1. INTRODUÇÃO DAS LUTAS EM SEUS ASPECTOS HISTÓRICOS A NA ATUALIDADE
1.1. EGITO
1.1.1. Toda civilização humana criou sua própria forma de luta, e o Egito não foi exceção. Sua arte marcial chamava-se Thatib, e está perpetuada numa rocha, onde há a ilustração de dois homens praticando essa forma de combate. Essa rocha se encontra, atualmente, no museu do Louvre, em Paris (França).
1.2. MESOPOTÂMIA (Sumérios/Babilônico/Hebreus/Assírios)
1.2.1. Por volta de 2.500 A.C.; os acádios dominaram as cidades dos sumérios. Nas batalhas, os acádios utilizaram o arco e a flecha, mostrando-se mais rápidos e eficientes que a infantaria (tropa que luta a pé) armada com pesadas lanças e escudos. Comandados por Sargão I, os acadianos conquistaram e unificaram as cidades sumerianas, fundaram o primeiro império mesopotâmico que expandiu desde o Golfo Pérsico até as regiões de Amorru e da Assíria. (MONTENFIORE,2013).
1.3. PÉRSIA
1.3.1. A antiga Pérsia era a herdeira de um estado pré-existente, Mesopotâmia, que serviu de base para o desenvolvimento do futuro império capaz de subjugar qualquer estado. Em confrontos militares, das tropas antigas Pérsia com cavalos, camelos usados, mulas, punhais, facas, lanças, dardos, arcos, aríetes, mas como uma formação de batalha chamada de falange, que no mundo antigo eram comuns.
1.4. GREGOS
1.4.1. Arte marcial da Grécia antiga e esporte gladiatório, o pancrácio era uma fusão de técnicas de luta, que incluíam a luta grega, boxe, estrangulamento, chutes, golpes e técnicas de travamento das articulações. Na verdade, o pancrácio só não permitia morder, arranhar e arrancar o olho do oponente, tudo o mais era considerado legal na competição.
1.5. ROMANOS: GLADIADORES E EXÉRCITO ROMANO
1.5.1. Na Roma antiga existiam os gladiadores que utilizavam espadas, escudos, lanças, treinavam bastante na arte do combate e duelavam com outros guerreiros, às vezes com feras como leões, tigres etc.
1.5.1.1. Já os soldados eram treinados com diversos tipos de armas, como escudos, espadas, lanças e punhais. Muitas vezes esses instrumentos de treinamento eram mais pesados que os usados em combate. Tal medida era adotada para tornar os soldados ainda mais fortes e hábeis.
2. MODELO CONCEITUAL, ATITUDINAL E PROCEDIMENTAL DAS ARTES MARCIAIS
2.1. A dimensão conceitual tem comprovadamente uma grande relação com essa pesquisa, pois pelo o que foi abordado no estudo acerca das lutas nas aulas de educação física considerada a diversidade de conteúdos que devem ser possibilitadas aos alunos, para além dos esportivos, e superada a demasiada ênfase em relação ao saber fazer.
2.1.1. • Diversos tipos de modalidades. • Formas de classificação das modalidades. • Deferentes origens históricas para as diferentes práticas. • Regras de determinadas modalidades. • Análise das modalidades consideradas olímpicas. • Pesquisas de lutas desconhecidas. • Conceitos biomecânicos das lutas. • Conceitos fisiológicos das lutas. • Melhores formas de aplicação de determinados golpes. • Melhores formas de treinar para determinadas lutas. • Curiosidades das lutas.
2.2. Os conteúdos atitudinais passam pelo processo sociedade-indivíduo-sociedade. Tratando-se de grupos, tribos, comunidades de diferentes escalões sejam eles econômicos ou culturais. Todos seguindo normas estabelecidas por todos: respeito, compreensão, solidariedade, humildade, muitos outros de suma importância.
2.3. tradicionalmente, as lutas envolvem valores e modos de comportamento relacionados ao respeito, à dedicação, à confiança, à autoestima, visando o desenvolvimento integral do ser humano.
2.4. Os conteúdos procedimentais também são de caráter profissionalizante, onde se visa que o aluno compreenda o ofício de determinadas profissões, auxiliando no processo da escolha profissional no futuro, desenvolvendo todas as habilidades anteriormente citadas; trabalhando a memória, o intelecto, a dedução, habilidades motoras, e outras especificidades.
3. LUTAS NAS ATIVIDADES FÍSICAS E CONDICIONAMENTO FÍSICO
3.1. Atividade física é um comportamento que envolve os movimentos voluntários do corpo, com gasto de energia acima do nível de repouso, promovendo interações sociais e com o ambiente, podendo acontecer no tempo livre, no deslocamento, no trabalho ou estudo e nas tarefas domésticas.
