1. Língua Brasileira de Sinais: Uma conquista histórica
1.1. Histórico da língua brasileira de sinais (Libras)
1.1.1. Início na pré-história com os homens da caverna onde a comunicação era através de gestos
1.1.2. Na antiguidade na Grécia antiga acreditava se que o surdo tinha alguma deficiência mental, por isso não tinham nenhum direito legal.
1.1.3. Na idade média era considerado um ser primitivo, que não poderia ser educado. No século XVI o surdo só tinha direitos a herança se aprendesse a falar.
1.1.4. Idade contemporânea Ponce de Léon, construiu um trabalho para a educação de surdos, servindo de referência para outros educadores que vieram depois.
1.1.5. Atualmente, no século XX, temos vários relatos do insucesso do oralismo pelo mundo, onde surdos não passaram a utilizar a língua falada como os ouvintes
1.2. Libra ganha Status de Língua
1.2.1. A partir de 2002, a Libras ganhou status de língua. Contudo, ao fazermos uma analogia com outros países o reconhecimento nem sempre é necessário.
2. Características fonológicas
2.1. os aspectos fonológicos da Libras
2.1.1. Os articuladores da Libras são as mãos, os braços, a cabeça, o corpo e a face diferente do oral que usa lábios , dentes, língua, a garganta e a faringe. A Libras pode transmitir múltiplos eventos visuais simultaneamente, e há duas mãos e braços envolvidos na articulação. Em contrapartida, a oralização é transmitida por meio do fluxo único de um sinal acústico.
2.2. a estrutura fonética e fonológica da Libras
2.2.1. Configuração de mão, ponto de articulação (cabeça, braço, mão, tronco e espaço neutro) movimento, orientação, expressão faciocorporal.
2.3. Processo de aquisição da libra
2.3.1. A maioria das crianças surdas, especificamente filhos de pais ouvintes, pode não ter acesso precoce a um sistema linguístico que envolva as mãos e a visão. As capacidades sensoriais da criança surda indicam que, sem assistência considerável, é pouco provável que ela adquira uma língua oralizada. Então a criança surda de pais ouvintes aprendem a linguagem de libra tardiamente.
3. Língua brasileira de sinais: aspectos linguísticos e gramaticais
3.1. Aspectos linguísticos
3.1.1. Arbitrariedade vs iconicidade: arbitrariedade é quando a palavra falada não tem relação com a forma escrita, o que não acontece com a língua de sinais que utiliza a iconicidade para a comunicação.
3.2. Aspectos gramaticais
3.2.1. Nível fonético-fonológico, nível morfógico, nível sintático, novela semântico e pragmático
4. Introdução a pedagogia Bilíngue
4.1. A prática da pedagogia bilíngue
4.1.1. Analítico -este método analisa o todo, ou seja, a palavra ou o texto para conhecer o seu sentido.
4.1.2. Sintético- analisa o som e a grafia, oral e escrita
4.1.3. Letramento- é o uso social da leitura e da escrita
5. Libras como língua natural e português como segunda língua
5.1. Língua natural
5.1.1. A língua de sinais é desenvolvida sem impedimentos, pois é a língua da comunidade surda e um patrimônio cultural, social e linguístico.
5.2. Escola bilíngue
5.2.1. O sujeito surdo tem a possibilidade de estudar todos os assuntos e ser ensinados em língua de sinais
5.3. Acessibilidade
5.3.1. A oportunidade do sujeito surdo a vivência de experiência visuais, devendo ser o cerne de uma nova concepção de acessibilidade.
5.4. Interprete de libras
5.4.1. Ele é a peça chave para a construção de uma sociedade mais acessível.
6. Marcações da identidade e diferença no espaço escolar
6.1. Formas de vivenciar a surdez
6.1.1. Sujeito surdo - libras é a língua materna dos sujeitos surdos, ou seja, a primeira língua. Nesse sentido eles tem o direito de um intérprete de libras em qualquer estabelecimento.
6.1.2. Identidade surda - não existe uma única, as identidades são construções culturais e por isso não são fixa. Cada surdo tem a sua forma de vivenciar a surdez
6.1.3. Cultura surda - é a forma como o sujeito surdo lida com o ambiente para compreendê-lo e modifica-lo, afim que esse se torne acessível e habitável
6.1.4. Língua de sinais - não é universal, ou seja, cada país possui a sua própria
6.1.5. CODA- são pessoas ouvintes filhos de pais surdos
6.1.6. Eventos surdos - setembro Azul e festival da cultura surda.
7. Comunidade, cultura e identidade surda.
7.1. Comunidade - se caracteriza por se reunirá em espaços que possibilitem que eles interajam um com o outro para momentos de reflexão, discussão, vida, trabalho etc
7.2. Identidade - o sujeito surdo que assume a sua identidade surda está inserido na comunidade surda,se enxerga dentro dela e vivência toda a sua experiência.
7.3. Cultura - ela é essencial para estabelecer a convivência com os outros surdos, pois é por meio da cultura que o surdo se expressa, com a arte, danças, movimentos entre outros.
8. História da educação de surdos
8.1. Marcos históricos
8.1.1. Padres, monges e freires foram os primeiros a ensinar surdos e deficientes
8.1.2. Na Grécia, pessoas com deficiência eram afastadas da sociedade
8.2. Os principais métodos de ensino aplicados
8.2.1. Metodologia oralista
8.2.2. Comunicação total
8.2.3. Bilinguismo
9. Aquisição e desenvolvimento da linguagem para crianças surdas
9.1. Período pré linguístico 0 ao 14• mês
9.1.1. Nessa fase os bebês surdos usam duas formas de balbucio manual : balbucio silábico e a gesticulação.
9.2. Estágio de um sinal 12• ao 24• mês
9.2.1. Nesse estágio a criança utiliza recursos como o apontamento para se referir a os objetos ou segurando eles.
9.3. Estágio das primeiras combinações por volta dos dois anos
9.3.1. Produz sinais isolados oi palavras para representar coisas e ações ao seu redor
9.4. Estágio das múltiplas combinações entre 2 e 6 meses até os 3 anos
9.4.1. Ocorre a explosão do vocabulário, a criança surda já compreende o uso correto dos parâmetros linguísticos
9.5. Aquisição da linguagem pela a criança surda dos 5 anos a durante
9.5.1. O domínio completo
10. Estádio de interlíngua na aprendizagem da libras
10.1. Interferência - é a ocorrência de formas de uma língua a outra, causando desvios perceptíveis no âmbito da pronúncia
10.2. Fossilização- é referente aos erros e desvios no uso da outra língua
10.3. Transferência- é o aproveitamento das habilidades linguísticas prévias do processo de aprendizagem de outro idioma quando há semelhança entre elas
11. Escrita de sinais
11.1. Sistema de notação
11.1.1. Notação de françois Neve
11.1.1.1. 1996 elaborado na Bélgica, deriva da notação de Stokeo, porém, foi pensada para ser utilizada na informática
11.1.2. O Hamnosys
11.1.2.1. 1987 elaborado na Alemanha, é um sistema de fonética baseado no Stokeo, foi criada para se utilizar na informática
11.1.3. Sistema escrita de libras
11.1.3.1. Elaborado por Adriana Stella Cardoso em 2009 é um sistema de escrita de sinais de base alfabética linear