INTOXICAÇÕES: INSETICIDAS E RODENTICIDAS

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1. INSETICIDAS

1.1. Organoclorados e Piretróides

1.1.1. O diagnóstico seria baseado nos sinais clínicos, exame físico e informações da anamnese. No caso dos organoclorados: tremores e convulsões com descargas neuronais repetitivas e excitação, por conta da alteração nos canais de sódio.

1.1.1.1. O tratamento seria de suporte, uma vez que, não possui antídoto. Caso a via de exposição seja gastrointestinal, seria indicado beber água para a diluição, indução do vômito, uso de catárticos, lavagem gástrica e administração de carvão ativado para ocorrer o processo de adsorção. Se a via for inalatória, deixar o paciente em um ambiente com ar puro e monitorar a função respiratória. No caso de intoxicação pelos olhos, lavar com água corrente ou solução fisiológica no sentido médio-lateral com a cabeça inclinada, por no mínimo 15 minutos. E por fim, se for via cutânea, lavar com água fria e sabão sem esfregar.

1.1.2. No caso dos piretróides, no tipo l teríamos a Síndrome T com tremores e agressividade, já no tipo ll teríamos a Síndrome CS, com comportamentos repetitivos.

1.2. Poluentes Orgânicos Persistentes

1.2.1. O diagnóstico seria baseado nos sinais clínicos, exame físico e informações da anamnese. No caso das dioxinas e furanos poderiam ocorrer alterações psicológicas, depressões, hepatites, potencial carcinogênico e teratogênico, diminuição da resposta imune, alterações hormonais e nervosas.

1.2.1.1. O tratamento seria o mesmo indicado no tópico l, uma vez que, não existe antídoto.

1.2.2. Já no caso do aldrin, dildrin e endrin apresentaria dor de cabeça, tontura, náuseas, vômitos, espasmos e convulsões.

1.2.3. No hexaclorobenzeno (BHC), apresentaria efeito carcinogênico, lesões de pele, em ossos, em células sanguíneas e rins.

1.3. Organofosforados e Carbamatos

1.3.1. O diagnóstico seria baseado nos sinais clínicos, exame físico e informações da anamnese. Sinais clínicos de receptores muscarínicos: vômitos, bradicardia, dispnéia, cólica, hipermotilidade do GI, diarreia gelatinosa, sudorese, sialorreia, lacrimejamento e miose.

1.3.1.1. Neste caso, além de todo tratamento suporte, poderia utilizar a atropina como antídoto. Lembrando que, a atropina só age em sinais de receptores muscarínicos.

1.3.2. Sinais clínicos de receptores nicotínicos: contrações musculares, espasmos, hipertonicidade causando marcha e postura rígida.

1.4. Avermectinas

1.4.1. O diagnóstico seria baseado nos sinais clínicos, exame físico e informações da anamnese. Os sinais clínicos seriam: agressividade, pressão da cabeça contra objetos, midríase e tremores. Intoxicações só ocorrem por superdosagens ou reações de idiossincrasia.

1.4.1.1. O tratamento seria o mesmo indicado no tópico l, uma vez que, não existe antídoto.

1.5. Amitraz

1.5.1. O diagnóstico seria baseado nos sinais clínicos, exame físico e informações da anamnese. Geralmente a intoxicação é por via cutânea, uma vez que sofre hidrólise no estômago pela ação do suco gástrico.

1.5.1.1. Além do tratamento suporte, neste caso poderia se utilizar os antídotos Atipamezol e Ioimbina.

1.5.2. Os sinais clínicos são: cólicas severas, hipomotilidade GI, alteração de SNC, congestão de mucosas, dor, desidratação e taquipnéia.

1.6. Fipronil

1.6.1. O diagnóstico seria baseado nos sinais clínicos, exame físico e informações da anamnese. Os sinais clínicos são geralmente de dermatite e urticária no local de aplicação.

1.6.1.1. O tratamento seria o mesmo indicado no tópico l, uma vez que, não existe antídoto.

1.6.2. Lembrando que são tóxicos para coelhos.

2. RODENTICIDAS

2.1. Comercializados

2.1.1. Primeira geração: varfarina, dicumarol, cumaclor, pindona, valona e clorfacinona.

2.1.1.1. O diagnóstico seria baseado no histórico e sinais clínicos, entre eles: hematomas, petéquias, epistaxe, hematêmese, hematúria, hematoquezia, hemoperitôneo, hemotórax, etc. O tempo de coagulação, de protrombina e tromboplastina estarão aumentados e o padrão ouro será a cromatografia.

2.1.1.1.1. O tratamento é baseado em medidas de desintoxicação e se suporte. Como a via de exposição dos rodenticidas é exclusivamente gastrointestinal, daria para fazer lavagem gástrica, indução do vômito, catárticos, carvão ativado e principalmente o uso do antídoto vitamina K.

2.1.2. Segunda geração: brodifacum, bromadiolona, difenacum e difacinona.

2.2. Proibidos

2.2.1. Monofluroacetato de Sódio

2.2.1.1. O diagnóstico seria baseado no histórico e sinais clínicos, entre eles: alterações gastrointestinais, midríase, vocalização, convulsões, ataxia, hiperexcitabilidade, tremores e mioclonia. Pode-se realizar a hemogasometria onde apresentará acidose metabólica, no hemograma pode se ter leucopenia e trombocitopenia raramente, hiperglicemia transitória e a cromatografia é o padrão ouro.

2.2.1.1.1. Não antídoto, apenas tratamento suporte como já descrito no tópico de rodenticidas comercializados.

2.2.2. Estricnina

2.2.2.1. O diagnóstico é baseado no histórico e sinais clínicos, entre eles: convulsões tetânicas, rigidez muscular e espasticidade dos membros. Pode-se encontrar mioglobinúria, aumento de CK e o padrão ouro é a cromatografia.

2.2.2.1.1. O tratamento é apenas de suporte, como descrito no tópico de rodenticidas comercializados. Pode-se administrar um relaxante muscular para o conforto do paciente.