1. Entrevista
1.1. Um encontro entre duas pessoas
1.1.1. Planejamento
1.1.2. Conhecimento prévio do entrevistado
1.1.3. Oportunidade
1.1.4. Condições favoráveis
1.1.5. Contato com líderes
1.1.6. Preparação específica
1.2. Tipos:
1.2.1. Estruturada: segue um roteiro
1.2.2. Semiestruturada: segue um roteiro, mas flexível.
1.2.3. Não estruturada: liberdade.
1.2.4. Presencial x Distância
1.3. Áudio e vídeo, áudio ou anotações
1.4. Questões importantes
1.4.1. Sobre: Usuário, processo, produto, meta-perguntas.
1.5. Envio de questionário
2. Observação
2.1. Além de ver e ouvir, examina fatos ou fenômenos que se deseja estudar.
2.2. Participante
2.2.1. Participação real do pesquisador com o grupo ou comunidade.
2.2.1.1. Natural: O pesquisador pertence ao grupo ou comunidade que pesquisa.
2.2.1.2. Artificial: O pesquisador se insere ao grupo para obter informações.
2.3. Não participante
2.3.1. O pesquisador toma contato com o grupo, comunidade ou realidade estudada, mas não integra-se a ela, permanece de fora, ou seja, presencia o fato, mas não participa dele.
2.4. Formas de observação
2.4.1. Sistemática: baseado em critérios científicos, estruturada, planejada e controlada, nesse caso o observador sabe o que procura e o que precisa de importância em determinada situação.
2.4.2. Não-sistemática: o pesquisador coleta e registra fatos da realidade sem utilizar critérios científicos.
2.4.3. Permite meios diretos e satisfatórios para explorar uma ampla variedade de fenômenos.
2.4.4. Possibilita a coleta de dados sobre um conjunto de atitudes comportamentais, com a inserção do pesquisador no ambiente de trabalho em que o sistema será utilizado:
2.4.4.1. Observação do trabalho diário
2.4.4.2. Apontamento das tarefas reais dos participantes
2.4.5. Depende menos da introspecção ou da reflexão.
2.4.6. Permite a evidência de dados não constantes do roteiro de entrevistas ou de questionários.
2.4.7. Considerações:
2.4.7.1. O observado tende a criar impressões favoráveis ou desfavoráveis no observador.
2.4.7.2. A ocorrência espontânea não pode ser prevista, o que impede, muitas vezes, o observador de presenciar o fato.
2.4.7.3. Fatores imprevistos podem interferir na tarefa do pesquisador.
2.4.7.4. Duração dos acontecimentos - variável.
2.4.7.5. Vários aspectos da vida cotidiana, particular, podem não ser acessíveis ao pesquisador.
2.4.7.6. Deve ser utilizada com outras técnicas e instrumentos.
2.4.8. Eficaz na descoberta de questões:
2.4.8.1. Derivadas da maneira como as pessoas realmente trabalham e não a forma como deveriam trabalhar.
2.4.8.1.1. Operadores desligam alarme de colisão em um controle aéreo.
2.4.8.2. Derivadas da cooperação e conscientização das atividades de outras pessoas.
2.4.8.2.1. Um controlador de tráfego aéreo pode prever quantas aeronaves entrarão no seu setor de controle, observando trabalho em setores adjacentes.
2.4.8.2.2. Logo, o sistema deve prever alguma visibilidade destes setores adjacentes.
2.5. Diário de campo: registro completo e preciso das observações. Ex.: a mão, gravação de áudio ou vídeo, fotografia.
2.6. Diário de uso: anotar experiências, por data, contexto real. Ex.: Feedback, elicitação, misto.
2.6.1. Quais os principais aspectos a considerar na coleta de dados?
2.6.2. Vantagens:
2.6.2.1. Registro: papel, áudio, vídeo, formulário online e/ou foto.
2.6.2.2. Tempo: registro feito logo após o evento ou in loco.
2.6.2.3. Chance de coletar dados mais precisos
2.6.2.4. Número reduzido de participantes.
2.6.3. Limitações:
2.6.3.1. Registros pode ser trabalhoso para o participante.
2.6.3.2. Participante pode não estar motivado.
2.6.3.3. Participante pode não registrar todos os eventos relevantes
2.6.3.4. Depender da memória do participante.
2.7. Convém a um formulado plano de pesquisa; Planejamento sistemático; Registros detalhados; Sujeita a verificações e controles sobre validade e segurança.
3. Coleta de documentos
3.1. Sites de buscas
3.2. Acervos públicos e particulares
3.3. Pessoas
3.4. Livros, trabalhos acadêmicos, filmes, periódicos.
4. Técnicas de Coleta de Dados
4.1. Diferentes técnicas
4.1.1. Coleta de dados direta junto aos usuários ou especialistas
4.1.2. Coleta de dados em contextos reais: shopping, escola...
4.1.3. Coleta de dados por método de inspeção de sistemas.
5. Formulário
5.1. Lista de perguntas realizadas geralmente de forma presencial onde o entrevistador registra as respostas proferidas pelo entrevistado
5.2. Utilizado em quase todo segmento da população
5.3. Flexibilidade
5.4. Auxílio do pesquisador
5.5. Obtenção de dados mais completos e úteis
5.6. Uniformidade dos símbolos registrados
5.7. Facilidade para se ter um número de participantes representativo
5.8. Possibilidade de estabelecer conexões
5.9. Risco de distorções
5.10. Prazo de resposta menor
5.11. Exemplo: Checklist
6. É um "objeto" simples ou constituído por várias peças, que serve para executar um trabalho, fazer uma medição ou observação, dentre outros.
