Fígado e Metabolismo do Etanol

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Fígado e Metabolismo do Etanol von Mind Map: Fígado e Metabolismo do Etanol

1. Glicose e Tiamina

1.1. A glicose e a tiamina (vitamina B1) são substâncias importantes no tratamento da intoxicação aguda por etanol.

1.1.1. A ligação entre a vitamina B1 e o alcoolismo é clara: cerca de 80% dos alcoólicos não têm tiamina suficiente em seus corpos, e os danos resultantes para o cérebro e outros órgãos podem ser graves.

1.2. Tiamina

1.2.1. A conexão de tiamina e alcoolismo é simples: quanto maior o consumo de bebidas alcoólicas, menor é a absorção de tiamina, uma vez que o álcool interfere na absorção dessa vitamina no intestino.

1.2.1.1. A absorção de B1 é maior no intestino delgado proximal que no distal. A tiamina é transportada para o fígado por meio da circulação portal e retorna ao lúmen intestinal através da bile.

1.2.1.1.1. A tiamina absorvida é armazenada na forma de tiamina pirofosfato (forma ativa), que é a chave para várias reações como a transformação da glicose em energia (ATP), e distribuída em todos os tecidos. As mais altas taxas encontram-se no fígado, cérebro, coração e rim.

1.2.2. O cerebelo demonstra especial vulnerabilidade na relação entre tiamina e alcoolismo. Esta área do cérebro controla a coordenação física e é importante para o processo de aprendizagem.

1.2.2.1. As células nervosas utilizam a tiamina na metabolização da glicose. Por isso que, em uma situação de emergência de intoxicação alcoólica, na qual deve haver a reposição de glicose, os pacientes devem receber 1 ampola de tiamina 100mg trinta minutos ANTES.

1.2.3. A ausência desta vitamina pode desencadear a encefalopatia de Wernicke (vide síndrome de Wernicke-Korsakoff)

1.2.3.1. Essa síndrome tem início abrupto e manifesta-se através de confusão mental (82%), distúrbios oculares (29%) e/ou ataxia (23%).

1.2.3.1.1. O diagnóstico pode ser estabelecido sem a presença completa da tríade.

1.3. Glicose

1.3.1. Quando os valores de glicemia baixam, o fígado é o responsável por restaurar o equilíbrio.

1.3.1.1. Para o efeito, o fígado guarda reservas de glicogênio, que é degradado para formar glicose quando necessário (glicogênese).

1.3.1.1.1. Além disso, quando tem baixas reservas de glicogênio, o fígado tem ainda um mecanismo alternativo para produção de glicose que não envolve hidratos de carbono, mas sim proteínas e gorduras (gliconeogênese).

1.3.2. Quando ingerimos álcool, a resposta hormonal que deveria controlar os níveis de glicemia é afetada, pois o corpo interpreta o álcool como se fosse açúcar, por conta das calorias (7kcal por grama).

1.3.2.1. Isso faz com que o pâncreas produza mais insulina para quebrar o açúcar no sangue. Assim, o nível de glicose diminui (por conta da quebra da glicose) e a pessoa pode ter uma crise de hipoglicemia.

1.3.2.1.1. Assim, se não ingerirmos hidratos de carbono (carboidrato) ao consumir bebidas alcoólicas, as reservas do glicogênio que usamos para converter em glicose, perante uma hipoglicemia, se esgotam.

2. Morfofisiologia hepática

2.1. O fígado é a maior víscera abdominal e está localizado entre o hipocôndrio direito e o epigástrio, sendo ele um órgão peritoneal.

2.2. Sua secreção exócrina é a bile.

2.2.1. A bile é um fluido produzido pelo fígado, que fica armazenado na vesícula biliar e atua na digestão de gorduras, de alguns alimentos e na absorção de substâncias nutritivas da dieta ao passarem pelo intestino.

2.2.1.1. Ela é excretada pelo fígado, segue pelos ductos biliares, passa à vesícula, indo ao intestino, onde emulsiona as gorduras. Sua coloração geralmente é amarela, apresentando uma tonalidade esverdeada.

2.3. Localiza-se nos quadrantes direito e esquerdo superiores, inferior ao diafragma.

2.4. O fígado armazena as vitaminas A, B12, D, E e K, que são absorvidas através da alimentação e as distribui para todo o corpo pela corrente sanguínea.