3.2. A atividade física pode ser definida como qualquer tipo de” movimento corporal que envolva gasto energético devido à contração muscular esquelética, ou seja, engloba várias atividades voluntárias, como as de lazer, ocupacionais, domésticas e de deslocamento.
3.3. Para realização da atividade física é necessário uma intensidade é o grau do esforço físico necessário para fazer uma atividade física. Normalmente, quanto maior a intensidade, maior é o aumento dos batimentos do coração, da respiração, do gasto de energia e da percepção de esforço.
3.4. Lutas e Saúde
3.4.1. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define que a “saúde” não se refere apenas ao bem-estar físico de um paciente. A definição deste termo implica um estado de bem-estar físico, mental e social completo e não meramente a ausência de doença ou doenças.
3.5. Vale lembrar que sáude está ligada diretamente a qualidade de vida, que tem como definição que é a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e do sistema de valores nos quais ele vive, considerando seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações, a Organização Mundial de Saúde elaborou instrumentos para a avaliação da qualidade de vida, para serem utilizados internacionalmente, e de característica convencional ou curta, sendo que esta última exige menos tempo para a sua conclusão, facilitando a aplicação a grandes populações .
4. PROPOSTAS DE ATIVIDADES COM HABILIDADES MOTORAS NAS LUTAS
4.1. As habilidades motoras básicas/fundamentais são as capacidades de o indivíduo explorar os potenciais motores de seu corpo movimentando-se através do espaço (locomoção), domínio da musculatura que o habilita a suportar a força da gravidade (estabilidade) e a capacidade de manipular com eficiência os objetos (manipulação). Segundo GALLAHUE e OZMUN (2001) o domínio das habilidades motoras fundamentais é básico para o desenvolvimento motor de crianças e adolescentes.
4.2. São “padrões motores que favorecem a obtenção e a manutenção de equilíbrio do indivíduo”. As atividades mais consideradas são: movimentos axiais, rotação corporal, desvio, equilíbrio em um só pé, caminhada direcionada e apoios invertidos.
4.3. HABILIDADES MOTORAS DE MANIPULAÇÃO
4.3.1. São os padrões motores que permitem contato motor rudimentar e refinado com objetos. As atividades são rolamento de bola, arremesso supra manual, ato de apanhar, chute, ato de aparar, ato de rebater, drible e voleio.
5. DIDÁTICA DO ENSINO DAS LUTAS, ONDE COMO É REALIZADO O PLANO DE AULA E ENSINO
5.1. Assim é necessário entender que o processo de ensinar pode acontecer de duas formas: fora da escola (informal), onde nesse processo informal de ensino é empírico, mas organizado, pois o resultado da evolução humana foi justamente a organização da vida em todos os seus aspectos. O outro processo é o que chamamos de ensino formal, acontece em uma instituição educacional, este é embasado em conhecimentos científicos, filósofos educacionais e teorias de aprendizagem.
5.2. A Didática que é uma disciplina eminentemente pedagógica, fazendo a interligação entre teoria e prática. Dentro da educação física este processo de ensino na sua globalidade, envolve condições e meios de direção, princípios, finalidades, conteúdos, objetivos, métodos e organização do ensino e da aprendizagem.
5.3. Plano de aula
5.3.1. Plano de aula é a “previsão dos conteúdos e atividades de uma ou de várias aulas que compõem uma unidade de estudo. Ele trata também de assuntos aparentemente miúdos, como a apresentação da tarefa e o material que precisa estar à mão”.
5.3.2. Para Ferreira (apud PADILHA, 2001, p. 36), o plano é a “apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas relativas à ação a realizar”. Plano tem a conotação de produto do planejamento
5.4. Plano de Ensino
5.4.1. O plano de ensino, então, pode ser definido como a programação do conteúdo a ser estudado em uma disciplina durante o semestre letivo. É nele que o aluno encontrará informações como a metodologia aplicada, a bibliografia a ser utilizada, o programa das aulas a serem ministradas e os tipos de avaliações.
6. PROPOSTAS DE ATIVIDADES DE INICIAÇÃO ESPORTIVA NAS LUTAS
6.1. A iniciação ao esporte deve ser realizada por profissional de educação física, que poderá observar e atender as particularidades de cada criança, formando assim uma sólida base para que a mesma continue no caminho do esporte e consiga desenvolver e explorar seu potencial ao máximo.
6.2. A iniciação esportiva é tão importante quanto qualquer outro componente curricular, uma vez que a educação integral da pessoa perpassa as dimensões social, física, intelectual e cognitiva e o esporte na vida do estudante contribui para sua participação efetiva na sociedade.
