1. INTRODUÇÃO:
1.1. Esse artigo é um estudo de caso decorrente do atendimento psicológico clínico de uma paciente de 37 anos, do sexo feminino, que está em seu terceiro ano de acompanhamento; .
1.1.1. No artigo relata-se os conteúdos trabalhados ao longo de nove sessões realizadas no primeiro semestre do ano de 2017, entre os meses de março e maio, onde tiveram duração média de 50 minutos cada. Esse atendimento aconteceu na Clínica de Psicologia do Ambulatório Universitário, os encontros foram agendados semanalmente e conduzidos pela estagiária como exigência no cumprimento do componente curricular Estágio Curricular Supervisionado I, sob a supervisão de uma professora e psicóloga da instituição;
1.1.1.1. Avisa-se ao leitor as divisões do texto, como na primeira parte onde são apresentados os aspectos teóricos que caracterizam a personalidade histriônica e sua diferenciação da personalidade histérica. Já na segunda parte, relata-se o caso, com a descrição e curso do tratamento. Por fim, é feita a análise da conduta terapêutica de acordo com a psicodinâmica identificada.
2. OBJETIVO
2.1. O objetivo foi relatar o caso para promover discussões sobre a hipótese diagnóstica, manejo e conduta do profissional da psicologia.
3. DISCUSSÕES TEÓRICAS
3.1. PERSONALIDADE HISTRIÔNICA
3.1.1. Pessoas com essa personalidade destacam-se pela constante variação de humor, somatização, necessidade de estar no centro das atenções, dificuldade de lidar com conflitos e apresenta distorções da realidade;
3.1.2. É mais acometido em mulheres;
3.1.3. Pessoas com essa personalidade são bastante dramáticas, teatrais e influenciáveis;
3.1.4. Apresentam dificuldade em aceitar críticas, são intolerante e se frustram diante da não realização dos desejos;
3.1.5. São carentes e temem abandono.
3.2. APRESENTAÇÃO DO CASO
3.2.1. Paciente Vera, tem 37 anos e está no terceiro ano de acompanhamento terapêutico;
3.2.2. A paciente vivenciou fortes episódios depressivos desde o falecimento de sua mãe, há quatro anos, chegando a ser internada em uma instituição psiquiátrica, pois não conseguia se alimentar. Nesse ano tem desejo em trabalhar sobre questões relacionadas à ansiedade. Vera durante as sessões sempre apresentou aspectos cognitivos conservados, como a atenção, a consciência e a linguagem;
3.2.3. Vera é casada há 20 anos com seu primeiro namorado e tem um filho de 15 anos; os três residem juntos, e no mesmo terreno há outra casa onde moram seus sogros. Vera nunca trabalhou, portanto todos dependem financeiramente da renda limitada do marido;
3.2.4. A paciente faz uso de medicação controlada, como a carbamazepina, que é um fármaco psicoativo anticonvulsivante, que é muito indicado para regulação do humor em desordens maníaco-depressivas da bipolaridade;
3.2.5. Vera apresenta em seu discuso muitos conflitos e com recorrentes variações de humor.
3.3. PSICODINÂMICA E CONDUTA TERAPÊUTICA
3.3.1. Não foi possível um diagnóstico completo da paciente, pois esta apresentava muitas queixas que eram relacionadas com sintomas mas nenhuma mania o que fez com que fosse descartada a hipótese de bipolaridade;
3.3.2. Mas através de escuta ativa e rapport, foi estabelecida uma conversação para o progresso da terapia, quando também foi firmado o contrato terapêutico com Vera.