Escritos em defesa da Igreja e do papado

Salesianidade

Lancez-Vous. C'est gratuit
ou s'inscrire avec votre adresse e-mail
Escritos em defesa da Igreja e do papado par Mind Map: Escritos em defesa da Igreja e do papado

1. História da Itália Primeira edição (1855-1856)

1.1. Entre as obras escritas por Dom Bosco na década de 1850, a História da Itália deve ocupar lugar de honra.

1.2. Finalidade e estilo

1.2.1. Sua finalidade era religiosa, moral e apologética.

1.2.2. Destinava-se às crianças, aos jovens e à gente do povo.

1.2.3. Linguagem essencial, simples e direta.

1.2.4. Narrativa simples na construção e a cronologia, muito seletiva, embora respeitando o material histórico do qual se servia.

1.3. Fontes

1.3.1. Fontes escassas

1.3.2. Bérault-Bercastel

1.3.3. História da Itália, de León Tettoni

1.3.4. História da Europa, de Hércules Ricotti

1.3.5. Dois livros que ele mais se baseou:

1.3.5.1. Série de História Universal, de Jules-Raymon Lamé-Fleury

1.3.5.2. Série sobre a história italiana intitulada Giannetto: letture elementari per fanciulli, de Luís Alexandre Parravicini.

1.4. Organização e conteúdos

1.4.1. Quatro partes

1.4.1.1. A Itália pagã, de suas origens ao início da Era Cristã;

1.4.1.2. A Itália Cristã, desde Cristo até o final do Império Romano do Ocidente (476 d.C);

1.4.1.3. A Itália medieval, de 476 até o descobrimento da América (1492);

1.4.1.4. E a Itália moderna, de 1492 até março de 1856.

1.4.2. Divisão

1.4.2.1. Dividida em capítulos com títulos concisos, centrados nas pessoas ou nos acontecimentos, preferencialmente de natureza religiosa

1.4.2.1.1. "A era dos mártires";

1.4.2.1.2. "As cruzadas";

1.4.2.1.3. "A batalha de Lepanto";

1.4.2.1.4. "Juliano, o apóstata";

1.4.2.1.5. "Gregório VII";

1.4.2.1.6. "O imperador Napoleão" etc.

1.4.2.1.7. Os temas sociais, políticos, econômicos... são evitados.

1.5. Ideologia

1.5.1. Lição de moral social e pessoal, uma lição modelada pelas ideias morais, religiosas e políticas do próprio Dom Bosco.

1.5.2. Para Dom Bosco, a virtude e o vício determinam o destino das nações, assim como as ações dos líderes políticos, dos artistas e, sobretudo, dos santos.

1.5.3. Insiste-se no papel da Providência e passa-se por alto pelas forças da história.

1.5.4. Ocasionalmente, faz comentários políticos com referência implícita ou explícita a situações de sua época.

1.5.4.1. Os comentários religiosos e políticos que salpicam a História da Itália são essencialmente os de um conservador que escreve com o espírito da Restauração.

2. Dom Bosco sempre defendeu a Igreja e o Papa até o fim de sua vida, e um dos meios era a divulgação de boa imprensa.

3. História da Itália Segunda edição (1859)

3.1. Revista, atualizada e ampliada

3.2. O objetivo da nova edição era adequá-la para ser utilizada como texto nas escolas secundárias e nas escolas de magistério.

3.3. Manteve a divisão de 4 partes da primeira edição, ampliou as primeiras seções e acrescentou 8 novos capítulos à quarte parte, que se ocupava da Itália moderna.

3.4. O novo período vai da Guerra da Crimeia (1854-1855, tratada na primeira edição) a março de 1859, pouco antes da Segunda Guerra de Independência Italiana, que envolveu o Piemonte e a França contra a Áustria.

3.5. Capítulos acrescentados

3.5.1. Capítulo 37 é dedicado ao terremoto de Nápoles, à abertura da China e à aparição do cometa Donati;

3.5.2. Capítulo 38, Dom Bosco apresenta personagens contemporâneos;

3.5.3. Capítulo 39 e 40, Dom Bosco faz uma reparação por ter omitido na primeira edição Joseph-Marie de Maistre;

3.5.4. Capítulo 41 fala de Antônio Cesari, da Congregação do Oratório, que escrevera sobre os clássicos religiosos italianos medievais;

3.5.5. Capítulo 42, Dom Bosco fala do poeta Vicente Monti;

3.5.6. Capítulo 43 apresenta o gênio das línguas, cardeal José Mezzofanti;

3.5.7. Capítulo 44 é dedicado a Sílvio Pellico, bibliotecário da marquesa de Barolo e amigo de Dom Bosco;

3.5.8. Capítulo 45, ao grande Antônio Rosmini-Serbati.

3.6. O periódico liberal e anticlerical mais importante de Turim, a Gazzetta del Popolo, publicou uma dura recensão da História da Itália, em 18 de outubro de 1859.

3.6.1. O crítico chamava Dom Bosco de "Padre Loriquet redivivo". O famoso jesuíta francês, Jean-Nicolas Loriquet (1767-1845) publicara uma História da França (1823) para uso nas escolas.

3.7. Crítica moderada de Nicolau Tommaseo

4. Vidas de papas (1857-1858)

4.1. Propósito da série

4.1.1. Este projeto tinha a finalidade apologética de defender o papado e, de modo especial, Pio IX, que se tornara muito impopular a partir de 1848. Segundo afirma Dom Bosco na introdução, o conhecimento dos fatos relacionados com o papado proporcionaria um antídoto contra “o ódio e a aversão dirigidas contra os papas e sua autoridade”. Começou assim, um projeto, curtamente hagiográfico, cuja dificuldade talvez não tenha previsto.

4.2. Vida de São Pedro

4.2.1. A vida de São Pedro foi a primeira de uma longa série sobre os antigos papas.

4.2.2. Serviu-se de uma obra em três volumes escrita por Luís Cuccagi e outra mais recente de Antônio Cesari. Utilizou dados do novo testamento, como também dos Atos de Pedro (apócrifos) e de outras legendas.

4.2.3. Depois de relatar o episódio de Pedro que caminha sobre as águas, escreve: “Os Santos Padres veem [neste episódio] os conflitos perigosos nos quais as cabeças da Igreja se encontraram algumas vezes. Contudo, Jesus Cristo, a cabeça invisível, vem logo ao resgate. Permite as perseguições, mas a vitória é sempre da Igreja.

4.3. Outras vidas dos primeiros papas

4.3.1. A vida de São Pedro foi seguida, por associação, pela de São Paulo, e depois, pela vida de outros papas.

4.3.2. Diversamente do que ocorreu com muitas de suas outras obras, as vidas dos papas não foram reeditadas durante a vida de Dom Bosco.