2.5. Anatomia

2.5.1. Faces

2.5.1.1. Face diafragmática (ântero-superior)

2.5.1.1.1. É convexa e lisa, relacionando-se com a cúpula diafragmática. É coberta por peritônio visceral, exceto posteriormente na área nua do fígado, onde está em contato direto com o diafragma.

2.5.1.2. Face visceral (póstero-inferior)

2.5.1.2.1. É irregularmente côncava pela presença de impressões viscerais. É coberta por peritônio, exceto na fossa da vesícula biliar e na porta do fígado.

2.5.2. Lobos

2.5.2.1. Face diafragmática

2.5.2.1.1. Apresenta um lobo direito e um lobo esquerdo, sendo o direito pelo menos duas vezes maior que o esquerdo. A divisão dos lobos é estabelecida pelo ligamento falciforme. Na extremidade desse ligamento encontramos um cordão fibroso, o qual é o remanescente da veia umbilical, que levava o sangue oxigenado e rico em nutrientes da placenta para o feto, conhecido como ligamento redondo do fígado.

2.5.2.2. Face visceral

2.5.2.2.1. É subdividida em 4 lobos (direito, esquerdo, quadrado e caudado) pela presença de depressões em sua área central, que no conjunto se compõem formando um "H", com 2 ramos antero-posteriores e um transversal que os une.

2.5.3. Ligamentos

2.5.3.1. Ligamento coronário: forma-se pela reflexão do peritônio originado do diafragma sobre a face posterior do lobo direito.

2.5.3.2. Ligamento falciforme

2.5.3.3. Ligamento redondo

2.5.3.4. Ligamento triangular esquerdo: é uma mistura do ligamento falciforme e do omento menor que se estende sobre a margem superior do lobo esquerdo.

2.5.3.5. Ligamento triangular direito: é uma estrutura no ápice da área nua (não recoberta por peritônio) do fígado.

2.5.4. Omento menor

2.5.4.1. É uma prega peritoneal que vai da curvatura menor do estômago e porção proximal do duodeno até a face inferior do fígado.

2.5.5. Vesícula biliar

2.5.5.1. Dividida em colo, corpo e fundo.

2.5.5.2. As vias biliares são o conjunto de ductos encarregados de transportar a bile até à vesícula, onde a secreção se armazena e, posteriormente, segue até ao intestino delgado, onde exerce a sua ação digestiva.

2.5.5.2.1. Ducto cístico liga a vesícula biliar ao ducto hepático comum (união do ducto hepático direito e esquerdo) formando o ducto colédoco. O ducto colédoco desce posterior à parte superior do duodeno e situa-se na face posterior da cabeça do pâncreas.

2.6. Histologia

2.6.1. Revestimento

2.6.1.1. O fígado é revestido por uma cápsula delgada de tecido conjuntivo denso não modelado, a cápsula de Glisson, e é recoberto pelo peritônio.

2.6.1.1.1. O tecido conjuntivo da cápsula estende-se para o interior do parênquima hepático, onde se observa unidades estruturais chamadas lóbulos hepáticos.

2.6.2. Lóbulos hepáticos

2.6.2.1. Os lóbulos estão em íntimo contato, o que dificulta a sua observção.

2.6.2.2. Na periferia dos lóbulos, existe uma massa de tecido conjuntivo rico em ductos biliares, vasos biliares, nervos e vasos biliares. Assim, entre cada lóbulo, existe uma área chamada de espaço porta.

2.6.2.2.1. Em cada um deles existe um ramo da artéria hepática, um ducto (que se liga ao ducto biliar) e vasos linfáticos.

2.6.2.3. Sinusóides hepáticos

2.6.2.3.1. São os espaços entre as placas celulares de hepatócitos, as quais contêm capilares.

2.6.2.3.2. São circundados e sustentados por uma bainha de fibras reticulares.

2.6.2.4. Espaço Disse

2.6.2.4.1. As células endoteliais são separadas dos hepatócitos adjacentes por uma lâmina basal descontínua e um espaço subendotelial (perissinusoidal) denominado espaço de Disse, que contém microvilos dos hepatócitos.