7. Questionário
7.1. Relação não interativa
7.2. Preenchimento Síncrono ou Assíncrono
7.3. Indicado para os cenários onde...
7.3.1. Participantes de difícil acesso
7.3.2. Necessidade de privacidade de dados
7.3.3. Levantamentos preliminares
7.4. Quali/Quanti
7.5. Sequência lógica de perguntas
7.6. Interpretação do leitor
7.7. Processo de Elaboração
7.7.1. Necessidade de conhecimento do assunto
7.7.2. Considerar grau de conhecimento do participante
7.7.3. Cuidado na seleção das questões
7.7.4. Limite em extensão e finalidade
7.7.5. Acompanha instruções s e explicações
7.7.6. Indicação da entidade organizadora
7.7.7. Boa apresentação estética
7.7.8. Perguntas simples, concretas e precisas
7.7.9. Cuidado com perguntas sugestivas
7.7.10. Cuidado com perguntas ambivalentes
7.7.11. Cuidado com perguntas indiscretas
7.8. Classificação das perguntas
7.8.1. Abertas
7.8.1.1. Participante responde livremente
7.8.2. Fechadas
7.8.2.1. Categorias diferenciadas
7.8.2.1.1. Sim/Não
7.8.2.1.2. Múltipla Escolha
7.8.2.1.3. Escala
7.9. Exemplo: Escala Likert
7.10. Características
7.10.1. Economia de tempo e viagens
7.10.2. Grande quantidade de dados
7.10.3. Ampla área geográfica
7.10.4. Atinge maior número de pessoas simultaneamente
7.10.5. Baixa conversão de respostas
7.10.6. Padronização de perguntas
7.10.7. Favorece o anonimato
7.10.8. Possibilidade de tratamento estatístico de respostas
7.10.9. Maior tempo para respostas
7.10.10. Possibilidade de Devolução tardia
7.11. Necessário um teste piloto
8. Quais os principais instrumentos de coleta de dados em pesquisas qualitativas e quantitativas?
9. Como a coleta de dados afeta a qualidade dos resultados?
10. Aspectos a serem considerados
10.1. Possibilidade de perguntas sem respostas
10.2. Tipo de problema/questão a ser investigado
10.3. Método de pesquisa adotado
10.4. Instrumentos utilizados
10.5. Tipos de resultados
10.6. População envolvida
10.7. Fatores que podem dar viés na pesquisa
10.8. Tratamento ético da pesquisa
11. O que é Método?
11.1. Processo específico para a realização de pesquisa cientítica.
12. O que é Técnica?
12.1. Corresponde ao conjunto de procedimentos ou processos de uma ciência, nas diversas etapas do método.
13. Grupo Focal
13.1. Debate aberto e acessível a todos.
13.2. Assuntos em questão são de interesse comum;
13.3. As diferenças de status entre os participantes não são levadas em consideração;
13.4. O debate se fundamenta em uma discussão racional (trocas de pontos de vista, ideias e experiências).
13.5. Possibilita:
13.5.1. Orientar o pesquisador para o campo de investigação e para linguagem local.
13.5.2. Explorar aspectos das atitudes, opiniões e comportamentos.
13.5.3. Observar os processos de consenso e divergência.
13.5.4. Abordar assuntos de interesse público ou preocupação comum. Ex.: política, mídia, lazer.
13.5.5. Ter público não pertencente as origens tão diversas que possam inibir a participação na discussão do tópico.
13.6. Sua organização:
13.6.1. Expor o problema claramente, assim como as questões a serem levadas ao grupo.
13.6.2. Não é recomendado dar aos participantes informações detalhadas sobre o objeto de pesquisa.
13.6.3. Roteiro elaborado de forma flexível.
13.6.4. O processo grupal deve ser flexível, sem perder de vista os objetivos.
13.6.5. Grupos de 6 a 12 pessoas.
13.6.6. Grupos homogêneos.
13.6.7. Adesão voluntária dos participantes
13.6.8. Duração: 1h30 à 3h
13.6.9. Participantes confiantes
13.6.10. Modelador ou facilitador deverá seguir um roteiro e manter postura neutra, mas de estímulo ao debate.
13.7. Instrumentos:
13.7.1. Atividades de Design Participativo
13.7.1.1. Brainwriting
13.7.1.2. Braindrawing
13.8. Considerações e Potencialidades:
13.8.1. Trabalho com grupo focal não é fácil
13.8.2. Os dados gerados são complexos.
13.8.3. Potencialidades: ideias, opiniões, modos de ver, dentre outros.
13.8.4. Falta de engajamento dos participantes.
13.8.5. Impacto da atuação do moderador do grupo sobre a fidelidade das expressões e considerações.
13.8.6. Gerar intimidações, inseguranças ou barreiras defensivas.
13.8.7. Os pontos de vistas individuais não podem ser tomados como posição definitivas.
13.8.8. Possibilidade de ampliar suas perspectivas em contato com pessoas que não são de seu círculo de relações.
13.8.9. Favorecimento de processos de confiança e colaboração.
13.8.10. Informações centralizadas
13.8.11. Método para transcrição das falas