Ética: da Modernidade à atualidade.

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Ética: da Modernidade à atualidade. par Mind Map: Ética: da Modernidade à atualidade.

1. Princípio da igualdade:

1.1. Em 1970, o termo Bioética passou a designar uma concepção de ética ligada a todos os aspectos da vida no planeta, incluindo reflexões e discussões sobre os direitos de seres que possuem autonomia limitada por causas naturais ou sociais.

1.1.1. Nesse contexto, tem-se como destaque a obra do filósofo australiano Peter David Singer. Ele retoma o princípio de igualdade, defendido pelo utilitarismo, afirmando que todos os indivíduos têm direitos iguais, excluindo qualquer tipo de discriminação, como racismo, sexismo, especismo. Também, fala da importância de evitar o sofrimento para todos aqueles que têm a capacidade de senti-lo.

2. Banalidade do mal:

2.1. A filósofa e teorista alemã, Hannah Arendt analisou o julgamento de um nazista e observou que apesar de seus crimes cometidos, ele não parecia um monstro e sim uma pessoa que não pensava sobre si, apenas seguia ordens.

2.1.1. Com base nisso, refletiu sobre a expressão "banalidade do mal", demonstrando que na ausência do pensamento crítico e reflexivo, a maldade surge e é tratada de uma forma banal, mesmo com suas terríveis consequências, concluindo que não podemos abdicar da nossa capacidade de pensar.

3. Ética discursiva:

3.1. A ética do filósofo alemão Jurgen Habermas apresenta uma nova visão da racionalidade, sendo capaz de contribuir para a solução de problemas atuais, por meio da comunicação.

3.1.1. Ele afirma que a reflexão ética tem que se centrar na ação coletiva, dependendo do diálogo argumentativo entre as pessoas, propondo uma ética discursiva com o fundamento no conceito da razão comunicativa.

4. Cuidado de si:

4.1. Na segunda metade do século XX, o filósofo francês Michel Foucault apresentou o conceito de cuidado de si, que refere-se a um conjunto de experiências e métodos com o intuito de ampliar o autoconhecimento e o autocuidado, tendo como resultado a transformação do ser e a reorganização de seus princípios éticos.

4.1.1. Para ele, o ser humano é capaz de se conhecer, distinguindo entre a própria subjetividade e a imposição ou costume.

5. Direitos humanos:

5.1. O filósofo espanhol Fernando Savater reflete a respeito de questões contemporâneas. Segundo ele, o maior fundamento da ética é o amor-próprio, ou seja, o desejo de conservar, potencializar e perpetuar a si mesmo.

5.1.1. Acredita no individualismo, dizendo que a virtude é uma prática individual, porém, também defende a participação social e o reconhecimento dos direitos humanos, afirmando que todo o ser humano tem os seus direitos.

5.2. O filósofo espanhol Fernando Savater reflete a respeito de questões contemporâneas. Segundo ele, o maior fundamento da ética é o amor-próprio, ou seja, o desejo de conservar, potencializar e perpetuar a

6. Dever e lei moral: imperativo categórico:

6.1. Para Immanuel Kant, o homem é mau por natureza, porém apresenta instintos para o bem. Também, disse que, algumas vezes, as pessoas se sentiam insatisfeitas, fazendo de tudo para realizarem seus prazeres egoístas.

6.1.1. Então, Kant ressaltava que somente a razão era a condição necessária para a liberdade e moralidade, ou seja, o ser humano só é livre se agir pelo dever, guiado pela razão.

6.1.1.1. Nesse sentido, desenvolveu um conceito chamado de Imperativo Categórico, que defende que todo o ser humano deve agir conforme os princípios morais, observando o ser humano sempre como um fim e nunca como um meio, ou seja, agir sempre como o esperado de todos numa mesma situação.

