INTELIGÊNCIA

Lancez-Vous. C'est gratuit
ou s'inscrire avec votre adresse e-mail
INTELIGÊNCIA par Mind Map: INTELIGÊNCIA

1. (ROAZZI; SOUZA, 2002): entende que a inteligência é uma habilidade mental inata, fixa, abstrata e geral. Seu grau de intensidade (seja global ou de aspectos isolados) pode ser medido pelo desempenho em testes.

2. Principais Teorias

2.1. Spearman

2.1.1. Fator Geral

2.1.1.1. Bifatorial

2.1.1.1.1. Através do método de análise fatorial, foram extraídos dois fatores relacionados entre si. O primeiro fator geral (g), comum entre todas as habilidades; e o segundo fator específico (s), algo que cada habilidade possui em particular. Tal teoria pressupõe que, para a realização de qualquer atividade intelectual, é necessário o fator geral e um fator específico condizente com a tarefa proposta.

2.1.1.2. Trifatorial

2.1.1.2.1. Após vários estudos, Spearman verificou um terceiro fator, o de grupo, que é formado por habilidades semelhantes. Dessa forma, a teoria de Spearman passou a ser conhecida como trifatorial, composta pelo fator geral (g), fatores específicos (s) e de grupo.

2.2. Guilford

2.2.1. Três dimensões da Inteligencia

2.2.1.1. Estrutura do Intelecto (SI)

2.2.1.1.1. De acordo com essa teoria, o desempenho de um indivíduo em testes de inteligência pode ser rastreado até as habilidades mentais ou fatores de inteligência subjacentes. Compreende até 180 diferentes capacidades intelectuais organizadas em 3 dimensões: operações, conteúdo e produtos.

2.3. Sternberg

2.3.1. Teoria Triárquica

2.3.1.1. Inteligência Analítica

2.3.1.1.1. Capacidade de separar problemas e ver soluções; Tipo testado com mais frequência, como forma de superdotação; Concentrada na proficiência acadêmica.

2.3.1.2. Inteligência Criativa

2.3.1.2.1. Capacidade de resolver problemas de uma nova situação, como jamais outras pessoas conseguiriam; Com intelectual flexível e inovador.

2.3.1.3. Inteligência Prática

2.3.1.3.1. Indivíduos que executam bem atividades cotidianas, mas não as acadêmicas; Também conhecido e chamado de "malandragem"; Criam um ajuste ideal entre eles e o ambiente.

2.4. Goleman

2.4.1. Inteligência Emocional

2.4.1.1. Conceitual

2.4.1.1.1. Deve refletir uma performance mental de inteligência emocional e não formas de comportamento.

2.4.1.2. Correlacional

2.4.1.2.1. Deve ter maior correlação com testes de inteligência emocional tradicionais, do que com testes de personalidade.

2.4.1.3. Desenvolvimental

2.4.1.3.1. Deve aumentar ao longo do tempo; Porém em crianças mais velhas devem ter uma média maior.

2.5. Gardner

2.5.1. Inteligências Multiplas

2.5.1.1. Linguística

2.5.1.1.1. Localizada nas áreas de Broca e de Wernicke; Aduz às habilidades de comunicação oral, escrita e gestual.

2.5.1.2. Lógico-Matemática

2.5.1.2.1. Localizada na parte pré-frontal; Aduz às habilidades de resolução de problemas matemáticos e raciocínio lógico.

2.5.1.3. Espacial

2.5.1.3.1. Localizada no lobo parietal; Aduz às habilidade de observar e criar imagens mentais, desenhos e identificar detalhes no mundo e nos objetos em diferentes perspectivas.

2.5.1.4. Musical

2.5.1.4.1. Localizada, principalmente, no lobo temporal; Aduz às habilidades de identificar, aprender e compor músicas.

2.5.1.5. Corporal e Sinestésica

2.5.1.5.1. Localizada no giro pré-central do cérebro (córtex motor); Aduz às habilidades motoras e corporais, como: dança, artes cênicas e plásticas, esportes, etc.

2.5.1.6. Intrapessoal

2.5.1.6.1. Aduz às habilidades em compreender e controlar suas próprias emoções.

2.5.1.7. Interpessoal

2.5.1.7.1. Aduz às habilidades em interpretar palavras, gestos, objetivos e metas subentendidos em cada discurso, além da empatia.

