1. Sistemas Econômicos
1.1. Sistema de concorrência pura (sem interferência do governo):
1.1.1. Predomina o laissez-faire: expressão utilizada para identificar um modelo político e econômico de não-intervenção estatal. Seus defensores, em geral, acreditam que o mercado é capaz de se regular sozinho, sem a necessidade de subsídios ou regulamentações criadas pelo Estado. Tendo as prerrogativas:
1.1.1.1. Se houver excesso de oferta (ou escassez de demanda), formar-se-ão estoques nas empresas, que serão obrigadas a diminuir seus preços para escoar a produção, até que se atinja um preço no qual os estoques estejam satisfatórios. Existirá concorrência entre empresas para vender os bens aos escassos consumidores;
1.1.1.2. Se houver excesso de demanda (ou escassez de oferta), formar-se-ão filas, com concorrência entre consumidores pelos escassos bens disponíveis. O preço tende a aumentar, até que se atinja um nível de equilíbrio em que as filas não mais existirão.
1.1.2. Os problemas econômicos fundamentais são resolvidos através da definição de determinados tópicos:
1.1.2.1. O que e quanto produzir
1.1.2.1.1. Decisão tomada pelos produtores de acordo com o preço dos bens e serviços, sendo que, aquele bem ou serviço cujo preço (rentabilidade) for maior será aquele cuja produção aumentará;
1.1.2.2. Como produzir
1.1.2.2.1. É resolvido no âmbito das empresas pis envolve a escolha da tecnologia e recursos adequados, que também é realizada a partir da comparação com os preços de tecnologias e recursos alternativos;
1.1.2.3. Pra quem produzir
1.1.2.3.1. É decidido no mercado de fatores de produção, pois para quem produzir é uma questão distributiva, ou seja, quem ou quais setores serão beneficiados pelos resultados da atividade produtiva.
1.1.3. Imperfeições no sistema:
1.1.3.1. Trata-se de uma grande simplificação da realidade;
1.1.3.2. os preços nem sempre flutuam livremente, ao sabor do mercado, em virtude de fatores como:
1.1.3.2.1. Força dos sindicatos sobre a formação de salários,
1.1.3.2.2. Poder dos monopólios e oligopólios sobre a formação de preços no mercado, não permitindo que a sociedade consuma a quantidade de bens e serviços que deseja;
1.1.3.2.3. Intervenções do governo via:
1.1.3.2.4. O mercado sozinho não promove perfeita alocação de recursos.
1.1.3.2.5. O mercado sozinho não promove perfeita distribuição de renda.
1.2. Sistema de economia mista (com interferência governamental):
1.2.1. Regime de economia mista é um tipo de sociedade que reúne capital privado e público. As ações da empresa são compartilhadas entre o estado e entes privados, sendo que o estado detém a maior parte das ações com direito a voto na empresa.
1.2.2. A atuação do governo justifica-se com o objetivo de eliminar as chamadas distorções alocativas e distributivas e de promover a melhoria do padrão de vida da coletividade. Isso pode dar-se das seguintes formas:
1.2.2.1. Atuação sobre a formação de preços, corrigindo externalidades, tabelamentos, fixação de salário mínimo, preços mínimos, taxa de câmbio, taxa de juros;
1.2.2.2. Complemento da iniciativa privada, principalmente de investimentos em infraestrutura básica, o qual, eventualmente, o setor privado não tem condições financeiras de assumir, seja pelo elevado montante de recursos necessários, seja em virtude do longo tempo de maturação do investimento, até que venha a propiciar retorno sobre o capital investido;
1.2.2.3. Fornecimento de serviços públicos: iluminação, água, saneamento básico etc.;
1.2.2.4. fornecimento de bens públicos: bens públicos são bens gerais, fornecidos pelo Estado, que não são vendidos no mercado; fundamentalmente, educação, justiça, segurança;
1.2.2.5. compra de bens e serviços do setor privado: o governo é, isolada- mente, o maior agente do sistema e, portanto, o maior comprador de bens e serviços.
2. Etimologia
2.1. Vem do grego oikos (casa) e nomos (norma, lei)
2.2. Seu sentido original, seria a “administração da casa”, e generalizado "administração da coisa pública".
3. Definição
3.1. Ciência social que estuda os fenômenos relacionados com a obtenção e a utilização dos recursos materiais necessários ao bem-estar.
3.2. Estuda como o indivíduo e a sociedade decidem utilizar recursos produtivos escassos, na produção de bens e serviços, de modo a distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da sociedade, com a finalidade de satisfazer às necessidades humanas.
4. Objeto de Estudo
4.1. A questão da escassez, ou seja, como “economizar” recursos. Uma vez que A escassez surge em virtude das necessidades humanas ilimitadas e da restrição física de recursos, onde podem ser citadas:
4.1.1. Crescimento populacional
4.1.1.1. Aumento do número de habitantes no planeta;
4.1.2. Contínuo desejo de elevação do padrão de vida
4.1.2.1. Necessidade “social” de melhoria de status);
4.1.3. Evolução tecnológica
4.1.3.1. surgimento de “novas” necessidades (computador, freezer, celular, DVD etc.).
4.2. Se não houvesse escassez de recursos, não haveria necessidade de estudarmos questões como:
4.2.1. Inflação
4.2.1.1. Aumento contínuo e generalizado dos preços no mercado;
4.2.2. Crescimento econômico
4.2.2.1. Aumento da produção e consumo de bens e serviços;
4.2.3. Déficit no balanço de pagamentos
4.2.3.1. Saída de recursos (capital) para o exterior;
4.2.4. Desemprego
4.2.4.1. Pessoas com idade para trabalhar que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e tentam encontrar trabalho;
4.2.5. Concentração de renda, etc.
4.2.5.1. Distribuição desigual de renda por unidade residencial ou indivíduo entre os diferentes participantes de uma economia.