1. A lei 8080/90 que regulamenta o SUS no art. 7 parágrafo VII recomenda: “Utilização da Epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e orientação programática”.
2. Saúde e doença
2.1. Até o século XVI: I. conveniência (proximidade entre distintas coisas) II. emulação (relação entre as coisas e as ideias que correspondiam a elas) III. analogia (semelhança entre visível e invisível) IV. simpatia (assimilação entre coisas)
2.2. Século XVII e XVIII A medicina não possui propriamente uma teoria sobre a doença, tratava-se mais sobre sinais e sintomas.
2.3. Século XIX
2.3.1. Quantificação como recurso para evidenciar relações que não podem ser imediatamente observadas. Teorias causais que transcendem os aspectos naturais incluindo a organização social na explicação. No início do século XIX a epidemiologia começa a constituir se em disciplina científica.
2.3.2. John Snow – distribuição espacial dos casos de cólera na cidade de Londres, consegue identificar o veículo de transmissão da doença antes mesmo da descoberta dos micróbios. Em 1850 é criada a London Epidemiological Society em Londres indicando o princípio da institucionalização dessa disciplina Em 1919 foi criado o departamento de Epidemiologia na Universidade Johns Hopkins - EUA. Em 1928 Major Greenwood estabelece o departamento na London School of Tropical Medicine and Hygiene.
2.4. Século XX
2.4.1. Campo da epidemiologia se amplia para além das doenças transmissíveis e problemas ocupacionais, incluindo questões nutricionais, câncer, stress, acidentes, entre outros. Raciocínio baseado no conceito de risco Hegemonia de métodos analíticos e relativa perda de prestígio da epidemiologia descritiva
2.5. "Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença ou incapacidade. “ (WHO, 1973).
2.6. A doença não pode ser compreendida apenas por meio das medições fisiopatológicas, pois quem estabelece o estado da doença é o sofrimento, a dor, o prazer, enfim os valores e sentimentos expressos pelo corpo subjetivo que adoece. (CANGUILHEM; CAPONI, 1995. In: BRÊTAS; GAMBA, 2006).
2.7. Processo Saúde / Doença A distribuição da mortalidade, deficiência e morbidade a classe social, etnia, gênero, a níveis de educação, condições de trabalho e renda, ou a áreas geográficas de risco e que se constituíam assim em Determinantes Sociais de processos de saúde-doença de pessoas e populações. A saúde passa de um objeto médico para um objeto ético, político e social.
2.8. História Natural da Doença HND História natural da doença é o modelo descritivo elaborado através das informações capazes de explicar como e por que determinados eventos acontecem e participam do processo de doença.
2.8.1. Pré-patogênese também considerado período epidemiológico, diz respeito à interação entre os fatores do agente, do hospedeiro e do meio ambiente.
2.8.2. Patogênese corresponde ao momento em que o homem interage com um estímulo externo, apresenta sinais e sintomas e submete-se a um tratamento.
2.8.2.1. Período de Latência: Desde a exposição até se tornar infeccioso; Período de Incubação: Desde a exposição até desenvolver sintomas; Período de transmissibilidade; Período de manifestações clínicas; Período de Latência: desenvolvimento da doença sub-clínica até a apresentação de sintomas;