Encobrimento do abandono social

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Encobrimento do abandono social par Mind Map: Encobrimento do abandono social

1. Cada área tem necessidades diferentes, porque cada área também é diferente em vulnerabilidade. Entender essa complexidade é fundamental para a formulação de políticas e até mesmo de direitos para equilibrar essa realidade tão diferente.

1.1. zona de integração

1.1.1. composta por indivíduos que exercem plenamen- te sua cidadania;

1.2. zona de vulnerabilidade

1.2.1. marcada pela precariedade no emprego e fragilidade de suportes relacionais;

1.3. zona de grande marginalidade e desfiliação

1.3.1. cujos integrantes se encontram totalmente desprovidos de recursos econômicos, de suportes relacionais e proteção social.

2. Zonas de coesão social (CASTEL, apud ANÓN, 2011, p. 114)

3. Abandono afetivo

3.1. Se, como diz Jessé Souza, “(...) a história do Brasil moderno realmente parece ser uma história de ocultação de seus principais conflitos sociais, especialmente o abandono efetivo da instabilidade de toda a classe social e dos excluídos” ( SOUZA, 2009, p. 420)

3.1.1. É urgente encontrar uma solução alternativa para esse conflito, sem deixar de lado os aspectos positivos do cotidiano dos brasileiros. Estes fatores positivos, para além da sensibilização para todas as causas dos problemas denunciados, são essenciais para reflectir e apontar soluções alternativas para estes problemas sociais e, portanto, para a igualdade nas áreas descritas por Castel.

4. Mediação voluntária

4.1. Ao realizar uma análise dos aspectos ideológicos e políticos presentes no contexto comunitário brasileiro, é fundamental para a realização uma efetiva mediação. É preciso consciência do encobrimento do abandono social e das relações de dominação, discriminação e submissão de grupos sociais minoritários.

4.1.1. A mediação voluntária tem como grande desafio a construção cotidiana de reconhecimento, respeito e valorização das diferentes dimensões normativas da vida humana, de inclusão social e autorrealização dos sujeitos e grupos sociais.

5. Mais recentemente o Direito do Trabalho, com seu princípio maior da proteção, com a intenção declarada de proteger o empregado, atribui principalmente segurança ao empregador, ao estabilizar as relações de trabalho e fazer silenciar as demandas dos trabalhadores (VIANA, 2010, p. 144).

5.1. A história brasileira está repleta desses exemplos apenas formais de conquistas de direitos da cidadania, mas que na prática são um não-lugar, um embuste jurídico e social.

6. Os problemas que confirmam a recorrência da incrível desigualdade do Brasil são modernos, mas nem todos. O abandono social é um deles, um velho problema se repete em nossa sociedade porque poucas ou nenhuma medida foi tomada para suprir essa deficiência.

6.1. Florestan Fernandes afirma terem sido esses grupos (negros e mulatos) aqueles que “tiveram ‘o pior ponto de partida’ na transição da ordem escravocrata à sociedade competitiva” (FERNANDES, apud SOUZA, 2003, p. 154).

6.1.1. É claro que os descendentes e bisnetos desses grupos ainda têm o "pior ponto de partida" da competição que nossa sociedade capitalista.

6.1.1.1. Este é o ponto de partida para toda marginalização e pobreza na sociedade brasileira. Para saber este fato, devemos saber que toda uma classe social em nosso país é vítima de abandono histórico e deve ser recompensada. Nesse ponto, estamos diante de dívidas históricas que são reafirmadas sistematicamente. Embora a dívida social tenha aumentado muito nas últimas décadas, sua origem vem de muito tempo.

7. Desigualdade

8. Conceito

8.1. O liberalismo no Brasil se deu de forma restrita e infeliz, resultou num abandono perverso de toda uma camada social, completamente inábil para enfrentar as condições socioeconômicas estabelecidas pelo novo momento histórico. Como nos dizeres de Jessé Souza tornou a abolição uma “revolução social de brancos para brancos”

8.1.1. a Lei Áurea, apesar de libertar o escravo das senzalas, conduziu também ao abandono toda daquela “não-gente.

9. No Direito