1. Antidepressivos e Anticonvulsivantes para o Tratamento da Dor
1.1. Qual o papel dos antidepressivos e anticonvulsivantes para o tratamento da dor?
1.1.1. Medicamentos antidepressivos e anticonvulsivantes apresentam um papel importante no tratamento de tipos específicos de dor crônica, agrupados sob a denominação de Dor Neuropática.
1.1.2. A dor neuropática é um tipo de dor que se desenvolve em decorrência do mau funcionamento do sistema nervoso. Ela pode estar relacionada aos nervos periféricos, medula espinhal ou cérebro.
1.1.3. Os antidepressivos e anticonvulsivantes atuam diretamente sobre o sistema nervoso e sobre os neurônios responsáveis pela sensação dolorosa, o que envolve uma ação que nada tem haver com eventuais quadros convulsivos ou de depressão.
1.1.4. Ainda que a depressão seja muitas vezes observada no paciente com Dor crônica, os efeitos dos antidepressivos sobre a dor neuropática podem ser positivos mesmo no paciente que não apresenta nenhum sinal de depressão.
2. Por quanto tempo os antidepressivos devem ser usados?
2.1. Muitos pacientes param de tomar antidepressivos assim que os sintomas desaparecem. Entretanto, isso aumenta o risco de os sintomas da depressão retornarem. Como regra geral, é recomendável que se aguarde seis a nove meses antes de pensar em interromper a medicação. No caso de pessoas que tiveram três ou mais recorrências de depressão, podem ser necessários ao menos dois anos. É importante ainda evitar parar a medicação em um momento de maior estresse ou de uma mudança significativa na vida, como um novo emprego ou uma doença.
3. indicações
3.1. Os medicamentos antidepressivos são uma opção de primeira escolha para o tratamento da Depressão. Além disso, eles também podem ajudar no tratamento de Transtornos de ansiedade e eventualmente no tratamento da dor e da Insônia.
3.1.1. Qual é o melhor antidepressivo?
3.1.1.1. Os antidepressivos atuam equilibrando certas substâncias químicas no cérebro chamadas de neurotransmissores. São eles: Norepinefrina (noradrenalina) Epinefrina (adrenalina) Dopamina Serotonina
4. A depressão está associada a uma redução na quantidade de um ou mais destes neurotransmissores. Cada neurotransmissor regula funções cerebrais específicas, de forma que os efeitos específicos de cada um deles costumam estar relacionados a certos tipos de sintomas. Desta forma, não é possível dizer que um ou outro tipo de antidepressivo é melhor, mas sim que cada pessoa reage melhor a certos tipos de antidepressivos.
5. Como parar de tomar os antidepressivos?
5.1. Aproximadamente 30% dos pacientes pararam de tomar os antidepressivos dentro de um mês após o início do tratamento e entre 45% e 60% interromperam o tratamento prescrito nos três primeiros meses
5.1.1. Os sintomas de abstinência podem aparecer em um ou dois dias após a descontinuação do antidepressivo e pode incluir sintomas como: Ansiedade Insônia Dor de cabeça Tontura Fadiga Irritabilidade Náusea Retorno dos sintomas de depressão
5.1.2. Sintomas de abstinência de antidepressivos não significa vício. O vício está associado a alterações químicas nocivas e de longo prazo no cérebro e outros aspectos que não são observados com os antidepressivos, incluindo desejos intensos pela medicação e a incapacidade de controlar o uso.