1. Aedes Aegypti
1.1. Características Morfológicas
1.2. Sifão respiratório curto e um tufo de cerdas no sifão.
1.3. Adulto tem um desenho em forma de lira no tórax.
1.4. Ciclo
1.4.1. Ovos
1.4.2. Cada fêmea põe de 70 a 150.
1.4.3. Postos em intervalos de 1 ou mais dias.
1.4.4. Larvas
1.4.5. As fêmeas alimentam-se de sangue (hematofagismo), pois têm necessidade de que se processe a maturação dos ovos.
1.4.5.1. Os machos alimentam-se de sucos de frutas e néctar de flores.
1.5. O ciclo dura 11 a 18 dias em temperatura de 26°C.
1.6. Importância em Medicina Veterinária e Saúde Pública
1.6.1. Transmite a febre amarela e a dengue.
1.7. Controle
1.7.1. A maneira mais eficaz de combate, é a eliminação dos criadouros
1.7.1.1. Medidas simples como: manter hermeticamente fechadas caixas-d’água, tonéis e barris; manter garrafas com o gargalo para baixo; manter o lixo em local apropriado, ensacado e em recipientes bem fechados; não deixar água acumulada em reservatórios de plantas, pratos e pneus; manter ralos fechados após o uso etc., são fundamentais para evitar criadouros.
2. Culex
2.1. Características Morfológicas
2.1.1. As larvas apresentam sifão respiratório com vários tufos de cerdas. Quando em repouso, costumam assumir posição oblíqua em relação à superfície da água
2.1.1.1. Fêmeas com palpos curtos e antenas com poucas cerdas
2.1.1.1.1. Machos com palpos longos e antenas com muitas cerdas
2.2. Ciclo
2.2.1. Ovos
2.2.1.1. Larvas
2.2.1.1.1. Pupa
2.2.1.2. L1, L2, L3 e L4
2.2.1.3. Alimentam-se de microrganismos e pequenos invertebrados que fazem parte do zooplâncton. São vermiformes e desprovidas de patas e asas. O corpo da larva é constituído de cabeça, tórax e abdome. A respiração é feita por um sifão respiratório na extremidade final do abdome.
2.3. Importância em Medicina Veterinária e Saúde Pública
2.3.1. A Culex quinquefasciatus transmite Wuchereria bancrofti (filária, agente etiológico da elefantíase, ou filariose linfática).
2.3.1.1. Outras espécies de Culex são responsáveis pela transmissão de encefalite equina nas Américas do Norte e Central.
2.4. Controle
2.4.1. A maneira mais eficaz de combate, é a eliminação dos criadouros
2.4.1.1. Medidas simples como: manter hermeticamente fechadas caixas-d’água, tonéis e barris; manter garrafas com o gargalo para baixo; manter o lixo em local apropriado, ensacado e em recipientes bem fechados; não deixar água acumulada em reservatórios de plantas, pratos e pneus; manter ralos fechados após o uso etc., são fundamentais para evitar criadouros.
3. Culicoides sp
3.1. Características Morfológicas
3.1.1. Bem pequeno; varia de 1 a 3 mm
3.1.2. Peças bucais curtas, pungitivas e sugadoras nas fêmeas
3.1.3. Asas hialinas com manchas claras e escuras recobertas de curta pilosidade
3.1.4. Antenas longas com 14 segmentos com formato de contas de rosário, plumosas nos machos.
3.2. Ciclo
3.2.1. Ovos
3.2.1.1. São alongados e levemente encurvados; o período de incubação é de 2 a 7 dias, dependendo das condições do ambiente.
3.2.1.2. São postos em água doce ou salgada
3.2.2. Larvas
3.2.2.1. Há quatro estágios larvais.
3.2.2.2. Desenvolvem-se em meio aquático ou semiaquático, isto é, em terrenos lodosos ou de muita umidade, tanto em água doce como salobra. Os ecossistemas de manguezais são considerados habitats preferenciais.
3.2.2.3. O período de desenvolvimento larval varia de 4 a 5 dias até várias semanas, dependendo das condições de temperatura e umidade. Em países temperados, esse período pode estender-se consideravelmente, porque as larvas de quarto estágio entram em diapausa.
3.2.2.4. As larvas nadam com agilidade e alimentam-se de vegetais em decomposição ou são predadoras de pequenos nematódeos, rotíferos, protozoários e pequenos artrópodes.
3.2.3. Pupa
3.2.3.1. Correspondem a um breve estágio de desenvolvimento (2 a 3 dias), que pode, ocasionalmente, estender-se por 3 a 4 semanas, dependendo da espécie e das condições de temperatura. Podem ser encontradas livres, flutuando na água ou fixas ao substrato.
3.2.4. Adulto
3.2.4.1. Sobrevivem por aproximadamente 20 a 30 dias, mas, excepcionalmente, podem sobreviver por longos períodos (44 a 90 dias).
