O ESTUDO DA PERSONALIDADE: AVALIAÇÃO, PESQUISA E TEORIA

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O ESTUDO DA PERSONALIDADE: AVALIAÇÃO, PESQUISA E TEORIA von Mind Map: O ESTUDO DA PERSONALIDADE: AVALIAÇÃO, PESQUISA E TEORIA

1. BEHAVIORISMO: Apresenta uma visão mecanicista dos seres humanos como máquinas bem reguladas que respondem automaticamente a estímulos externos. Foi dito que vê as pessoas como uma espécie de máquina automática de venda de refrigerantes. Colocam‐se os estímulos, e as respostas adequadas, aprendidas com as experiências passadas, saem. Nessa teoria, a personalidade é um acúmulo de respostas aprendidas ou sistemas de hábitos, uma definição apresentada posteriormente por B. F. Skinner.

2. PSICANÁLISE: Psicanálise e psicologia não são sinônimos ou termos permutáveis. Freud não era psicólogo, mas um médico que exercia clínica particular e trabalhava com pessoas que sofriam de problemas emocionais.

3. O estudo formal da personalidade começaram em duas tradições separadas, utilizando métodos distintos e visando atingir objetivos diferentes. É preciso observar que a psicologia experimental, nos seus anos de formação, não ignorava totalmente a personalidade – estudavam‐se alguns de seus aspectos –, mas não existia uma área de especialização distinta denominada personalidade, como havia na psicologia infantil ou social.

3.1. Um critério para uma teoria da personalidade útil é que ela precisa incentivar a pesquisa. Em outras palavras, uma teoria tem de ser testável. Os psicólogos devem ser capazes de fazer pesquisas sobre as suas proposições para determinar quais delas aceitar e quais rejeitar. O ideal seria que uma teoria fosse moldada, modificada e elaborada – ou descartada – com base na pesquisa que gera.

4. AVALIAÇÃO DA PERSONALIDADE: A avaliação da personalidade é uma área importante da aplicação da psicologia às preocupações do mundo real.

4.1. Os psicólogos pesquisadores avaliam a personalidade de seus sujeitos na tentativa de explicar o seu comportamento em um experimento ou de relacionar os traços de sua personalidade com outras medidas. Assim, independente do que você faz na vida ou de qual seja o seu trabalho, é difícil evitar que a sua personalidade seja avaliada de alguma forma.

4.2. As melhores técnicas de avaliação da personalidade utilizam os princípios de confiabilidade e validade.

4.2.1. Confiabilidade: Envolve a consistência de respostas a um método de avaliação psicológica.

4.2.2. Validade: Refere‐se ao fato de o método de avaliação medir ou não o que se pretende.

4.3. A avaliação da personalidade pode ser influenciada pelo sexo de uma pessoa. Por exemplo, as mulheres tendem a fazer menos pontos do que os homens nos testes de assertividade, uma diferença que pode ser resultante do condicionamento cultural do papel dos sexos que tradicionalmente leva as meninas e as jovens mulheres a não se afirmarem. No entanto, qualquer que seja o motivo, os dados do teste de personalidade mostram diferenças entre os homens e as mulheres em uma série de características e em qualquer idade.

5. Os psicólogos clínicos elaboraram testes projetivos de personalidade para o seu trabalho com pessoas emocionalmente perturbadas. Inspirados pela ênfase de Sigmund Freud na importância do inconsciente, esses testes tentam investigar essa parte invisível da nossa personalidade.

6. Todos têm uma personalidade e a sua vai ajudar a determinar os limites do sucesso e das realizações na sua vida. Não é exagero afirmar que sua personalidade é um de seus patrimônios mais importantes. Ela já ajudou a modelar grande parte de suas experiências e continuará a fazê‐lo no futuro.

6.1. O assunto personalidade é complexo demais para uma descrição tão simplista, pois os seres humanos são demasiadamente complexos e mudam em situações diferentes, bem como com pessoas diferentes. Nós temos de ser mais precisos na nossa linguagem para definir e descrever adequadamente a personalidade. Por esse motivo, os psicólogos vêm se esforçando consideravelmente para elaborar testes que avaliem a personalidade.

