Tecido de Revestimento Epiderme e Periderme

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Tecido de Revestimento Epiderme e Periderme por Mind Map: Tecido de Revestimento Epiderme e Periderme

1. O QUE SÃO?

1.1. São responsáveis por revestir o corpo do vegetal, sendo, portanto, os mais externos de uma planta.

1.2. Atuam garantindo, principalmente, proteção ao vegetal.

2. PERIDERME

2.1. O QUE É?

2.1.1. O conjunto de tecidos de revestimento de origem secundaria.

2.2. ESTRUTURA

2.2.1. É composta pelo felema, ou súber, pelo felogênio e pela feloderme.

2.2.1.1. FELEMA

2.2.1.1.1. Composto por células que variam em forma; retangulares, quadradas, arredondadas ou em paliçada na seção transversal. Irregulares na seção longitudinal; As vezes alongadas tanto no sentido tangencial quanto no radial

2.2.1.1.2. As células desprovidas de conteúdo visível, porém em alguns casos e possível observar acúmulo de conteúdo resinoso ou de compostos fenólicos

2.2.1.2. FELOGÊNIO

2.2.1.2.1. Contém somente um tipo de célula meristemática de origem secundaria.

2.2.1.2.2. As células são unifaciais (ocorrem apenas centrifugamente), em alguns casos, são bifaciais (centripetamente).

2.2.1.3. FELODERME

2.2.1.3.1. Consiste de células parenquimáticas ativas, semelhantes ao parênquima cortical. É constituída de apenas uma camada de células ou de, no máximo, três ou quatro camadas.

2.2.1.3.2. Os componentes celulares com diferentes funçõs. Alguns contém cloroplastos (contribuem com a capacidade fotossintética da planta), outros produzem compostos fenolicos (formando estruturas secretoras, ou ainda originam esclereídes)

2.3. LENTICELAS

2.3.1. As células da periderme apresentam-se geralmente em arranjo compacto, exceto nas áreas das lenticelas.

2.3.2. A formação de lenticelas pode ocorrer concomitantemente com o desenvolvimento da primeira periderme, ou um pouco depois, e o tempo necessário para isso varia conforme as diferentes espécies.

2.4. DESENVOLVIMENTO

2.4.1. A formação está relacionada não só com a idade do órgão, mas também com as condições ambientais e com possíveis lesões na superfície do órgão.

2.4.2. Em caules e raízes, as primeiras peridermes aparecem geralmente em seu primeiro ano de crescimento e se formam de maneira uniforme ao redor da circunferência do órgão.

2.5. ASPECTO EXTERNO

2.5.1. A textura externa da superfície do tecido de revestimento pode apresentar padrões característicos dentro de determinados grupos ou variar entre as espécies e entre indivíduos de uma mesma espécie, dependendo do habitat, região do órgão e idade do espécime

2.5.2. As camadas externas da periderme podem persistir no órgão ou ser eliminadas continuamente, a medida que peridermes sequenciais se desenvolvem.

2.5.2.1. Quando não se observam sulcos, estrias ou fissuras na superfície externa da periderme, diz-se que a textura é lisa.

2.5.2.2. A presença e a posição de sulcos, estrias e fissuras nas camadas externas da periderme, formações que se dispõem predominantemente em sentido longitudinal e se distribuir paralelamente, de forma reta/ondulada, resulta na textura fissurada,/fendilhada.

2.5.2.3. Quando as formações dispõem-se longitudinal e transversalmente, delimitando placas quadradas/retangulares e as placas são pequenas, dando a superfície o aspecto de rede, formam a textura rendilhada.

2.5.2.4. Quando as camadas externas da periderme são continuamente eliminadas, esta é denominada esfoliante.

2.6. FUNÇÃO E APLICAÇÃO: ASPECTOS FISIOLÓGICOS E ECOLÓGICOS

2.6.1. Além de sua função de proteção dos tecidos internes e de cicatrização nos casos de lesões, apresenta características estruturais (propriedades físico-químicas), que conferem maior/menor grau de adaptação da planta as condições do ambiente, ou, criar um microclima junto ao tronco.

2.6.2. O tecido de revestimento externo protege a planta contra temperaturas extremas (fogo, geada e radiação solar). Evita superaquecimento das estruturas internas, constituindo-se num isolante térmico.

2.7. ASPECTO TAXONÔMICOS

2.7.1. O desenvolvimento da periderme resulta em aspectos bastante variáveis na casca.

2.7.2. Tanto o aspecto externo da casca quanto os internos, macroscópicos e microscópicos, contribuem de modo significativo para os estudos taxonômicos e do lenho. Facilita a identificação da casca e incrementar os seus estudos.

2.8. ASPECTOS ECONÔMICOS

2.8.1. A periderme e a casca das arvores podem ter propriedades que as transformam em matéria-prima para diversos fins.

2.8.2. A exploração dessa matéria-prima leva a devastação do ambiente e, ou, extinção da espécie da arvore utilizada, caso seja feita de forma desordenada e indiscriminada.