2.5.1.8. Naturalística

2.5.1.8.1. Adicionada posteriormente por Gardner, aduz às habilidades de detectar, diferenciar e categorizar questões relacionadas com a natureza (espécies animais e vegetais, fenômenos climáticos, geográficos e naturais.

3. Importância para a Psicologia

3.1. Meio de compreensão das potencialidades do ser humano

4. Histórico

4.1. Wundt (1832-1920)

4.1.1. Pioneiro da Psicologia moderna, criou o primeiro laboratório experimental de Psicologia em Leipzig e classificou a Psicologia quanto ciência, o que confere maior confiabilidade para testes e avaliações psicológicas.

4.2. Galton (1822-1911)

4.2.1. Eugenista, dedicou-se a estudos antropométricos, acreditando que a inteligência estava relacionada à percepção e processamento sensorial. Uma atenção especial foi dada à discriminação tátil e sonora.

4.3. Cattell (1860-1944)

4.3.1. Valorizava as diferenças individuais, criou testes de inteligência (testes mentais), mas que ainda se concentravam sobre medidas sensoriais, não tendo relação com o desempenho intelectual.

4.4. Binet (1857-1911)

4.4.1. Ao contrário de Galton e Cattel que se concentravam em testes sensoriais, Binet desenvolveu testes que mediam processos cognitivos (raciocínio, julgamento e compreensão), psicometricamente mais confiáveis.

4.5. Spearman (1863-1945)

4.5.1. Criou a teoria do Fator único ou geral (g). Por mais diversificada que seja a inteligência, ela converge para o mesmo fator geral (g).

4.6. Robert M. Yerkes/Exército dos EUA (2a Guerra Mundial)

4.6.1. foram criados dois tipos de testes para avaliação de inteligência na seleção de recrutas. “Army Alpha”, primeira testagem de inteligência em massa, de maneira rápida e barata, e “Army Beta”, destinada para os recrutas estrangeiros e analfabetos, onde a inteligência era avaliada com figuras e não palavras.

4.7. Terman (1877-1956)

4.7.1. Aprimorou os testes de Binet, direcionou os teste de inteligência para uma finalidade prática na 2a Guerra, com Yerkes, e realizou um grande estudo longitudinal com “superdotados”. Este estudo demonstrou que o QI permanece estável durante toda a vida, mas a inteligência isoladamente não é o único preditor do sucesso na vida, embora tenha uma parcela bastante importante. Fatores como a personalidade e a felicidade também ajudam crianças superdotadas a terem seu potencial reconhecido pela sociedade.

4.8. Thurstone (1887-1955)

4.8.1. Desenvolveu uma teoria da inteligência com sete fatores independentes (fator espacial, numérico, raciocínio, memória, fluência e compreensão verbal e velocidade perceptiva) com a finalidade de demonstrar que a inteligência tem muitos aspectos e criou modelos estatísticos para operacionalizar essa tarefa.

4.9. Teoria de Resposta ao Item

4.9.1. Criado em 1950 quando os testes de inteligência estavam sendo muito questionados. Essa Teoria surgiu como uma maneira de melhorar a análise estatística dos testes de inteligência. Um modelo matemático revolucionário para a época.

4.10. Teoria CHC (década de 1990)

4.10.1. Modelo mais atual, criado com base nas teorias de Cattell-Horn-Carroll (CHC). Para o autor, Kevin McGrew, existe um fator geral (g) da inteligência, incluindo mais dois fatores gerais, denominados inteligência fluida (Gf) e inteligência cristalizada (Gc). Posteriormente acrescentou mais oito capacidades cognitivas do modelo Gf-Gc.

5. Psicometria

5.1. Origem dos testes psicométricos

5.1.1. Precisão

5.1.1.1. Instrumentos de Avaliação da Inteligência

5.1.1.1.1. Stanford - Binet

5.1.1.1.2. Escalas Wechsler

5.1.1.1.3. Armi α e Armi β

5.1.1.1.4. SON-R

5.1.1.1.5. Columbia

5.1.1.1.6. BPR

5.1.1.1.7. Matrizes Progressivas de Ravem

5.1.1.1.8. Woodcock - Juhnson

5.1.2. Avaliação Psicológica Atual