Avaliação Neuropsicológica

Jetzt loslegen. Gratis!
oder registrieren mit Ihrer E-Mail-Adresse
Avaliação Neuropsicológica von Mind Map: Avaliação Neuropsicológica

1. O exame do estado mental

1.1. O EXAME DO ESTADO MENTAL NA CONSULTA CLÍNICA: O QUE OBSERVAR?

1.1.1. Uma consulta bem feita por um profissional de neuropsicologia, psiquiatria ou neurologia é capaz de apresentar informações relevantes sobre diferentes características do estado mental de um paciente

1.2. APARÊNCIA E CONDUTA

1.2.1. Desde a primeira vista, o paciente em uma consulta contém informações sobre ele, sua conduta e aparecia precisam ser percebidas.

1.3. ORIENTAÇÃO

1.3.1. A etapa do exame do estado mental que busca informações sobre orientação, quem estiver examinando o paciente, deve se deus preocupr se ele está orientado em fazer a separação de si próprio (autopsíquia), do outro (alopsíquica), do espaço e também do tempo

1.4. ATIVIDADE MOTORA

1.4.1. Em contato com o paciente é importante notar e avaliar a parte psicomotora, como são os movimentos, velocidade, coordenação, equilíbrio, tiques, tremores, para perceber através dessas características, algumas condições clínicas

1.4.2. A agitação psicomotora pode ocorrer em diversas condições clínicas e psiquiátricas, como transtorno do déficit de atenção/hiperatividade, mania, delirium, quadros de intoxicação/abstinência de drogas, entre outras.

1.4.3. A lentificação ou a hipoatividade psicomotora podem ocorrer nos quadros depressivos graves, no delirium hipoativo, na catatonia e em diversas doenças neurológicas.

1.5. LINGUAGEM EXPRESSIVA E RECEPTIVA

1.5.1. Em relação a linguagem e expressão oral deve ser avaliados volume, fluência, capacidade de abstração, articulação dos sonos entre outras características.

1.6. ESTADO EMOCIONAL

1.6.1. Em transtornos psiquiátricos, alterações do humor podem afetar a fala do paciente, por exemplo, pacientes depressivos tendem a falar mais lentamente.

1.7. PENSAMENTO

1.7.1. O pensamento é um processo, em uma avaliação é importante que seja notado, como é o fluxo, organização e velocidade desses processos, aquilo que o paciente pensa

1.7.2. sensação x percepção

1.7.2.1. A sensação e a percepção são diferentes, enquanto uma diz respeito a captação de informações sensoriais, a outra respectivamente é o significado dessas informações captadas.

1.7.3. A atenção

1.7.3.1. A atenção é capaz de apresentar estados de alerta, sejam eles sensoriais, motivacionais ou executivos

1.7.4. A memória

1.7.4.1. É importante avaliar também sobra a memória do paciente, qual sua percepção de tempo relacionando-se com fatos vivenciados, conhecimentos gerais e etc.

1.7.4.2. Existem 2 tipos de processamento da memória, o explícito que evocado deliberadamente e consciente e o implícito, que é de forma inconsciente e não deliberada.

1.7.4.3. Pacientes que tem déficit de memória pode possuir dificuldade em apontar situações já vividas, esquecer fatos, conhecimentos, pessoas.

1.8. CONSCIÊNCIA

1.8.1. A capacidade do paciente de reconhecer sua queixa, identidade suas dificuldades e limitações, aprender com experiências e de tomar decisões sobre sua conduta, também devem ser observadas na avaliação.

1.9. O ESTADO EMOCIONAL

1.9.1. Estado emocional, é como a afetividade (emoções e sentimentos) se manifesta.

1.9.2. O examinador deve estar sempre atento ao afeto quando está avaliando alguém através do estado emocional.

1.9.3. A avaliação através do afeto, tem uma confiabilidade menor, pois é são utilizados elementos subjetivos.

2. Como elaborar um laudo em neuropsicologia

2.1. Laudo psicológico = finalização do processo de avaliação psicológica, aborda o motivo do encaminhamento e as conclusões.

