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REVOLTAS REGENCIAIS von Mind Map: REVOLTAS REGENCIAIS

1. BALAIADA 1838 - 1840

1.1. Foi uma revolta popular contra as péssimas condições de vida e os desmandos dos governantes da província do Maranhão, entre 1838 e 1840.

1.2. Seu nome foi uma referência aos cestos fabricados na região do conflito.

1.3. Os revoltosos entraram em confronto contra as tropas imperiais e foram derrotados por Luís Alves Lima e Silva, futuro duque de Caxias, em 1840.

1.4. Sua principal consequência foi a garantia da unidade territorial do império brasileiro."

2. SABINADA

3. GUERRA DOS FARRAPOS

4. A Guerra dos Farrapos teve como líder o estancieiro Bento Gonçalves, que, inclusive, foi o presidente da República Rio-Grandense por algum tempo. Outros nomes importantes foram o do italiano Giuseppe Garibaldi e o do militar brasileiro David Canabarro. Ambos foram responsáveis por levar a guerra contra o império para a província de Santa Catarina, fundando lá a República Juliana, em julho de 1839.

4.1. A República Juliana, no entanto, teve curta duração, pois essa região foi retomada pelo governo imperial em novembro do mesmo ano. A Guerra dos Farrapos, apesar da sua longa duração e da sua extensão para outra província do Sul do Brasil, teve, em geral, combates de baixa intensidade. Isso é perceptível, pois, ao longo de 10 anos, cerca de três mil pessoas morreram (a Cabanagem, por exemplo, em cinco anos, resultou em 30 mil mortos)

4.1.1. Para conter a revolta na província do Rio Grande do Sul, o governo brasileiro nomeou Luís Alves de Lima e Silva, o Barão de Caxias (futuro Duque de Caxias). A ação de Caxias à frente de 12 mil homens foi muito eficiente, pois conseguiu sufocar os farrapos com ações militares estratégicas e, com a diplomacia, levá-los à negociação.

4.1.2. A paz foi assinada no Tratado de Poncho Verde, em que os farrapos colocaram fim na revolta e, na condição de derrotados, aceitaram os termos propostos pelo governo. O acordo realizado entre o governo brasileiro e os farrapos estipulou: Taxação em 25% sobre o charque estrangeiro; Anistia para os envolvidos com a revolta; Incorporação dos militares dos farrapos ao exército imperial, mantendo sua patente; Os provincianos teriam direito de escolher o próprio presidente de província (entretanto, isso não foi cumprido); Os escravos que lutaram do lado dos farrapos seriam alforriados (item também não cumprido).

4.2. Os combates concentraram-se em confrontos de cavalaria, dos quais pode-se destacar a vitória dos farrapos na Batalha de Seival. No entanto, à medida que a reação imperial consolidava-se, os farrapos perderam força e partiram para a guerra de guerrilha

5. REVOLTA DOS FARRAPOS

5.1. A Guerra dos Farrapos aconteceu, principalmente, por causa da insatisfação dos estancieiros gaúchos com a política fiscal do governo brasileiro. No século XIX, a província do Rio Grande do Sul tinha como principal produto o charque (carne-seca), que era vendido como principal alimentação dos escravos no Sudeste e Nordeste do Brasil.

5.1.1. O charque era produzido pelos charqueadores, que compravam a carne bovina dos estancieiros, os criadores de gado do Rio Grande do Sul. A grande insatisfação destes estava relacionada com a cobrança de impostos realizada pelo governo sobre a produção de charque da região. O charque gaúcho recebia uma pesada taxa de cobrança, enquanto o que era produzido pelos uruguaios e argentinos tinha uma taxação diminuta.

5.1.2. No entanto, outras razões ajudam a entender o início dessa revolta: Insatisfação com a taxação sobre o gado na fronteira Brasil–Uruguai; Insatisfação com a criação da Guarda Nacional; Insatisfação com a negativa do governo em assumir os prejuízos causados por uma praga de carrapatos que atacou o gado na região em 1834; Insatisfação com a centralização do governo e a falta de autonomia da província; Circulação dos ideais federalistas e republicanos na região.

5.1.3. A soma desses fatores levou os gaúchos a rebelarem-se contra o governo central em 20 de setembro de 1835. Em um primeiro momento, a revolta não tinha caráter de separatismo, mas, à medida que a situação avançou, a saída separatista ganhou força.

6. REVOLDA DO MALÊS

7. A crise socioeconômica atingia a região desde o final do século XVIII, quando a cana-de-açúcar produzida no Brasil não conseguiu superar a concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas. O preço do produto produzido nos engenhos nordestinos caiu significativamente, provocando o empobrecimento da população, principalmente os mais pobres. O algodão norte-americano foi outro concorrente do algodão produzido no Nordeste, arruinando qualquer tentativa de se reerguer a economia nordestina. Sem apoio do Rio de Janeiro, os provincianos, influenciados pelos ideais republicanos, começaram a organizar revoltas contra o governo geral e seus representantes nos comandos das províncias, exigindo melhores condições de vida.

8. Desde a independência do Brasil, em 1822, a província do Grão-Pará enfrentava conflitos políticos entre brasileiros e portugueses. A população local se organizou para expulsar os portugueses, que desejavam manter a colonização brasileira. Desde 1832, os governantes nomeados pelos regentes não eram aceitos pelo povo. A chegada de Bernardo Lobo de Sousa para governar a província desencadeou uma revolta armada.

8.1. Em 1835, começava a Revolta da Cabanagem, fruto da resistência do Grão-Pará contra as péssimas condições sociais, a presença portuguesa e o autoritarismo dos governantes enviados pela regência.

8.2. Félix Clemente Malcher e Francisco Vinagre prenderam e mataram o governador Bernardo Lobo de Sousa e instalaram um novo governo no Grão-Pará, liderado por Malcher. Porém, como aconteceu em várias revoltas provinciais, os integrantes do novo governo entraram em conflito por conta dos diversos interesses que entraram em choque. Francisco Vinagre se desentendeu com Félix Malcher e, como liderava as tropas, tentou derrubar o novo governante, mas acabou preso. Seu irmão, Antônio Vinagre, assassinou Melcher e empossou Francisco como governador do Grão-Pará. Outro líder que começou a se destacar na Cabanagem foi Eduardo Angelim, muito popular na camada mais pobre.

8.3. Eduardo Angelim se tornou o novo governador do Grão-Pará e decidiu fazer um governo voltado às questões sociais e econômicas que tanto afligiam as camadas mais pobres da província. Apesar de ter apoio popular, Angelim não tinha apoio político, o que não garantiu a estabilidade do governo republicano recém-instalado.

8.4. Entre 1837 e 1840, a luta entre revoltosos e governo regencial se deu de forma violenta. A Cabanagem saiu derrotada, mas entrou para a história como sendo a única revolta em que representantes das camadas populares assumiram o poder em uma província.

9. A Cabanagem acabou em 1840 e demonstrou para o governo central a necessidade de se apressar a coroação de Dom Pedro II.

10. CABANAGEM 1835 - 1840

10.1. Foi uma revolta que aconteceu no Grão-Pará, entre os anos de 1835 e 1840, durante o Período Regencial.

10.2. Suas causas foram a grave crise social e econômica vivida na região.

10.3. Seus principais líderes tinham origem indígena, negra e da camada mais pobre.

10.4. Foi derrotada pelas tropas regenciais.