir do diagnóstico fisioterapêutico, o profissional deve pensar nos problemas ativos, metas a curto e longo prazo, monitorização e progressão e programação terapêutica/planejamento de alta.
2. Exercícios Funcionais:
2.1. Qual o objetivo? Melhora do equilíbrio, coordenação, potência e resistência.
2.2. Como é feito? Através de movimentos multiplanares, que envolvem redução, estabilização e produção de força.
2.3. Preparação:
2.3.1. 1. Identificação do objetivo;
2.3.2. 2. Selecionar tarefa que envolva tal objetivo (motivação);
2.3.3. 3. Definir ambiente e posicionamento para realizar tal tarefa.
3. Monitorização e progressão:
3.1. - Monitorização: Avaliação contínua e reflexão do processo.
3.2. - Progressão: analisar dificuldade/complexidade, graus de liberdade e níveis cognitivos, tempo de prática, ambiente e carga.
4. Planejamento de alta:
4.1. - Importante considerar metas estabelecidas, acompanhamento pós alta, orientação e cuidados gerais de saúde, manutenção da atividade física com segurança.
4.2. - Aliança terapêutica: sinceridade, expectativas, crenças, educação, orientação, manejo dos sintomas e sinais de alerta.
5. Recursos da Fisio Neurofuncional:
5.1. 1. Cinesioterapia clássica
5.1.1. 2. Hidroterapia
5.1.1.1. 3. Equoterapia
5.1.1.1.1. 4. Facilitação neuromuscular proprioceptiva (PNF)
5.2. 5. Realidade Virtual
5.2.1. Criação de um ambiente fictício controlado, que fornece interação multissensorial, através de uma caverna virtual e luva digital. É de uso restrito, com excelentes resultados de adesão à tratamentos e pacientes, por existir a possibilidade de criar ambientes específicos controlados (atenção direcionada à tarefa, conferindo maior especificidade e ênfase no tratamento).
5.2.2. APLICAÇÕES: MMSS – dispositivos hápticos e luvas (trabalha força, resistência, ADM e coordenação), MMII – eletrodos de superfícies ou leitura por sensores (trabalha marcha), treino funcional – atividades complexas em ambientes controlados (treino de AVDs), equilíbrio corporal – estímulos vestibulares e sensoriais.
5.3. 6. Marcha com suporte de peso corporal
5.3.1. É utilizado um sistema de suspensão, que diminui a carga sobre o aparelho musculoesquelético durante o treino de marcha em esteira, promovendo maior controle de tronco, auxílio da marcha e auxílio do terapeuta. Tal método traz melhores resultados do que com o treino convencional de marcha, e o benefício é maior ainda quando a terapia é associada com eletroestimulação.
5.4. 7. Conceito neuroevolutivo (Bobath)
5.4.1. Baseada em teorias de controle motor, aprendizagem motora e neuroplasticidade, tal terapia tem foco na qualidade do movimento, promovendo integração do controle postural, controle do movimento seletivo e do desempenho de tarefas.
5.4.2. PONTOS CHAVES: geralmente são as próprias articulações dos pacientes. Quanto menor o controle motor e a independência do paciente, mais proximal deve ser o ponto chave, e vice-versa.
5.5. 8. Terapia por contensão induzida (TCI)
5.5.1. Tal técnica foi desenvolvida para diminuir o impacto do AVC na função do Membro Superior par ético dos pacientes, contendo três componentes principais:
5.5.1.1. 1 – prática repetitiva de tarefas (MS parético) a fim de estimular a capacidade motora;
5.5.1.2. 2 - restrição do MS (não comprometido) por perídos prolongados para forçar o uso do MS comprometido;
5.5.1.3. 3 - estratégias comportamentais adjuntas para promover a transferência das habilidades do ambiente clínico para a AVD.
5.5.2. PRÁTICA INTENSIVA: plasticidade neural do SNC, aumento da reorganização cortical, melhora da função motora espontânea do MS com paresia e reaprendizagem motora.
5.6. 9. Eletroestimulação
5.6.1. Biofeedback, EMG, FES, laser, TENS, Neuromodulação Não Invasiva periférica e central.
5.6.2. Benefícios:
5.6.2.1. Reeducação motora
5.6.2.2. Aumento da resistência muscular
5.6.2.3. Controle da espasticidade
5.6.2.4. Ganho de ADM
5.6.2.5. Regeneração
5.6.2.6. Facilitação do aprendizado