7. Utilitarismo e cálculo ético:

7.1. o Utilitarismo foi criado no séc. XVIII pelos filósofos britânicos Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873), sendo uma teoria filosófica que tem como o objetivo o conceito de ação moral às suas consequências práticas, baseando-se no princípio da utilidade para avaliar o caráter moral de uma ação cujo seu valor máximo é a felicidade geral.

7.1.1. Com base nesse princípio, Bentham deu a proposta da realização do cálculo ético para avaliar a modalidade das ações, tendo que observar as consequências das ações para sempre escolher aquelas que favorecem o maior número de pessoas. Assim, o utilitarismo achava justo sacrificar a minoria em favor da maioria.

8. Panoptismo:

8.1. O filósofo Jeremy Bentham acreditava que a felicidade geral tivesse como consequência a obediência do cidadão em relação ao Estado e que a sua desobediência às leis causa a insegurança de todos.

8.1.1. Então, ele desenvolveu o conceito de panoptismo, "visão total", que resultou em um projeto arquitetônico arredondado que favorece a vigilância das pessoas, podendo ser utilizado em presídios, manicômios, escolas, etc.

9. Transvaloração:

9.1. Friendrich Nietzsche, no fim do século XIX, propôs uma severa crítica à moral. Começou-se a questionar os valores morais, como o bem e o mal, buscando suas origens para mostrar que eles não eram absolutos ou eternos.

9.1.1. Essa ação ficou conhecida como "genealogia da moral", resultando na transvaloração, que é uma modificação de valores defendidos pela ética racionalista e cristã, pretendendo submeter a moral à vida, à natureza.

9.1.2. Defendia a força vital do ser humano como o único valor absoluto.

9.1.2.1. Para ele, tudo era dotado de impulsos, tendo o impulso criador - a vontade de potência - que era atribuído a toda a naureza.

10. Moral Nietzschiana:

10.1. Niezstch definia o bem como nobreza, excelência e força de quem fosse capaz de amar a vida.

10.1.1. Definiu como fracos e ressentidos aqueles que sacrificam seus impulsos vitais e os fortes (pessoas boas) pessoas que não conheciam a angústia, o medo ou o remorso, sendo pessoas que aceitam e amam a vida, seja ela como é.

11. Existencialismo:

11.1. Surgiu na primeira metade do século XX e investiga o sentido da existência humana. Seus representantes veem o ser humano como um ser inacabado, livre para construir sua própria essência, sendo o responsável por aquilo que se tornará.

11.1.1. JEAN-PAUL SARTRE: Um dos principais representantes do pensamento existencialista. Ele afirmava que "o existencialismo é um humanismo", ou seja, uma corrente que privilegia o ser humano. Para ele, a essência precede a existência.

11.1.2. SIMONE DE BEAUVOIR: Analisou de forma crítica o papel da mulher na sociedade do século XX, defendendo a independência e a liberdade intelectual das mesmas, ou seja, que a identidade feminina não era uma coisa aprendida e sim pelas escolhas das mulheres.

11.1.3. MARTIN HEIDEGGER: Usava o termo dasein para se dirigir ao homem. De acordo com Martin, o dasein é aquele que aparece, existe, residindo as possibilidades de ser e ele age no mundo em que está inserido, articulando-se com tudo e todos com ele, porém o daesin não é um objeto de instrumento, já que tem a capacidade de compreender sua própria existência.

12. Na antiguidade grega, os filósofos entenderam a busca do bem como realização da própria da natureza humana, marcada pela razão, significando para eles que agir bem era agir de acordo com a racionalidade, tendo teorias éticas racionalistas.

12.1. Já no pensamento moderno, as teorias filosóficas seguiam outros fundamentos para a ação ética, como o dever e a utilidade, predominando o racionalismo, abalada pelo pensamento contemporâneo, que era o desenvolvimento de reflexões sobre acontecimentos recentes de grandes consequências para a humanidade.

12.1.1. Então, a ética é um conjunto de valores morais e princípios que orientam a conduta humana na sociedade, servindo como equilíbrio e um bom funcionamento social.