IMAGEM E CULTURA

Lancez-Vous. C'est gratuit
ou s'inscrire avec votre adresse e-mail
IMAGEM E CULTURA par Mind Map: IMAGEM E CULTURA

1. O vicio da imagem e a necessidade da mesma afeta diretamente na nossa criatividade e imaginação. "A civilização da imagem".

2. Ítalo Calvino fala que nossas mentes estão tão sobrecarregadas pelo excesso de informações e imagens que nosso cérebro se torna um tipo de depósito de lixo, com imagens fragmentadas e que poucas delas serão relevantes

3. Litografia e o daguerreótipo

3.1. LITOGRAFIA: Foi o processo que começou a "cultura da imagem" uma vez que ficou muito mais fácil propagar imagens impressas em jornais e revistas.

3.2. DAQUERREÓMETRO: Foi o primeiro processo fotográfico a ser anunciado e comercializado ao grande público e inaugurou a transição rumo às industrias visuais.

4. Com a multiplicação industrial dos recursos visuais e audiovisuais as pessoas começaram a ter acesso a elas desde muito novas e tendo uma codificação de imagem muito mais rápida.

4.1. Atualmente a imagem e processada muito mais rápida que qualquer palavra ou gesto, devido a esses estímulos visuais. A consciência passa a ser substituída por essas "máquinas de visão" que aceleram a nossa percepção do mundo ( através das imagens).

4.2. Com base nisso Virilio cita Paul Klee "agora os objetos me percebem" e fala que cada vez mais nos tornamos mais dependentes dessas máquinas de visão para percebermos o mundo ao nosso redor, levando a falência da nossa imaginação e a industrialização da mesma.

5. A arte e o artista ao serem introduzidos na cultura de massa perdem a sua essência, sua aura. A reprodução contínua da fotografia e do cinema, em ambos o conceito de cópia e original desaparece. A obra já não pode mais ser pensada em termos de possuir uma aura.

6. Essa nova cultura da imagem cria pessoas endeusadas (olimpianos modernos), onde a televisão os mostra como humanos, com suas alegrias e tristezas. Dessa forma nós nos identificamos com eles. Seguindo essa linha, são criados produtos com suas marcas próprias e seus rostos estampados neles, criando uma falsa aproximação com os espectadores.

6.1. Isso nos leva a querer consumir não o produto em si mas o conceito, o que ele representa. Levando o objeto a ser sinônimo de status.

7. Em conclusão, o problema não é relação entre a subjetividade e a imagem tecnológica, mas padronização da imagem, gostos, impondo um referencial único em osso dia-a-dia.

7.1. Nós somos moldados pela imagem e na imagem, por esse motivo ela nos é tão familiar, elas nos trazem uma infinidade de significados e emoções e por isso conseguimos compreende-las.

8. As técnicas de reprodução das imagens e videos levou a democratização da arte (cinemas, teatros, galerias).

8.1. Com a chegada da tecnologia e a reprodução em massa de obras e imagens foi possível o acesso das mesmos a classes mais baixas.

9. "A cultura da imagem"

9.1. As imagens sempre fizeram parte da história do homem, desde a época das cavernas, totens, esculturas e culturas. o que buscamos agora é descobrir o que especifica e caracteriza a nossa época.

9.2. As imagens possuem uma reprodução infinita

9.2.1. Segundo Benjamin essa reprodução infinita da imagem causa a perda da aura da mesma. Uma vez que ela ela só está presente quando a obra está presente fisicamente no local (original, única). "A arte tem valor enquanto a sua realidade exibível".

10. A produção em larga escala das imagens e reprodução das obras de arte muda a relação entre a arte e o observador, sendo que a foto de uma estátua não é a estátua em si.

10.1. Existem até artistas que levam esse tema para suas obras, como René Magritte em sua obra "Ceci n'est pas une pipe" - Isso não é um cachimbo.

10.2. Uma fotografia mantém sua essência mesmo sendo reproduzida inúmeras vezes, já uma pintura ou escultura, ao ser capturada por uma câmera, perde a sua.

11. Segundo Machado o marco da imagem técnica foi o Renascimento italiano.

11.1. A fotografia e o cinema foram filhas legitimas desse acontecimento, assim como o vídeo e a televisão.

12. O cinema antes de ser utilizado como forma de entretenimento foi usado para estudar o movimento.

12.1. De acordo com Bernardet o cinema nos imerge em uma realidade muito ilusória, onde nos deparamos com uma vida própria, brigas, romances, mesmo quando sabemos que são fantasia, nos envolvemos emocionalmente.

13. As "máquinas de visão" possibilitam a análise de detalhes que são imperceptíveis aos olhos humanos. As fotos e vídeos são cada vez mais usados para investigações, como elementos de análise e provas.

13.1. No século XVII começa a surgir um desequilíbrio na relação homem-máquina. Isso decorre-se da expansão do capitalismo, onde o Capital controla não apenas as atividades humanas mas também os maquinários.

14. Fotografia: a fotografia, diferentemente do cinema, transforma o espaço onde o homem age conscientemente para uma ação inconsciente.