7. CONCEITOS E COMPREENSÃO ACERCA DAS DIFERENCIAÇÕES ENTRE LUTAS, ESPORTES DE COMBATE E ARTES MARCIAIS
7.1. As pessoas costumam conceituar as Lutas, as Artes Marciais e os Esportes de Combate como sendo a mesma coisa. Assim, precisamos entender que existem diferenças entre ambas, sendo bem claro que no começo do que chamamos de homem civilizado, a luta aparece desde a pré-história o homem fazia uso para sua sobrevivência, defesa contra animais e humanos, para busca de alimentação e até mesmo para reprodução.
7.2. lutar é um ato universal dos humanos, onde é utilizado por outros grandes primatas. Nossos ancestrais eram obrigados a lutar inicialmente contra a hostilidade advinda do meio ambiente, depois para caçar e conquistar mulheres (acasalamento), seguido por razões e disputas políticas e territoriais. (PAIVA, 2015).
7.3. A estrutura simbólica da palavra arte marcial tem origem na mitologia romana. Nessa sociedade, o termo “marcial” fazia referência ao “deus da guerra sangrenta”, representado pelo planeta Marte que, muito provavelmente, recebeu essa alcunha em razão de sua tonalidade avermelhada, que era, naquela cultura, associada à violência.
7.3.1. Desta forma a palavra Arte Marcial faz referência a um conjunto de práticas corporais que são configuradas a partir de uma noção aqui denominada de “metáfora da guerra”, uma vez que essas práticas derivam de técnicas de guerra como denota o nome, isto é, marcial (de Marte, deus romano da guerra; Ares para os gregos).
7.4. O termo esporte de combate desponta como uma adaptação conceitual moderna frente às normas convencionais do esporte de luta. O termo vem sendo “empregado frequentemente no sentido de institucionalizar o confronto, entre dois oponentes, baseado em regras” (HERRERA et al., 2005, pg. 02).
8. CLASSIFICAÇÕES DAS LUTAS, ARTES MARCIAIS E ESPORTES DE COMBATE
8.1. Contato proposital - Existem várias maneiras desta ação (através das mãos, dos punhos, dos braços, das pernas, do corpo inteiro ou mediado por um implemento; contínua ou intermitentemente) e deve acontecer para que haja Luta e para queela se desenvolva.
8.2. Fusão ataque/defesa – Dentro dos jogos coletivos e de oposição, deverá ter ações de ataque e defesa no jogo. O que difere as Lutas dessas outras atividades, nesse aspecto, é a possibilidade de tais ações serem simultâneas e até certo ponto fundidas, na medida em que é raro observá-las isoladamente, tanto na interação entre os indivíduos (em ações ofensivas ou defensivas) ou nas ações de um dos lutadores (utilização de membros concomitantemente).
8.3. Oponentes – É necessário lembrar que todo tipo de luta, tem que ter um alvo, além de ser móvel, também pode executar ações de ataque e defesa. É essa condição que justifica o contato como uma exigência e que fundamenta a imprevisibilidade de um combate. Se os alvos são os próprios lutadores, o contato é o meio pelo qual deverão atingi-los, além de poder ser um fim à medida que determinadas técnicas dependem dele.
8.4. Regras - Em toda manifestação de Luta haverá algum tipo de regra. As Lutas dependem das regras para sua legitimidade e elas devem ser respeitadas para que aconteça um combate. O que é permitido ou proibido tende a determinar as técnicas e táticas usadas pelos lutadores. Se a regra exige que os lutadores utilizem espadas para atingir uma determinada área do corpo do oponente, cabe a eles organizarem estratégias táticas (razões do fazer) aliadas às técnicas (como fazer).
8.5. Entendemos que a distância como um componente estratégico que está dividido em três categorias – curta, média e longa, e que depende da imprevisibilidade da luta e do jogo do adversário. Acreditando que, na mesma modalidade, é possível pensar a distância de três maneiras, como se cada técnica exigisse um espaço distinto para ser executada.
9. LUTAS NO LAZER E NA ATIVIDADE FÍSICA, ENQUANTO POSSIBILIDADE DE LAZER EM ESPAÇOS NÃO FORMAIS
9.1. O termo lazer é atualmente utilizado de forma crescente, podendo ser empregado em sua concepção real ou ser associado a palavras como entretenimento, turismo, divertimento e recreação, porém o sentido do lazer é tão polêmico quanto a origem e o sentido do termo ócio.
