1. INTRODUÇÃO
1.1. --A síndrome metabólica é um transtorno representado por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares, tais como hipertensão arterial, deposição central de gordura, dislipidemia (LDLcolesterol e triglicérides elevados e, HDL-colesterol reduzido) e resistência à insulina . Essa síndrome foi identificada pela primeira vez em 1922 e tem sido descrita por diferentes terminologias como quarteto mortal, síndrome X, síndrome plurimetabólica e síndrome de resistência à insulina 2
1.1.1. -A ocorrência da síndrome metabólica em crianças e adolescentes está associada a risco aumentado de doenças cardiovasculares, problemas psicossociais, metabolismo anormal de glicose, distúrbios hepáticos e gastrintestinais, apnéia do sono, complicações ortopédicas e distúrbios no desenvolvimento motor . Além disso, a síndrome metabólica adquirida na juventude, assim como seus riscos à saúde, tende a persistir na idade adulta
2. DISCUSSÃO
2.1. -De acordo com o levantamento realizado, identificou-se que o Brasil carece de estudos que estimem a prevalência de síndrome metabólica. Tais estudos são importantes, já que estudos de tendência temporal sobre o excesso de peso entre adolescentes brasileiros apontam para aumentos na prevalência do excesso de peso 33,34, e de acordo com os estudos mencionados, adolescentes obesos têm maior probabilidade de desenvolver a síndrome metabólica. Portanto, é provável que a ocorrência de síndrome metabólica entre brasileiros também esteja aumentando.
3. ANÁLISE DE DADOS
3.1. -
3.1.1. -As prevalências dos desfechos e seus respectivos intervalos de 95% de confiança (IC95%) são apresentados. O IC95% foi extraído diretamente dos artigos, quando disponível ou calculado no programa estatístico Stata 8.0 (Stata Corp., College Station, Estados Unidos) utilizando o comando “cii” (IC95% exato para distribuições binomiais).
4. OBJETIVO
4.1. -O objetivo do estudo foi revisar a literatura sobre a prevalência da síndrome metabólica e seus componentes em adolescentes (10-19 anos).
5. PRINCIPAIS RESULTADOS
5.1. A prevalência de síndrome metabólica entre os estudos que utilizaram o critério da NCEP-ATP III variou de 4,2% a 15,4%. Utilizando-se o critério da OMS, as prevalências foram mais elevadas: 4,5% a 38,7%. Dentre os componentes da síndrome, o triglicéride elevado apresentou maior prevalência, com valores entre 4,9% a 75%, e a glicose elevada apresentou as menores prevalências.
6. CONCLUSÃO
6.1. -Conclui-se que, apesar das diferenças me- todológicas e da falta de um consenso no diag- nóstico da síndrome metabólica, os poucos es- tudos que avaliaram a prevalência da síndrome apontam para prevalências elevadas em ado-lescentes.
6.1.1. Esta prevalência é substancialmente maior entre adolescentes obesos ou diabéticos. Há necessidade de estudos com adolescentes brasileiros, bem como estudos que avaliem a efetividade de intervenções no estilo de vida (ou seja, hábitos alimentares e práticas de atividade física, por exemplo) sobre a prevalência e incidência da síndrome metabólica.
7. MATERIAIS E MÉTODOS
7.1. Os critérios diagnósticos da síndrome me- tabólica mais utilizados são os da Organização Mundial da Saúde (OMS) 5 e os do National Cholesterol Education Program’s Adult Treat- ment Panel III (NCEP-ATP III)K
7.1.1. Os critérios de inclusão foram: (1) apenas es- tudos originais; (2) amostra que incluíssem ado- lescentes (10-19 anos); (3); delineamento trans- versal; e (4) critério do NCEP-ATP III ou OMS para diagnósticos da síndrome metabólica.