3. EPIDERME

3.1. O QUE É?

3.1.1. É o tecido mais externo dos órgãos vegetais em estrutura primária, sendo substituída pela periderme em órgãos com crescimento secundário.

3.2. ORIGEM

3.2.1. Origina-se nos meristemas apicais, mais precisamente na protoderme.

3.2.2. As células da epiderme desenvolvem-se por diferenciação das células proíodérmicas.

3.3. FUNÇÃO

3.3.1. A principal função da epiderme é a de revestimento.

3.3.2. Trocas gasosas (estômatos), absorção de água e sais minerais (pêlos radiculares).

3.4. CARACTERÍSTICAS DAS CÉLULA

3.4.1. Caracterizam-se por estarem perfeitamente justapostas, sem deixar espaços intercelulares.

3.4.2. São vivas, vacuoladas, podendo conter vários tipos de substâncias (taninos, mucilagem, cristais e pigmentos).

3.4.3. A maior parte do tecido é composta por células epidérmicas comuns (ordinárias), células epidérmicas em paliçada, epidermes secretoras de nectários e coléteres e epidermes com células isodiamétricas.

3.5. PAREDE CELULAR

3.5.1. A parede das células epidérmicas apresenta cutina, principalmente nas partes aéreas da planta. Podem conter lignina e mucilagem.

3.5.1.1. Cutina é um composto de lipídios, poliésteres insolúveis, de alto peso molecular, resultante da polimerização de certos ácidos graxos produzidos.

3.5.2. Em corte transversal, a parede periclinal externa pode ser plana ou convexa, e em geral é mais espessada que a parede periclinal interna.

3.5.3. Em vista frontal, podem ser retas, curvas ou sinuosas.

3.5.4. Contém paredes anticlinais e a periclinal interna, onde são ricas em campos de pontoação primária e plasmodesmos.

3.6. ESTÔMATOS

3.6.1. Originam-se de uma divisão anticlinical assimétrica de uma célula protodérmica, cuja célula menor resultante é a célula-mãe cia célula-guarda

3.6.2. Podem desenvolver-se entre as células comuns da epiderme ou entre as células subsidiárias, cujo número e disposição são variáveis

3.6.3. Classificação

3.6.3.1. Anomocítico (ranunculáceo) - Envolvido por um número variável de células que não diferem em formato e tamanho das demais células epidérmicas

3.6.3.2. Anisocítico (crucífero) - Circundado por três células subsidiárias de tamanhos diferentes

3.6.3.3. Paracítico (rubiáceo) - Acompanhado, de cada lado, por uma ou mais células subsidiárias posicionadas de forma que o seu eixo longitudinal fica paralelo à fenda estomática

3.6.3.4. Diacítico (cariofiláceo) - Envolvido por duas células subsidiárias posicionadas de modo que o seu maior eixo forma um ângulo reto com a fenda estomática

3.6.3.5. Actinocítico - Estômato em torno do qual as células subsidiárias se dispõem radialmente.

3.7. APÊNDICES EPIDÉRMICOS

3.7.1. Podem ser classificados em: Tectores ou não-glandulares, e glandulares.

3.7.1.1. TRICOMAS TECTORES (NÃO-GLANDULARES)

3.7.1.1.1. Podem ser unicelulares, ou simples, multicelulares e radiculares

3.7.1.2. TRICOMAS GLANDULARES

3.7.1.2.1. Estão envolvidos com secreção de várias substâncias, como óleos, néctar, sais, resinas, mucilagem, sucos digestivos e água.

3.7.1.2.2. A extremidade desses tricomas é formada por uma cabeça uni ou multicelular, que pode apresentar grande variedade de formas e tamanhos

3.8. CÉLULAS ESPECIALIZADAS

3.8.1. Suberosas e Silicosas

3.8.1.1. São células pequenas, que se encontram aos pares entre as células longas da epiderme das Poaceae (Gramineae).

3.8.1.2. As células suberosas apresentam suas paredes suberificadas, o lume é altamente vacuolizado e preenchido com substâncias ergásticas.

3.8.1.3. As silicosas possuem corpos silicosos de forma variada (circular, elíptica) no lume, ou a sílica pode ser depositada na parede celular.

3.8.2. Buliformes

3.8.2.1. São células maiores que as demais epidérmicas e possuem parede celular fina e grande vacúolo.

3.8.2.2. Constituem inteiramente a epiderme da face adaxial ou ocupam áreas isoladas entre as nervuras.

3.8.2.3. Com menos freqüência, podem estar presentes na epiderme da face abaxial da folha.

3.8.3. Papilas

3.8.3.1. São pequenas projeções da parede periclinal externa das células epidérmicas, com forma variada.

3.8.3.2. Encontram-se na face abaxial das folhas e, quando se localizam próximas aos estômatos, podem possuir ramificações.

3.8.4. Litocisto

3.8.4.1. São células grandes, que contêm um cristal de carbonato de cálcio denominado cistólito.

3.8.4.2. Se forma a partir de invaginação da parede celular, onde se verificam deposições de carbonato de cálcio, pectoses e sílica, resultando num cristal complexo.