3.2.4.2. As fêmeas são hematófagas e atacam vorazmente o ser humano.
3.2.4.3. Os machos não são hematófagos.
3.2.5. Habitats
3.2.5.1. Vive nos mangues e em terrenos pantanosos, pois se desenvolvem em certo grau de salinidade.
3.3. Importância em Medicina Veterinária e Saúde Pública
3.3.1. Os ceratopogonídeos são vetores de protozoários e filarídeos para humanos, aves e mamíferos.
3.3.2. Causam dermatite alérgica em cavalos.
3.3.3. Transmitem viroses a humanos e animais, como o vírus do Oropouche (para humanos) nas Américas e o vírus da língua azul (para bovinos e ovinos).
3.4. Controle
3.4.1. Aterramento de manguezais
4. Litzomyia sp.
4.1. Características Morfológicas
4.1.1. Palpos maiores que a probóscida, com 3 a 5 artículos.
4.1.2. Abdome com dez segmentos; do oitavo em diante, os segmentos se modificam e formam as peças do aparelho genital.
4.1.3. Olhos compostos, que ocupam grande parte da cabeça.
4.2. Ciclo
4.2.1. Ovos
4.2.1.1. Os ovos dos psicodídeos são alongados, pardo-escuros; são depositados em ambientes aquáticos, semiaquáticos ou, ainda, terrestres, porém com alto teor de umidade, isoladamente ou em grupos.
4.2.1.2. Em condições ótimas de temperatura e umidade, desenvolvem-se em aproximadamente 1 semana, quando ocorre, então, a eclosão larval.
4.2.2. Larva
4.2.2.1. Há quatro estádios larvais.
4.2.2.2. Após a ecdise, somente se movimentam depois do endurecimento da quitina, e seu deslocamento é semelhante ao deslocamento de larvas de lepidópteros.
4.2.2.3. O desenvolvimento larval da família Psychodidae ocorre na água, em matéria vegetal em decomposição, nos buracos de árvores cheios de folhas apodrecidas, em excrementos encontrados com restos vegetais e em alimentos em tocas de animais.
4.2.2.4. O desenvolvimento larval se dá em 30 dias e, depois de quatro mudas de pele, passam a pupa.
4.2.3. Pupa
4.2.3.1. Há nove segmentos abdominais.
4.2.3.2. Antes de entrar na pupação, a larva cessa a alimentação e busca um substrato mais sólido, onde normalmente se fixa.
4.2.3.3. Não se alimentam e respiram, por meio de espiráculos respiratórios.
4.2.3.4. A fase de pupa transcorre entre 10 e 15 dias, ao final dos quais emerge o adulto por uma fenda longitudinal mediana na face dorsal da pupa.
4.2.4. Adulto
4.2.4.1. O aparelho bucal das fêmeas é adaptado para sugar sangue, elemento essencial para a maturação dos ovos.
4.2.4.2. Os machos nutrem-se de sucos vegetais.
4.2.4.3. Algumas espécies aparecem, eventualmente, no interior de habitações humanas ou de abrigos de animais domésticos, escondendo-se em cantos escuros durante o dia e saindo à noite em busca de alimento.
4.2.4.4. A longevidade dos adultos é de 27 dias.
4.3. Importância em Medicina Veterinária e Saúde Pública
4.3.1. São transmissores da Leishmania sp., o agente etiológico da leishmaniose visceral, cutânea e cutaneomucosa.
4.3.2. Transmitem também muitos vírus, entre os quais o responsável pela febre dos 3 dias (febre papatasi), muito conhecida na Europa.
4.4. Controle
4.4.1. O tipo de controle que se faz com relação aos psicodídeos está intimamente relacionado à epidemiologia da leishmaniose e, portanto, deve-se proceder a estudos sobre as espécies vetoras, densidade vetorial, dispersão das espécies, grau de antropofilia e exofilia e infecção natural. A partir disso, poderá ser feito o controle dos mosquitos no domicílio e peridomicílio utilizando-se inseticidas, preferencialmente de poder residual, em paredes do domicílio, canis, paióis etc., com piretroides, carbamatos e organofosforados, a critério da vigilância sanitária. Orienta-se também o uso de proteção individual, como mosquiteiros, repelentes, calças compridas, roupas de mangas compridas, meias e sapatos e telagem de janelas.
5. FAMILIAS
5.1. Culicidae
5.2. Ceratopogonidae
5.3. Psychodidae
5.4. Simuliidae
6. Anopheles
6.1. Características Morfológicas
6.1.1. Probóscida bem desenvolvida e palpos retos
6.1.2. Larvas sem sifão respiratório
6.1.3. Pupas com trompa respiratória de forma cônica curta e de abertura larga.
6.1.4. Fêmeas com palpos delgados e do mesmo comprimento da probóscida
6.1.5. Machos com os últimos segmentos do palpo dilatados e pilosos, dando aspecto de clava
6.1.6. Ângulo quase reto ao substrato.
6.2. Ciclo
6.2.1. Habitat
6.2.1.1. Lagoas, rios, lagos e represas
6.2.2. Alimentação
6.2.2.1. Zoofílico e Exofílico
6.3. Importância em Medicina Veterinária e Saúde Pública
6.3.1. Veiculador da malária
6.4. Controle
6.4.1. Proteção individual contra os mosquitos vetores, como uso de mosquiteiros, telagem em janelas, uso de inseticidas no interior de residências.