1. 4
1.1. Regras de Solubilidade
1.1.1. Definição:
1.1.1.1. É possível prever se haverá dissolução de um soluto em um determinado solvente, utilizando-se as regras dos semelhantes.
1.1.2. Exemplos:
1.1.2.1. Polar ou iônico: Se um soluto é polar ou iônico, ele é solúvel em solventes polares como a água.
1.1.2.2. Apolar: Se um soluto for apolar ele é solúvel em solventes apolares, como tetracloreto de carbono.
1.1.3. Exceções:
1.1.3.1. Alguns sais são insolúveis em água, como o PbSO4,
1.1.3.2. Os gases atmosféricos apolares CO2, N2 e O2 são solúveis em água;
1.1.3.3. Álcoois de cadeia carbônica longa (mais de dez átomos de carbono) são compostos polares devido à presença do grupo hidroxila, porém são insolúveis em água.
1.1.4. Observação:
1.1.4.1. Essa regra deve ser usada com bastante cuidado devido às exceções.
2. 5
2.1. Coloide
2.1.1. Definição:
2.1.1.1. os Coloides são misturas em que as partículas dispersas têm um diâmetro compreendido entre 1nm e 1 micrômetro, partículas essas que podem ser, átomos, íons ou moléculas. Foi criado pelo químico escocês Thomas Graham.
2.1.2. Fase dispersa:
2.1.2.1. Em uma solução coloidal, a fase dispersa encontra-se em menor quantidade e finalmente dividida. A fase dispersa é equivalente ao soluto.
2.1.3. Fase dispersante:
2.1.3.1. A fase dispersante na solução coloidal é uma fase contínua, que se encontra em maior quantidade. A fase dispersante é equivalente ao solvente de uma solução verdadeira.
2.1.4. Características dos coloides:
2.1.4.1. Os coloides são caracterizados principalmente pelo tamanho do disperso, pela sua massa elevada e pelo volume relativamente grande. Essas características explicam alguns efeitos próprios dos sistemas coloidais, como o efeito tryndall e o movimento browniano.
2.1.5. Efeitos dos sistemas coloidais:
2.1.5.1. Efeito Tryndall.
2.1.5.1.1. As partículas dispersas em uma solução coloidal são suficientemente grandes para dispersar um feixe de luz. Devido a esse motivo que a maioria das soluções coloidais concentradas são opacas.
2.1.5.2. Movimento Browniano.
2.1.5.2.1. Esse movimento é desordenado e ininterrupto e origina-se a partir dos contrastes choques das partículas dispersas com as partículas dispersantes.
2.1.6. Tipos:
2.1.6.1. Solução coloidal iônica
2.1.6.1.1. A solução coloidal iônica é formada por íons de elevada massa molar. Essas soluções são formadas por moléculas grandes que sofrem ionização durante o processo de dissolução do soluto.
2.1.6.2. Solução coloidal molecular
2.1.6.2.1. A solução coloidal molecular é formada por moléculas de elevada massa molar que não sofre ionização durante o processo de solução do soluto
2.1.6.3. Solução coloidal micelar
2.1.6.3.1. É uma solução formada por micelas. São agregadas às moléculas que possuem características polares e apolares, tendo possível interação com a fase dispersa e com a dispersante. Geralmente estão orientadas tridimensionalmente, formada por uma esfera compacta.
3. 6
3.1. Os estados físicos dos componentes de uma solução coloidal
3.1.1. Quando o dispersor é gasoso:
3.1.1.1. Quando é constituído por um disperso na fase gasosa, pode haver dispersantes na fase líquida ou sólida.
3.1.1.1.1. Dispersante líquido: Quando o dispersante é líquido e o disperso gasoso, o sistema é denominado espuma líquida.
3.1.1.1.2. *Dispersante Sólido: Quando o dispersante é sólido e o disperso gasoso, o sistema é denominado espuma sólida
3.1.2. Quando o dispersor é líquido:
3.1.2.1. Quando o sistema é constituído por um disperso na fase líquida, o dispersante pode estar na fase sólida, líquida ou gasosa.
3.1.2.1.1. Dispersante sólido: Quando o dispersante é sólido e o disperso é líquido, se chama gel
3.1.2.1.2. Dispersante líquido: Quando o dispersante e o disperso são líquidos, a solução coloidal se chama emulsão.
3.1.2.1.3. Dispersante gasoso: Quando o dispersante é gasoso e o disperso é líquido, o sistema se chama aerossol líquido.
3.1.3. Quando o dispersor é sólido:
3.1.3.1. É constituído por um disperso na fase sólida, o dispersante pode estar na fase sólida, líquida ou gasosa.
3.1.3.1.1. Dispersante sólido: Quando o dispersante e o disperso são sólidos, o sistema se chama sol sólido.
3.1.3.1.2. Dispersante líquido: Quando o dispersante é líquido e o disperso sólido, o sistema se chama sol líquido, caso o dispersante seja água , é hidrossol.