2.6.2.5. Células de Kepffer

2.6.2.5.1. São macrófagos e representam 15% da população de células do fígado, sendo que muitas localizam-se na região periférica do lóbulo hepático, onde são muito ativas na fagocitose.

2.6.2.6. Hepatócitos

2.6.2.6.1. São células poliédricas; com um ou dois núcleos arredondados, bem como um ou dois nucléolos.

2.6.2.6.2. Sempre que dois hepatócitos se encontram, eles delimitam um espaço tubular entre si conhecido como canalículo biliar.

2.6.2.6.3. Os hepatócitos, frequentemente, contém glicogênio.

2.6.2.6.4. Cada hepatócito contém cerca de duas mil mitocôndrias.

2.6.2.6.5. Os lisossomos (formados no Complexo de Golgi) dos hepatócitos são importantes na degradação e renovação das organelas intracelulares.

2.6.2.6.6. Os peroxissomos contém enzimas e atuam na oxidação de ácidos graxos em excesso, quebra do peróxido de hidrogênio gerado por essa oxidação (pela enzima catalase), quebra de purinas em excesso (APM, GMP) com consequente formação de ácido úrico e participação na síntese do colesterol, ácidos biliares e alguns lipídios utilizados para a síntese de mielina.

2.6.2.6.7. O complexo de Golgi é responsável por secretar proteínas plasmáticas (albumina, proteínas do sistema complemento), glicoproteínas (transferrina) e lipoproteínas (VLDL).

2.6.2.6.8. O REG forma agregados que se dispersam no citoplasma, os quais são denominados corpos basofílicos (várias proteínas como albumina e fibrinogênio são sintetizadas em polirribossomos nessas estruturas).

2.6.2.6.9. O REL, que está distribuído difusamente no citoplasma, é responsável pelos processos de oxidação, metilação e conjugação requeridos para a inativação ou detoxificação de várias substâncias antes de sua excreção pelo organismo

3. Metabolismo do etanol

3.1. Absorção do etanol

3.1.1. Por se tratar de uma molécula de baixo peso molecular (pequena), solúvel em água e em lipídios, a absorção do etanol se inicia nas mucosas da boca e distribui-se rapidamente pelo corpo.

3.1.1.1. O etanol passa pelo esôfago, pelo estômago, e é, preferencialmente, absorvida no intestino delgado e cólon. É absorvido por difusão, sem passar por nenhum processo de digestão, ou seja, não requer enzimas para a digestão e absorção.

3.1.2. Velocidade de absorção do etanol:

3.1.2.1. Estômago

3.1.2.1.1. Varia de 2 a 6 horas e depende de alguns fatores, como:

3.1.2.2. Intestino delgado

3.1.2.2.1. A absorção é extremamente rápida e independe da concentração de etanol ou da presença de alimentos.

3.2. Metabolismo

3.2.1. O fígado órgão central do metabolismo, pois todos os nutrientes que são ingeridos e absorvidos são transportados para ele, exceto os ácidos graxos de cadeia longa e vitaminas lipossolúveis.

3.2.1.1. Sendo assim, após a ingestão, o etanol é absorvido por difusão e, em seguida, por processos de metabolização para que ele possa ser detoxificado no organismo (uma quantidade insignificante de etanol é excretado pela urina).

3.2.1.1.1. A metabolização mais importante desse processo é a oxidação do etanol em acetaldeído, ou seja, o acetaldeído é o produto metabólito (resíduo que sobra depois que o organismo aproveita a parte útil) do etanol. Depois é metabolizado em acetato. Esses processos envolvem enzimas de metabolização.

3.2.2. O álcool (etanol) é uma molécula com apenas 2 carbonos, mas uma molécula muito reduzida, ou seja, que tem bastante elétrons.

3.2.2.1. Por ser muito reduzida, é uma molécula capaz de gerar muita energia.

3.2.2.1.1. É uma molécula bastante calórica: para cada grama de etanol metabolizado, são formadas 7,1 kcal/g, uma fonte energética considerável, comparando-se aos carboidratos (4 kcal/g), proteínas (4 kcal/g) e lipídios (9 kcal/g).

