1. Governança Corporativa
1.1. Definição (IBGC)
1.1.1. “Sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselheiros, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais stakeholders. (IBGC)
1.2. Recomendações Objetivas
1.2.1. preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização, facilitar seu acesso a recursos e contribuir para a qualidade da gestão da organização, sua longevidade e o bem comum.
1.3. Princípios da Governança (IBGC)
1.3.1. Transparência • Obrigação e desejo de informar
1.3.2. Equidade • Tratamento justo e igualitário de todos os acionistas e partes interessadas
1.3.3. Prestação de Contas (Accountability) • Prestação de contas a quem o elegeu e responsabilidade integral por todos os atos.
1.3.4. Responsabilidade Corporativa • Perenidade, sustentabilidade e visão de longo prazo das organizações.
1.4. Pilares
1.4.1. Ética e Integridade
1.4.2. Diversidade e Inclusão
1.4.3. ambiente Social
1.4.4. Inovação e Transformação
1.4.5. Transparência e Prestação de Contas
1.4.6. Conselhos do Futuro
1.5. Os movimentos da GC
1.5.1. De fora para dentro
1.5.1.1. Parece ser, mas não é governança
1.5.2. De dentro para fora
1.5.2.1. Essa é a verdadeira governança
1.5.2.1.1. Conselhos que geram valor de fato nascem nesse contexto.
2. Incerteza Extrema
2.1. Qualidade decisária
2.1.1. Pode ser medida por três atributos: precisão, tempestividade e maturidade institucional do processo
2.2. Principais tendências que impactam os negócios
2.2.1. Mudanças no clima geopolítico
2.2.2. Disrupção da cadeia de suprimento
2.2.3. Mudanças na política monetária
2.2.4. Mudanças demográficas
2.2.5. Inovação tecnológica em ritmo acelerado
2.2.6. Pressões significativas de investidores institucionais
2.2.7. Pressões por mais transparência
2.2.8. Ameaças de ativistas
2.2.9. Maiores ameaças de litígios
3. Estrutura de GC
3.1. Governança
3.1.1. Assembleia Geral
3.1.1.1. Auditoria Independente
3.1.1.1.1. Auditoria Interna
3.1.1.2. Conselho de Administração
3.1.1.2.1. Comitê de Auditoria
3.1.1.2.2. Outros Comitês
3.1.1.3. Diretor Presidente
3.1.1.3.1. Diretores
3.1.1.4. Conselho Consultivo
3.1.1.4.1. •Com a presença de membros internos e independentes, pode ser um primeiro passo dado por empresas fechadas para fomentar a adoção das melhores práticas de governança corporativa.
3.1.1.4.2. •É uma alternativa transitória ao conselho de administração, sobretudo para organizações em estágio inicial de adoção de boas práticas de governança corporativa. O conselho consultivo difere do conselho de administração por não ter poder decisório, nem integrar a administração.
3.1.1.4.3. Ele não é deliberativo, apenas aconselha e propõe recomendações que podem ou não ser aceitas pelos administradores.
3.1.1.4.4. •Caso esteja previsto no estatuto/contrato social e/ou atue de forma deliberativa, estará atuando como um conselho de administração e assumirá os correspondentes deveres e responsabilidades legais.
3.1.1.5. Práticas do Conselho Consultivo
3.1.1.5.1. Independentemente de sua previsão no estatuto/contrato social, o papel, a composição, as responsabilidades e o âmbito de atuação dos conselheiros consultivos devem ser bem definidos.
3.1.1.5.2. A atuação do conselho consultivo deve ser pautada pelas mesmas práticas previstas para o conselho de administração.
3.2. Conceito
3.2.1. É os sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre os sócios, conselhos de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e, ainda, as demais partes interessadas.
3.2.1.1. Transparência
3.2.1.2. Equidade
3.2.1.3. Accountability
3.2.1.4. Responsabilidade Corporativa
3.3. Gestão
3.4. Quadro Resumo
4. Lean Governance
4.1. Definição das fases das startups
4.1.1. Fase
4.1.1.1. Ideação
4.1.1.1.1. Desenvolvimento da ideia
4.1.1.2. Validação
4.1.1.2.1. Minimum Viable Product (MVP), o produto, o mercado e o modelo de negócio da startup encontram-se em experimentação.
4.1.1.3. Tração
4.1.1.3.1. Ocorre o Product Market Fit (PMF), em que o serviço/produto oferecido pela startup é validado
4.1.1.4. Escala
4.1.1.4.1. O desafio é crescer em um ritmo acelerado, garantindo a exploração ótima das oportunidades e a expansão do negócio em termos geográficos, de mercado ou produtos, conforme a pertinência da estratégia da empresa.
4.2. Enfoque da governança em cada fase
4.2.1. Fase
4.2.1.1. Ideação
4.2.1.1.1. Introduzir as primeiras reflexões sobre o propósito da organização.
4.2.1.1.2. Estruturar os papéis e as responsabilidades dos sócios, especificar as formas de contribuição e a intensidade de dedicação, a remuneração e futura participação, bem como opções de saída e descontinuidade.
4.2.1.1.3. Garantir a titularidade da propriedade intelectual da sociedade e o alinhamento entre os sócios, o processo de tomada de decisão e a construção de consenso.
4.2.1.1.4. Constituir a identidade da marca.
4.2.1.2. Validação
4.2.1.2.1. Constituir a empresa e organizar regramentos quanto a direitos e deveres dos sócios.
4.2.1.2.2. Organizar práticas referentes a potenciais colaboradores-chave e a relação com clientes e parceiros estratégicos.
4.2.1.2.3. Manter controles internos e indicadores adequados para apuração de resultados e eventual prestação de contas a terceiros.
4.2.1.2.4. Cuidar da reputação da marca.
4.2.1.3. Tração
4.2.1.3.1. Fortalecer o entendimento da diferença entre a posição de sócio e de executivo.
4.2.1.3.2. Definir alçadas para tomada de decisão, estruturar o conselho (consultivo ou de administração) e evoluir nas práticas de planejamento e controle do negócio.
4.2.1.3.3. Alinhar parcerias, associações e afiliações com o propósito.
4.2.1.4. Escala
4.2.1.4.1. Consolidar práticas de governança que permitam apoiar o negócio a prosperar de forma ética e a ter a continuidade desejada, com a velocidade necessária.
4.2.1.4.2. Assegurar a robustez dos programas de compliance e de prestação de contas.