3.1.3.1.3. Dispersante gasoso: Quando o dispersante é gasoso e o disperso sólido, sistema se chama aerossol sólido, caso o dispersante seja o ar.
4. 7
4.1. Concentração das soluções
4.1.1. Relações
4.1.1.1. Definição:
4.1.1.1.1. Concentração das soluções químicas refere-se à quantidade de soluto que existe em uma quantidade padrão de solução ou em uma quantidade padrão de solvente.
4.1.1.2. *Concentração comum *Concentração em quantidade de matéria *Densidade
4.1.1.3. *Título em volume *Partes por milhão (ppm) *Molalidade (w)
5. Fontes:
5.1. O que é Concentração de Soluções Químicas? - Brasil Escola
5.2. Dispersão (química) – Wikipédia, a enciclopédia livre
5.3. Coloides: características, classificação, usos - Manual da Química
5.4. Coloides - sistemas coloidais - Química
5.5. Material do Bernoulli
6. Alunos:
6.1. Victor Passos
6.2. Matheus Vitor
6.3. Arthur Revianno
6.4. Mayara Isabela
7. 1
7.1. Dispersões:
7.1.1. Definição:
7.1.1.1. É qualquer disseminação de uma substância ao longo de outro volume de outra substância.
7.1.1.2. Uma dispersão é formada pela combinação de um dispergente e um disperso.
7.1.1.3. São misturas de substâncias onde as partículas de uma fase (dispersa) se encontram distribuídas por toda a extensão de outra fase, denominada dispersante.
7.1.2. Exemplos:
7.1.2.1. Gelatina, cremes, slime caseira e etc.
7.1.3. Tipos:
7.1.3.1. Homogêneas (soluções verdadeiras) ou Heterogêneas (soluções coloides e suspensões).
7.1.4. Características de soluções verdadeiras:
7.1.4.1. tem até 1nm-1, é um sistema homogêneo, natureza das partículas; átomos, moléculas e íons.
7.1.4.2. Imagem:
8. 2
8.1. Soluções verdadeiras
8.1.1. Definição:
8.1.1.1. Misturas homogêneas que apresentam uma fase só e são constituídas de duas ou mais substâncias.
8.1.2. Fato:
8.1.2.1. As soluções verdadeiras não têm como serem separadas, diferentemente da coloidal.
8.1.3. Exemplo:
8.1.3.1. Água e sal de cozinha devidamente equilibrados e misturadoa, ouro 18k, o ar atmosférico sem "poeira".
8.1.4. Tipos:
8.1.4.1. Soluções sólidas, líquidas;
8.1.4.1.1. As soluções podem ser classificadas, dependendo do seu estado de agregação.
8.1.4.2. Soluções Iônicas;
8.1.4.2.1. São aquelas que sofrem ionização, como bases, ácidos e sais. Tem como sua principal característica, conduzir corrente elétrica, por ter elétrons livres, um exemplo é a bateria de carro, que é acido sulfúrico dissolvido em água.
8.1.4.3. Soluções moleculares;
8.1.4.3.1. São aquelas em que o soluto é constituído unicamente de moléculas. Essas soluções não são eletrolíticas, com isso elas não são capazes de conduzir corrente elétrica, um exemplo desse tipo é a mistura de água e açúcar.
8.1.4.4. Soluções diluídas e concentradas.
8.1.4.4.1. É a diferença entre soluto e solvente, como é o exemplo do café, que pode ser "forte" ou " fraco". Classificamos o "café fraco" como solução diluída, e o "café forte" como uma solução concentrada. Portanto, soluções diluídas são as que têm menos soluto, e as concentradas são o oposto.
9. 3
9.1. Exemplos:
9.1.1. 39,8 de NaCl/100g de H2O (100 graus C). Isso quer dizer que o máximo que pode-se diluir de sal de cozinha é essa, a temperatura faz tanta diferença que podemos escrever um gráfico de curva de solubilidade.
9.2. Coeficiente de Solubilidade
9.2.1. Definição:
9.2.1.1. É a quantidade máxima de soluto que uma quantidade padrão de solvente consegue dissolver a uma dada temperatura.
9.2.2. Tipos:
9.2.2.1. Solução Insaturada
9.2.2.1.1. É aquela que a quantidade de soluto dissolvido é menor que o coeficiente de solubilidade.
9.2.2.2. Solução Saturada
9.2.2.2.1. Ela é considerada saturada quando a quantidade de soluto dissolvido passa ou fica igual ao coeficiente de solubilidade.
9.2.2.3. Solução Saturada com corpo de fundo
9.2.2.3.1. Esse tipo de solução é classificada quando determinada quantidade de solvente é adicionada a uma porção de soluto maior do que é possível dissolver. Assim o excesso de soluto se precipita no fundo do recipiente que contém a solução.
9.2.2.4. Solução supersaturada
9.2.2.4.1. É aquela que possui quantidade de soluto dissolvido superior ao coeficiente de solubilidade, porém a quantidade adicional continua dissolvida. Isso só é possível em sistema metaestável, em que qualquer tipo de perturbação do meio, promove a cristalização.