3.2.3. O álcool não faz parte do nosso organismo, ou seja, não são produzidos por nós e, por isso, não existe a necessidade de ter o álcool na nossa circulação. O corpo humano trata o álcool como um xenobiótico, ou seja, como um composto químico estranho ao organismo humano. Assim, ele vai ser metabolizado.

3.2.4. O álcool é metabolizado no fígado. A primeira etapa do metabolismo do álcool é a desidrogenação, ou seja, o álcool vai ser oxidado para formar outros componentes.

3.2.4.1. O álcool é metabolizado por duas reações de oxidação:

3.2.4.1.1. Álcool gera acetaldeído.

3.2.4.1.2. Acetaldeído gera acetato.

3.3. Excesso de álcool no organismo

3.3.1. Pelo fato de o álcool gerar pouco NAD+, é uma molécula que gera muito NADH e essa abundância de NADH (aprofundada adiante) favorece 2 fatores:

3.3.1.1. (a) a formação do lactato a partir do piruvato.

3.3.1.1.1. Sempre há uma razão entre NAD+ e NADH. Se há um consumo exacerbado de NAD+ (como quando há ingestão de muito álcool), há pouco NAD+ e essa razão se altera drasticamente. Com pouco NAD+, o organismo não vai ter condição de metabolizar o álcool e as consequências são os efeitos do álcool sobre o corpo.

3.3.1.2. (b) diminuição dos níveis de oxaloacetato (OAA), que é o que vai reagir com a Acetil-CoA para iniciar o ciclo de Krebs.

3.3.1.2.1. A reduzida disponibilidade de OAA permite o desvio de acetil-CoA (que vai estar em excesso) para síntese de corpos cetônicos no fígado e isso pode resultar em cetoacidose alcoólica.

4. Consequências fisiológicas da ingestão contínua de etanol

4.1. Coma alcoólico

4.1.1. Ocorre quando se bebe descontroladamente, ultrapassando a capacidade do fígado de metabolizar o álcool, o que leva à intoxicação do cérebro e de diversos órgãos do corpo.

4.1.2. A oxidação da glicose é a principal fonte de energia para o nosso corpo.

4.1.2.1. O cérebro consome mais ou menos 5,6 mg de glicose por cada 100 gramas de tecido cerebral por minuto.

4.1.2.1.1. Assim, embora o cérebro represente menos de 2% do peso corporal, gasta até 20% da energia que o organismo produz a partir da glicose. Portanto, o tecido cerebral é o principal consumidor de glicose em nosso organismo.

4.1.3. Quando uma pessoa entra em coma alcoólico, ocorre a inibição excessiva do SNC e, consequentemente, ocorre a perda de consciência severa (ou seja, o despertar não ocorre ou apenas ocorre minimamente com estímulos sonoros ou dolorosos).

4.1.3.1. Além disso, áreas do cérebro que controlam funções vitais, como respiração (incapacidade de manter a respiração), batimentos cardíacos (diminuição dos batimentos cardíacos - ocorre a queda da pressão) e temperatura do corpo começam a falhar, por não ter da onde tirar energia (glicose) e pode levar à morte caso o tratamento não seja feito adequadamente.

4.1.4. Quando é verificado mais que 3 gramas de álcool por litro de sangue, há maior risco de coma alcoólico.

4.2. Patologias do fígado

4.2.1. O abuso de álcool pode provocar três tipos de lesão hepática, que frequentemente se manifestam na seguinte ordem:

4.2.1.1. Esteatose hepática

4.2.1.1.1. Esse tipo é o menos grave e pode, às vezes, ser revertido. Ele ocorre em mais de 90% das pessoas que bebem muito álcool.

4.2.1.2. Hepatite alcoólica

4.2.1.2.1. O fígado se torna inflamado em cerca de 10% a 35% das pessoas que desenvolveram esteataose hepática.

4.2.1.3. Cirrose

4.2.1.3.1. Cerca de 10% a 20% das pessoas desenvolvem cirrose.

4.2.1.3.2. Sintomas

4.3. Álcool e os sistemas

4.3.1. SNC

4.3.1.1. Chegando ao cérebro, o efeito do etanol é primeiramente excitatório, liberando serotonina, um neurotransmissor associado à alegria e satisfação, sendo que as pessoas ficam desinibidas, relaxadas, eufóricas e até mais corajosas.