6.2. Os psicólogos continuam tentando encaixar essas peças para formar uma imagem mais clara, um quadro mais completo do que nos faz ser como somos e determina o modo com que encaramos o mundo. E as forças e fatores que modelam a sua personalidade.

6.2.1. PSICOLOGIA INTERCULTURAL: Foi desenvolvida no fim dos anos 1960 e estimulou uma grande quantidade de pesquisas, que levaram à conclusão de que a personalidade é formada tanto por influências genéticas quanto ambientais.

6.3. A psicologia surgiu como uma ciência independente e basicamente experimental a partir de uma fusão de ideias emprestadas da filosofia e da fisiologia. Nasceu no final do século XIX, na Alemanha, e foi em grande parte obra de Wilhelm Wundt, que criou o primeiro laboratório de psicologia em 1879 na Universidade de Leipzig.

6.3.1. A nova ciência da psicologia concentrou­se na análise da experiência consciente nas suas partes fundamentais. Os seus métodos tiveram como modelo o enfoque utilizado nas ciências naturais. A física e a química aparentemente estavam desvendando os segredos do universo físico, reduzindo toda a matéria aos seus elementos básicos e analisando-os.

6.3.1.1. Wundt e outros psicólogos de sua época que estavam preocupados em estudar a natureza humana foram muito influenciados pelo enfoque das ciências naturais e continuaram a aplicá‐lo no estudo da mente.

7. O ESTUDO DO COMPORTAMENTO: Nas primeiras décadas do século XX, o psicólogo norte‐americano John B. Watson, na Universidade John Hopkins, em Baltimore, Maryland, provocou uma revolução contra o trabalho de Wilhelm Wundt. O movimento de Watson, denominado behaviorismo, opunha‐se ao foco de Wundt na experiência consciente.

8. Podemos concluir que a personalidade diz respeito às nossas características externas e visíveis, àqueles nossos aspectos que os outros podem ver; seria, então, definida em termos da impressão que provocamos nas pessoas, isto é, aquilo que aparentamos ser. A sua definição em um dicionário comum concorda com esse raciocínio. Ela afirma que personalidade é o aspecto visível do caráter de uma pessoa, à medida que ela impressiona as outras.

8.1. A nossa definição de personalidade pode incluir também o conceito da peculiaridade humana. Nós vemos similaridades entre as pessoas, mas sentimos que cada um de nós possui propriedades especiais que nos diferenciam dos outros. Assim sendo, podemos dizer que a personalidade é um agrupamento permanente e único de características que podem mudar em resposta a situações diferentes.

9. Métodos de avaliação - Os principais enfoques de avaliação da personalidade são:

9.1. ► Inventários objetivos ou de autorrelatos. ► Técnicas projetivas. ► Entrevistas clínicas. ► Procedimentos de avaliação comportamental. ► Amostragem de ideias e experiência.

10. O MÉTODO CLÍNICO: É o estudo de caso ou história do caso, no qual o psicólogo busca pistas no passado e no presente dos seus pacientes que possam indicar a fonte dos seus problemas emocionais. Submeter‐se a um estudo de caso é semelhante a escrever uma minibiografia da vida emocional da pessoa desde os primeiros anos de vida até o momento, incluindo sentimentos, temores e vivências.

10.1. Estudo de caso: Histórico detalhado de uma pessoa que contém dados de fontes variadas.

10.2. Variável independente: Em um experimento, é a variável ou condição do estímulo que o experimentador manipula para conhecer o seu efeito sobre a variável dependente.

10.3. Variável dependente: Em um experimento, é a variável ou condição do estímulo que o experimentador deseja medir, geralmente o comportamento ou a resposta das pessoas à manipulação da variável independente.

10.4. Grupo experimental: Em um experimento, o grupo que é exposto ao tratamento experimental.

10.5. Grupo de controle: Em um experimento, é o grupo que não recebe o tratamento experimental.

10.6. Método correlacional: Técnica estatística que mede o grau de relacionamento entre duas variáveis expresso pelo coeficiente de correlação.