1. Cap. 3 - O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento 77 Marcelo José Lopes de Souza
2. Cap. 2 - O conceito de região e sua discussão 49 Paulo Cesar da Costa Gomes
3. O problema da escala 117 · Iná Elias de Castro
4. Cap. 1 - Espaço, um conceito-chave da geografia - Roberto Lobato Corrêa
4.1. 1. O espaço e as correntes do pensamento geográfico
4.1.1. conceitos-chave que sintetizam o objeto de estudo; o autor defende que é o "ângulo específico que a sociedade é analisada", ainda destaca que é a identidade e a autonomia relativa no âmbito das ciencias sociais.
4.1.2. Geografia
4.1.2.1. ciência social
4.1.2.2. objeto de estudo
4.1.2.2.1. sociedade
4.1.3. 1.1 Correntes do Pensamento Geográfico
4.1.3.1. 1.1.1 Geografia Tradicional
4.1.3.1.1. 1870 à 1950: disciplina institucionaliazda na universidade
4.1.3.1.2. privilegiou dois conceitos
4.1.3.1.3. geógrafos vinculados ao (geógrafos deterministas, possibilistas, culturais e regionais)
4.1.3.1.4. ESPAÇO NÃO ERA CONCEITO-CHAVE
4.1.3.2. 1.1.2 Geografia teorético-quantitativa (1950) - (Nova Geografia
4.1.3.2.1. positivismo lógico
4.1.3.2.2. modificações na geografia
4.1.3.2.3. raciocínio hipotético-dedutivo
4.1.3.2.4. teoria
4.1.3.2.5. modelo matemáticos
4.1.3.2.6. muito utilizada no planejamento - público e privado
4.1.3.2.7. Bunge (1966)
4.1.3.2.8. ESPAÇO VIRA CONCEITO-CHAVE
4.1.3.2.9. paisagem
4.1.3.2.10. região
4.1.3.2.11. lugar e território
4.1.3.2.12. ESPAÇO
4.1.3.2.13. Harvey
4.1.3.2.14. Nystuen
4.1.3.2.15. AJUDOU NA TÉCNICA, MAS PECOU POR IGNORAR O SOCIAL E O HISTÓRICO
4.1.3.3. 1.1.3 Geografia Crítica (1970 em diante)
4.1.3.3.1. fundada no materialismo histórico e na dialética
4.1.3.3.2. procura romper com: por um lado geografia tradicional, e por outro com teorético-quantitativa
4.1.3.3.3. ESPAÇO REAPARECE COMO CONCEITO-CHAVE
4.1.3.3.4. O Debate sobre o Espaço no Marxismo
4.1.3.3.5. Henri Lefebvre e o Espaço Social
4.1.3.3.6. Milton Santos e a Formação Sócio-Espacial
4.1.3.3.7. Organização Espacial e Categorias de Análise
4.1.3.3.8. Categorias para Analisar o Espaço (Milton Santos, 1985)
4.1.3.4. 1.1.4 Geografia Humanista (1970)
4.1.3.4.1. Base filosófica: fenomenologia, existencialismo.
4.1.3.4.2. Foco: experiência humana, subjetividade, sentimentos, significados, simbolismo.
4.1.3.4.3. Ao contrário da Geografia Crítica e Quantitativa, a Humanista valoriza a compreensão (e não a explicação), o singular (e não o universal).
4.1.3.4.4. Conceitos centrais:
4.1.3.4.5. Espaço em Yi-Fu Tuan (1979, 1983)
4.1.3.4.6. Lugar como categoria-chave
4.1.3.4.7. Espaço Vivido
4.1.3.4.8. Espaço Vivido nas Sociedades Primitivas (Gallais, 1977)
4.2. 2. As práticas espaciais
4.2.1. ações humanas localizadas no espaço, ou seja, elas têm um lugar específico onde acontecem;
4.2.2. transformam o espaço: podem criar, manter, modificar ou até conservar as formas espaciais existentes;
4.2.3. são estratégias conscientes, ligadas aos valores culturais, às condições técnicas e aos projetos sociais de cada época ou sociedade.
4.2.4. Corrêa aponta duas origens principais para as práticas espaciais:
4.2.4.1. Consciência da diferenciação espacial
4.2.4.1.1. O ser humano percebe que o espaço não é homogêneo (há diferenças culturais, econômicas, ambientais...);
4.2.4.1.2. Essa consciência é moldada por valores culturais e condições técnicas (ex: o que é possível fazer com a tecnologia de uma época).
4.2.4.2. Projetos sociais
4.2.4.2.1. Cada sociedade tem interesses específicos (ex: econômicos, culturais, religiosos) que precisam se realizar em algum lugar;
4.2.4.2.2. As práticas espaciais viabilizam esses projetos, tornando possível a organização, o controle e a gestão do território.
4.2.5. Função das práticas espaciais
4.2.5.1. Elas atuam como meios efetivos de:
4.2.5.1.1. valorizar determinadas partes do território (ex: investir em áreas turísticas),
4.2.5.1.2. modificar outras (ex: expansão urbana),
4.2.5.1.3. ou até preservar certas regiões (ex: unidades de conservação)
4.2.5.2. Assim, são formas concretas de produzir, organizar e administrar o espaço geográfico.
4.2.6. Tipos de práticas espaciais segundo Corrêa (1992)
4.2.6.1. Seletividade espacial
4.2.6.1.1. Escolha de certos lugares em detrimento de outros (ex: concentrar investimentos em áreas centrais).
4.2.6.2. Fragmentação-remembramento espacial
4.2.6.2.1. Divisão e recomposição de áreas, muitas vezes ligada ao mercado imobiliário ou ao uso político do solo.
4.2.6.3. Antecipação espacial
4.2.6.3.1. Planejamento de ações futuras com base em projeções (ex: construir uma rodovia prevendo crescimento urbano).
4.2.6.4. Marginalização espacial
4.2.6.4.1. Exclusão de certos grupos ou atividades do espaço valorizado (ex: favelas empurradas para periferias).
4.2.6.5. Reprodução da região produtora
4.2.6.5.1. Manutenção ou expansão das condições necessárias para que uma região continue exercendo sua função econômica.
4.2.6.6. Essas práticas não são excludentes, ou seja: podem ocorrer juntas, ao mesmo tempo, e até se reforçarem mutuamente.
4.2.7. As práticas espaciais são o modo como a sociedade atua sobre o espaço para realizar seus projetos, moldando-o de forma dinâmica e estratégica, de acordo com sua cultura, técnica e interesses.