2.1.1. ASPECTOS PRÁTICOS E ÉTICOS NA ELABORAÇÃO DO LAUDO NEUROPSICOLÓGICO

2.1.1.1. Segundo o CFP, o laudo deve incluir os dados do encaminhamento, as intervenções realizadas, o possível diagnóstico, o provável prognóstico, a evolução do caso e as orientações e sugestões do terapeuta.

2.1.1.2. O documento deve ser estruturado para conter os dados de identificação, a descrição da demanda, os procedimentos realizados, a análise e a conclusão dos resultados contextualizados ao caso.

2.1.1.3. O documento deve utilizar uma linguagem mais clara e simples possível, adaptada aos destinatários do laudo.

2.1.1.4. O laudo deve ser sucinto e variar entre 3 a 5 páginas.

2.1.1.5. A estrutura do documento também depende da finalidade do laudo e do processo de avaliação.

2.1.2. PROPOSTA DE LAUDO NEUROPSICOLÓGICO

2.1.2.1. Sugere -se que um laudo em contexto clínico seja norteado pelas seguintes seções básicas:

2.1.2.1.1. cabeçalho: deve conter o tipo de avaliação e uma breve apresentação do avaliador.

2.1.2.1.2. Introdução: deve indicar a fonte e o motivo do encaminhamento, em que as fontes podem ser, geralmente, outro profissional, equipe educacional ou procura espontânea pelo próprio paciente ou pela família. Deve-se também indicar as condições em que a avaliação foi conduzida, pois fatores individuais e ambientais influenciar os resultados.

2.1.2.1.3. Identificação do paciente: nome completo, idade, sexo, lateralidade manual, escolaridade, ocupação, etc.

2.1.2.1.4. História pregressa e atual do paciente: baseada na entrevista de anamnese, em entrevista com informantes e na consulta de avaliações prévias de acordo com o contexto e demanda.

2.1.2.1.5. Procedimentos e instrumentos utilizados na avaliação: numeração de técnicas e itens utilizados (com uma descrição detalhada) que deve ser seguida também nos resultados, deve conter também os dados das entrevistas realizadas com informantes e dados das observações do avaliador durante toda a avaliação.

2.1.2.1.6. Resultados da avaliação neuropsicológica: devem ser apresentados os achados quantitativos com resultados em escores brutos e padronizados para facilitar a compreensão dos resultados.

2.1.2.1.7. Síntese dos resultados, conclusões e impressões: diagnóstico modal-funcional de dificuldades e facilidades cognitivas buscando explicar a provável origem da queixa. Deve-se relacionar todas as informações estudadas, caracterizando a dinâmica das funções cognitivas as queixas ou sintomas clínicos.

2.1.2.1.8. Sugestões de encaminhamento e intervenção: deve incluir orientações de manejo, mudança de hábitos, encaminhamento e se há a necessidade de reavaliação.

2.1.2.1.9. Data realização do laudo;

2.1.2.1.10. Assinatura: no fim do laudo deve conter a assinatura do clínico responsável pela avaliação, recomenda-se que as outras laudas também sejam rubricadas.

2.1.3. PARA ALÉM DA CLÍNICA NEUROPSICOLÓGICA: DIFERENTES FINALIDADES/CONTEXTOS DE LAUDOS

2.1.3.1. Os laudos podem ter diferentes finalidades: 1. fins educacionais (para hipóteses diagnósticas cognitivas quanto a aprendizagem escolar ou laudo proveniente de triagem escolar); 2. fins jurídicos (nesse caso, não devem ser incluídas sugestões ou recomendações e geralmente aborda questões relacionadas à custódia de crianças, às competências cognitivas e socioemocionais, às capacidades para fazer um testamento, para gerenciar as propriedades, etc.) e 3. fins hospitalares (em casos de avaliação pré-cirúrgica, atendimento de pacientes com acidente vascular cerebral ou traumatismo, entre outros.)

