Língua de Sinais
von carolyne torquato
1. William Stokoe: Considerado um dos pioneiros no reconhecimento e estudo acadêmico das línguas de sinais, especialmente da American Sign Language (ASL). Laurent Clerc: Um dos primeiros professores surdos a ensinar a língua de sinais americana (ASL) na Escola de Hartford para Surdos em Connecticut, EUA, no século XIX. Thomas Hopkins Gallaudet: Fundador da primeira escola para surdos nos Estados Unidos, a Escola de Hartford para Surdos, e um dos primeiros defensores da educação formal para surdos. Ferdinand Berthier: Um educador e pioneiro na educação de surdos na França no século XIX. Ele desenvolveu métodos pedagógicos inovadores que enfatizavam o ensino da língua de sinais.
2. Oralismo: é uma abordagem educacional que enfatiza o ensino e o uso da fala na educação de crianças surdas. Esta abordagem promove o uso exclusivo da língua oral, sem o ensino da língua de sinais ou com sua utilização limitada.
3. Modelos Educacionais
3.1. A Comunicação Total: é uma abordagem educacional que reconhece e valoriza todas as formas de comunicação utilizadas pela comunidade surda promovendo o uso de diferentes modalidades de comunicação, incluindo a língua de sinais, a fala, leitura labial, gestos, escrita, entre outras.
3.2. Bilinguismo: especificamente, refere-se à utilização simultânea e equitativa de uma língua de sinais, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras), e uma língua oral, como a língua portuguesa.
4. Congresso de Milão (1880)
5. Reuniu educadores surdos para dircutirem o ensino do sinais. Composto majoritariamente de apoiadores do oralismo, criaram 8 resoluções que previam o uso de sinais. Entretamos, nos dias atuais não tem mais validade.
6. Principais Educadores
7. O INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos) foi fundado em 1857, no Rio de Janeiro, Brasil, por iniciativa de Dom Pedro II. É a primeira instituição de ensino especializado para surdos na América Latina e uma das mais antigas do mundo. O objetivo principal do INES era proporcionar educação e oportunidades de aprendizado para a comunidade surda brasileira, utilizando a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio de instrução.
8. INES (1857)
9. Marcos Legais
9.1. Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD): Este tratado internacional, adotado em 2006, reconhece explicitamente a Língua de Sinais como uma língua e exige que os governos promovam seu reconhecimento e uso.
9.2. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência): Esta legislação, aprovada no Brasil em 2015, reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como uma língua oficial do país e estabelece diretrizes para sua promoção e ensino.
10. Lei sobre a Igualdade de Oportunidades para Pessoas com Deficiência (Equality Act): Esta legislação do Reino Unido, de 2010, estabelece que os provedores de serviços devem fazer "ajustes razoáveis" para garantir que pessoas surdas tenham acesso igual a serviços e comunicações, o que pode incluir a disponibilização de intérpretes de língua de sinais.
11. Lei de Línguas Oficiais do Canadá: Esta lei, que entrou em vigor em 1988, reconhece a Língua de Sinais Americana (ASL) e a Língua de Sinais Quebecoise (LSQ) como línguas oficiais no Canadá e estabelece diretrizes para sua proteção e promoção.