4.3.1.1.1. No entanto, em um segundo momento, o álcool começa a deprimir o SNC (é uma substância que diminui a atividade do cérebro, principalmente o córtex cerebral), por aumentar as quantidades do neurotransmissor GABA, o que pode causar lentidão dos reflexos, problemas de atenção, perda de memória, alterações na capacidade de raciocínio e falta de equilíbrio.

4.3.2. Sistema digestivo

4.3.2.1. Estômago

4.3.2.1.1. Náuseas e vômitos: após ingerir o álcool, principalmente em grande quantidade, o corpo tentará se livrar desse excesso, das toxinas presentes na bebida, para evitar efeitos maléficos ainda maiores. É como um mecanismo de defesa.

4.3.2.1.2. Azia e queimação: o álcool pode causar irritações, infecções ou erosões na mucosa gástrica, resultando em uma gastrite aguda. Isso acontece porque a bebida chega primeiro ao aparelho gastrointestinal, aumentando a secreção de ácido clorídrico. O resultado são dores abdominais, queimação, azia e perda de apetite.

4.3.2.1.3. No caso de consumo crônico de álcool, a irritação constante da mucosa gástrica pelo álcool pode provocar úlceras e câncer de esôfago, laringe e estômago.

4.3.2.2. Intestino

4.3.2.2.1. Por acidificar o intestino e irritar as mucosas intestinais, pode causar um desequilíbrio da flora, ter diarréias após ingerir bebidas alcoólicas é um sintoma muito comum.

4.3.2.3. Pâncreas

4.3.2.3.1. O consumo excessivo de álcool também pode causar pancreatite, uma condição com risco de vida em que o pâncreas fica inflamado e enzimas digestivas começam a atacar e destruir o pâncreas.

4.3.3. Sistema cardiovascular

4.3.3.1. Quando o álcool está fluindo através do sangue, ele age como um vasodilatador, fazendo com que as paredes musculares dos vasos sanguíneos se relaxem e se alarguem.

4.3.3.1.1. Isso provoca uma queda na pressão sanguínea e um aumento no fluxo sanguíneo para a pele e tecidos, o que resulta nas sensações de calor.

4.3.3.2. O consumo crônico do álcool pode causar:

4.3.3.2.1. Cardiomiopatia alcoólica: uma alteração na função contrátil do músculo do coração.

4.3.3.2.2. Arritmia: caracterizada pela desregulação do ritmo dos batimentos cardíacos.

4.3.3.2.3. Acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC hemorrágico): causado pelo sangramento de uma artéria.

4.3.3.2.4. Hipertensão arterial: conhecida popularmente como pressão alta (vasoconstrição).

4.3.4. Sistema imunológico

4.3.4.1. Por entrar facilmente na corrente sanguínea, o álcool percorre todo o organismo, reduz a produção de glóbulos vermelhos e compromete o sistema imunológico, deixando o corpo mais suscetível ao aparecimento de infecções e doenças.

4.3.4.1.1. O álcool tem um efeito supressor (tóxico) em toda a medula óssea, que faz com que ela produza menos sangue e, por consequência, reduza a quantidade de glóbulos brancos no corpo.

4.3.5. Sistema urinário

4.3.5.1. Quando o álcool chega à glândula pituitária, uma glândula do tamanho de uma noz que fica na base do cérebro atrás da ponte do nariz, ela inibe a secreção de hormônio antidiurético (ADH).

4.3.5.1.1. Normalmente, o ADH regula a quantidade de água que os rins reabsorvem enquanto filtram as toxinas do sangue (não deixa o corpo eliminar muita água).

4.3.6. Sistema reprodutor masculino (testosterona)

4.3.6.1. O consumo crônico de álcool danifica as células Leydig nos testículos, que são as células produtoras de testosterona. Assim, o consumo crônico do álcool reduz os níveis de testosterona, causando disfunção sexual, incluindo ejaculação precoce, baixo desejo sexual e disfunção erétil.

4.3.6.2. O etanol também participa em aumentar a concentração da proteína de transporte SHBG no sangue. Essa proteína se liga à testosterona e diminui a sua atividade biológica.

4.3.6.3. Além desses fatores, o processo de metabolização de álcool tende a reduzir a quantidade de NAD+, que é uma coenzima essencial para a produção de testosterona nos testículos.