2.1.4. Aspectos éticos na elaboração do laudo neuropsicológico

2.1.4.1. A escrita deve ser cuidadosa para não atribuir palavras com conotativa negativa e o paciente deve ser referido pelo nome.

2.1.4.2. Informações confidenciais ou de terceiros devem ter a permissão do informante para que a fonte seja identificada.

2.1.5. COMUNICAÇÃO DOS RESULTADOS

2.1.5.1. O laudo psicológico deve ser entregue em uma sessão de devolução, preferencialmente de forma presencial com os seguintes objetivos: 1. Revisar e esclarecer os resultados; 2. Adquirir outros informações importantes para o processo de avaliação e 3. Psicoeducar o paciente e seus familiares sobre sua condição

3. Entrevista Clínica

3.1. Define as hipóteses clínicas

3.1.1. melhor delineamento para a testagem

3.1.1.1. mostra fatores revelantes par o prognostico

3.2. atendimento de crianças e adolescentes a entrevista deve ser feita com os pais ou responsáveis

3.2.1. adultos ou idosos a entrevista deve ser conduzida com o próprio paciente

3.3. semiestruturadas

3.3.1. a entrevista antecede os demais procedimentos da avaliação, como o uso de testes, escalas ou questionários

3.4. Observações do exame

3.4.1. curso clínico de tais sintomas e suas repercussões sociais e funcionais

3.4.1.1. as histórias de desenvolvimento e de saúde do paciente

3.4.2. avaliação clínica de fatores genéticos, socioambientais, sociodemográficos, culturais e familiares

3.4.2.1. contempla aspectos relacionados às queixas e aos sintomas

3.5. condições clínicas

3.5.1. deficiência intelectual

3.5.2. transtorno neurocognitivo leve

3.5.3. transtorno específico da aprendizagem

3.5.4. transtorno neurocognitivo maior

3.5.5. transtorno não verbal da aprendizagem

3.5.6. a variante tempo cognitivo lento do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade

3.6. Instrumentos de avaliação objetiva

3.6.1. Classificação internacional de doenças e problemas relacionados à saúde (CID-10)

3.6.2. testes cognitivos do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5)

3.6.3. O Inventário de Comportamentos para Crianças e Adolescentes entre 6 e 18 anos

3.6.4. Schedule for Affective Disorders and Schizophrenia for School-Age Children-Present and Lifetime Version

3.6.5. a Structured Clinical Interview for DSM-IV (Del-Ben et al., 2001).

3.6.6. MINI International Neuropsychiatric Interview (Amorim, 2000)

3.6.7. Índice de Pfeffer

3.6.8. G-ADL

3.7. DESENVOLVIMENTO INFANTIL E APRENDIZAGEM

3.7.1. infância e da adolescência (0 a 18 anos)

3.7.2. Identifica problemas no desenvolvimento

3.7.3. identifica transtornos psiquiátricos na infância e na adolescência

3.7.4. avalia a magnitude de suas consequências cognitivo, comportamental e funcional.

3.8. TRANSTORNOS MENTAIS

3.8.1. transtornos mentais requerem avaliação cognitiva padronizada

3.8.2. deficiência intelectual, transtorno específico da aprendizagem e os transtornos neurocognitivos

3.9. DOENÇAS E SÍNDROMES NEUROLÓGICAS

3.9.1. Doenças, síndromes e transtornos neurológicos são extremamente heterogêneos

3.9.1.1. transtornos/doenças cerebrovasculares, demências, comprometimento cognitivo leve, transtornos do movimento, epilepsia, lesão cerebral traumática e neoplasias

3.10. DEMÊNCIA E COMPROMETIMENTO COGNITIVO LEVE

3.10.1. amnésticos e não amnésticos

3.10.1.1. perguntas associadas aos aspectos cognitivos e queixas funcionais em atividades básicas de vida diária, instrumentais simples e instrumentais complexas