9.2. o sentido da palavra “lazer”, quando incorporada ao nível comum do vocabulário tem como objetivo a vivência ou a necessidade de lazer por isto, varia de acordo com a situação sócia econômica, a faixa etária e mesmo o sexo das pessoas.
9.3. O lazer pode ser incorporado nos esportes de combate com objetivo tático e stratégico onde pode-se desenvolver o saber lutar através dos tipos de contatos que são: contínuas (ações continuadas envolvendo o agarre), intermitente (ações sequenciadas partes do corpo – soco e chutes) e mediado (ações dependentes de implementos).
9.4. Lutas em espaços não formais
9.4.1. Os espaços não formais têm se tornado uma importante estratégia para a educação cientifica e construção do conhecimento, já que as escolas por si só não são capazes de educar cientificamente e transmitir todo o conhecimento científico ao aluno, sendo assim “esses espaços se tornam de fundamental importância no ensino-aprendizagem deles.
9.4.2. A Educação Não Formal, embora também obedeça a uma estrutura e uma organização, é diferente da Formal, por não apresentar fixação de tempo e local, e exibir uma maior flexibilidade na organização dos conteúdos.
9.5. Lutas e Ludicidade
9.5.1. Podemos considerar a ludicidade, como estratégia insubstituível na dimensão da construção dos saberes, na construção de todo conhecimento e nas amplas progressões das habilidades e competências, como ferramenta primordial na progressão pessoal e sistêmica, intrínseca a ação da construção de novas descobertas.
10. AS LUTAS NA BNCC, COMO UNIDADE TEMÁTICA OBRIGATÓRIA DENTRO DO CONTEXTO ESCOLAR
10.1. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica.
10.2. competências e habilidades na BNCC
10.2.1. No âmbito escolar, a competência “enfatiza a mobilização de recursos, conhecimentos ou saberes vivenciados. Manifesta-se na ação ajustada diante de situações complexas, imprevisíveis, mutáveis e sempre singulares.
10.2.2. Há três elementos fundamentais comuns que envolvem às práticas corporais: movimento corporal como elemento essencial; organização interna (de maior ou menor grau), pautada por uma lógica específica; e produto cultural vinculado com o lazer/ entretenimento e/ ou o cuidado com o corpo e a saúde.
10.3. Lutas como unidade temática
10.3.1. Nos anos finais do ensino fundamental, as lutas estão presentes da seguinte forma, a partir de dois objetos de conhecimento distintos: nos sexto e sétimo anos, têm-se as “lutas do Brasil”, enquanto no oitavo e nono anos, há as “lutas do mundo” (BRASIL, 2017, p. 231).
10.3.2. A unidade temática Lutas focaliza as disputas corporais, nas quais os participantes empregam técnicas, táticas e estratégias específicas para imobilizar, desequilibrar, atingir ou excluir o oponente de um determinado espaço, combinando ações de ataque e defesa dirigidas ao corpo do adversário.
11. PREPARAÇÃO FÍSICA NOS ESPORTES DE COMBATE
11.1. A prática de atividade física regular, permanente e orientada é de fundamental importância para a manutenção da saúde, adquirindo qualidade de vida, potencializando a prevenção de doenças que podem surgir com a inatividade física e o sedentarismo.
11.2. A atividade física pode ser definida como “qualquer tipo de movimento corporal que envolva gasto energético devido à contração muscular esquelética, ou seja, engloba várias atividades voluntárias, como as de lazer, ocupacionais, domésticas e de deslocamento”.
11.2.1. • Aumento da resistência aeróbia no desempenho de tarefas específicas; • Melhora da capacidade funcional do sistema circulatório e respiratório; • Melhora da força e flexibilidade dos músculos e articulações; • Reduz os riscos de lesões na região lombar; • Desenvolve a força do sistema esquelético; • Controla o peso e reduz a gordura corporal • Exerce ação positiva sobre os órgãos internos; • Retarda o processo fisiológico de envelhecimento; • Desenvolve as capacidades físicas; • Diminui o gasto energético e consequentemente a fadiga para tarefas específicas; • Alivia o estresse e a tensão; • Estimula a atividade mental e; • Reduz o risco de doenças crônicas não transmissíveis.
11.3. capacidades físicas
11.3.1. as capacidades físicas são “componentes do rendimento físico, são elas que nós utilizamos para realizar os mais diversos movimentos durante a nossa vida. São em um total de cinco: Resistência, Força, Flexibilidade, Potência muscular e capacidade aeróbia e anaeróbia”.
11.3.2. O treinamento físico nos esportes de combate atualmente é importantíssimo, pois influenciará na força, flexibilidade, velocidade, explosão e resistência do atleta, bem como está diretamente ligado ao desenvolvimento técnico e tático.