AS VÁRIAS EVOLUÇÕES DA INFÂNCIA AO LONGO DA HISTÓRIA
von Amanda Beatriz
1. Até o século XII, não existia uma concepção de infância, as crianças eram consideradas adultos em miniaturas, neste período não existia o chamado sentimento de infância.
2. De acordo com Veyne (1989), neste período havia um alto índice de abandono e mortalidade infantil, pois na hora do nascimento o pai elevava a criança do chão e com isso firmava a aceitação da criança na família.
3. No século XVIII, a igreja católica passou a acusar quem matasse crianças de praticar bruxaria. Surge também o sentimento de infância, a partir da ideia de que a criança é um mediador do céu e da terra.
4. Áries (1981), que o sentimento da infância desenvolveu o sentimento da família, se manifestando por meio de intimidade e diálogo familiar de modo que a família se volta para a criança para ser amada e educada.
5. Para Gélis (1991), a criança passa a ter seu mundo próprio após os pais começarem a se preocupar com a educação de seus filhos, com a isso se tornam o centro da família.
6. Gagnebin (1997), diz que a palavra infância não diz respeito instantaneamente a uma faixa etária, mas sim aos anos iniciais de sua vida, que se caracteriza por incapacidade e pela carência de fala.
7. Sarmento (2005), ressalta que etimologia da palavra infância propõe um sentido negativo, ao caracterizar infância como a idade do não-falante, remetendo a ideia do discurso inarticulado, desarranjado ou ilegítimo.
8. Gagnebin (1997), afirma que era obrigação do adulto reconhecer, primar e defender que a criança tivesse uma infância feliz. Com isso, passou a existir as escolas com o intuito de educar e disciplinar moralmente as crianças.
9. Costa (2009), alega que o período da infância precisa ser cuidado e moldado, pois é um momento de encanto e ludicidade. A criança passa a ser considerada um ser competente, que tem suas necessidades, seu modo de pensar e agir.
10. Fernandes e Kuhlmann Júnior (2004), a palavra infância evoca um período da vida humana. O vocábulo criança, por sua vez, indica uma realidade psicobiológica referenciada ao indivíduo. Sendo assim, a concepção de infância que possuímos hoje foi uma invenção da modernidade, sendo constituída historicamente pelas condições socioculturais determinadas. Portanto, as crianças de hoje não são iguais às dos anos passados, nem serão as mesmas que virão nos próximos anos.