1. DEFINIÇÃO DE PSICOLOGIA Psyche significa: “alma” ou “mente”. Logia significa: “estudo” ou “relato”. Campo do conhecimento que estuda a mente do ser humano buscando compreender os processos mentais e comportamentos com base na subjetividade de cada indivíduo.
2. INFLUÊNCIAS CONTEXTUAIS NA HISTÓRIA
2.1. PRESSÕES ECONÔMICAS E MERCADOLÓGICAS
2.1.1. ESTADOS UNIDOS
2.1.1.1. Século XIX - O número de laboratórios de psicologia crescia bastante. Por volta de 1900, havia três vezes mais psicólogos com doutorado do que laboratórios onde pudessem trabalhar, logo perceberam a necessidade de provar que a psicologia podia ser útil na solução dos problemas sociais, educacionais e industriais.
2.1.1.2. Século XX - Passando de experimentos nos laboratórios acadêmicos para a aplicação da psicologia nas questões do ensino e da aprendizagem, as matrículas nas escolas públicas cresceram 700% entre 1890 e 1918 e as escolas de ensino médio foram construídas na proporção de uma por dia.
2.1.2. FRANÇA
2.1.2.1. Século XX - Começou a construção e aplicação dos primeiros testes de inteligência para identificação de diferenças entre alunos.
2.2. GUERRAS MUNDIAIS
2.2.1. Desenvolvimento da psicologia nas áreas de seleção de pessoal, testes psicológicos e aplicação à engenharia.
2.2.2. Alterou a constituição e o destino da psicologia europeia, principalmente na Alemanha (onde surgiu a psicologia experimental) e na Áustria (o berço da psicanálise).
2.2.3. Provocaram grande impacto pessoal nas idéias de vários teóricos importantes como Sigmund Freud e Erich Fromm.
2.3. PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO
2.3.1. As mulheres não eram admitidas no programa de pós-graduação ou eram excluídas do corpo docente, recebiam salários inferiores e encontravam barreiras para obter uma promoção ou uma titularidade.
2.3.2. Os judeus não eram aceitos em várias universidades ou tinham cotas máximas para ingresso nos programas de pós-graduação, também não eram contratados como professores. Muitos psicólogos judeus tendo em vista a dificuldade em seguir na carreira acadêmica foram trabalhar com a psicologia clínica que oferecia mais oportunidades de emprego, alguns chegaram a mudar seu nome.
2.3.3. Os afro-americanos enfrentaram fortes preconceitos. Em 1940, somente quatro faculdades para negros nos Estados Unidos ofereceram os cursos de graduação em psicologia. Quando eram aceitos em uma universidade para brancos enfrentavam uma série de barreiras. Em 1939 e 1940, Mamie e Kenneth Clark conduziram um importante programa de pesquisa sobre a identidade racial e as questões de auto conceito das crianças negras cujos resultados foram citados em 1954, na Suprema Corte dos Estados Unidos, em uma decisão que se tornou um marco para o fim da segregação racial nas escolas públicas.
3. ORIGEM DA PSICOLOGIA NA GRÉCIA ANTIGA A Filosofia tentava explicar o mundo através da reflexão e da razão. Os filósofos estudavam a natureza humana especulando em torno do homem e da sua interioridade, intuindo e generalizando, com base em suas próprias experiências.
3.1. FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Surgiram por volta do séc. VI a.C., num período denominado Cosmológico. Preocupavam-se em definir a relação do homem com o mundo através da percepção. Havia uma oposição entre os idealistas e os materialistas.
3.1.1. PITÁGORAS DE SAMOS (570-496 A.C.) Acreditava que a essência permanente do mundo encontrava-se nos princípios matemáticos. Sustentava a existência de uma alma imortal, distinta do corpo. Foi o primeiro a tentar apreender o conteúdo inteligível das coisas.
3.1.2. HERÁCLITO DE ÉFESO (540-475 A.C.) Conceituou não trabalhar com unidades fixas pois o mundo está em constante mudança, contribuindo para o pensamento mais tarde de William James: "não se pode experimentar a mesma coisa duas vezes."
3.1.3. ANAXÁGORAS DE CLAZÔMENAS (499-428 A.C.) Dizia que "tudo está em tudo, pois em cada coisa há uma parte de todas as outras", o cerne da questão era saber como se uniam e como se relacionavam esses elementos. Sua contribuição para a psicologia moderna está no fato de ter dado atenção ao processo psicológico.
3.1.4. DEMÓCRITO DE ABDERA (460-370 A.C.) Desenvolveu a primeira psicologia materialista lógica, propôs também uma teoria da percepção.
4. PSICOLOGIA NO PERÍODO CRISTÃO
4.1. Com o aparecimento e desenvolvimento do cristianismo (uma força religiosa que passa a força política dominante), a Igreja Católica monopolizava o saber e, consequentemente,o estudo do psiquismo. O período passou a ser teocêntrico destronando a filosofia antiga e o antropocentrismo, distinguindo-se dois momentos importantes.
4.1.1. PATRÍSTICA (Séc. IV-V) Referência deste período, SANTO AGOSTINHO (354-430) fez estudos sobre o tempo, o hábito e pode ser considerado o primeiro pensador a desenvolver uma noção de interioridade. Acreditava que é olhando para a sua interioridade que o homem descobre a verdade, pois em seu pensamento a nela é o lugar da verdade.
4.1.2. ESCOLÁSTICA (a partir do séc. IX) SANTO TOMÁS DE AQUINO (1224-1274) viveu num período em que as crises econômica e social levam ao questionamento da Igreja e dos conhecimentos produzidos por ela, encontrando argumentos racionais para justificar os dogmas da Igreja e garantindo para ela o monopólio do estudo do psiquismo. Buscou em Aristóteles a distinção entre essência e existência visando encontrar novas justificativas para a relação entre Deus e o homem. Afirmou que a busca da perfeição pelo homem seria a busca de Deus, pois o mesmo é a fonte das verdades provenientes da experiência dos sentidos e das verdades da fé.