1. FARMACOCINÉTICA
1.1. Primeira etapa
1.1.1. Absorção
1.1.1.1. Definida como a
1.1.1.1.1. Passagem do fármaco de seu local de administração para a circulação sanguínea sistêmica; considerada em quase todas as vias de administração, exceto na EV
1.1.1.2. Fatores que influenciam
1.1.1.2.1. Vias de administração
1.1.1.2.2. Membranas biológicas
1.1.1.2.3. Propriedades físico-químicas
1.1.1.2.4. Lipossolubilidade
1.1.1.3. Velocidade de absorção
1.1.1.3.1. Esvaziamento gástrico
1.1.1.3.2. Motilidade intestinal
1.1.1.3.3. Metabolismo entérico
1.1.1.4. Dependem também
1.1.1.4.1. Da concentração de fármacos
1.1.1.4.2. Das formas farmacêuticas
1.1.1.4.3. Da superfície de absorção
1.1.1.4.4. Das condições patológicas
1.1.1.4.5. Do peso molecular
1.2. Segunda etapa
1.2.1. Distribuição
1.2.1.1. Definida como
1.2.1.1.1. Processo pelo qual a droga passa para diferentes compartimentos líquidos do organismo (plasma, líquido intracelular e intersticial)
1.2.1.2. Fatores que influenciam
1.2.1.2.1. Lipossolubilidade
1.2.1.2.2. Permeabilidade capilar
1.2.1.2.3. Hidrofobicidade da droga
1.2.1.2.4. Grau de ligação do fármaco a proteínas plasmáticas (albumina)
1.2.1.2.5. Idade
1.2.1.2.6. Peso e altura
1.2.1.2.7. Hemodinâmica
1.2.1.2.8. Genética
1.2.1.2.9. Estado patológico
1.2.1.2.10. Barreira hemato-encefálica
1.3. Terceira etapa
1.3.1. Metabolismo / Biotransformação
1.3.1.1. Definido como
1.3.1.1.1. Alterações promovidas na estrutura do fármaco para transformar moléculas lipofílicas e hidrofílicas, facilitando a excreção
1.3.1.2. Funções
1.3.1.2.1. Ativa pró-fármacos: fármacos que tem os efeitos terapêuticos ativados apenas após a metabolização
1.3.1.2.2. Finaliza ações terapêuticas: podendo aumentá-las ou finalizá-las
1.3.1.3. Fatores internos que interferem
1.3.1.3.1. Espécie, raça, fatores genéticos, gênero, idade, estado nutricional, estado patológico, uso de drogas
1.3.1.4. Fatores externos que interferem
1.3.1.4.1. Indução enzimática e inibição enzimática
1.4. Quarta etapa
1.4.1. Excreção
1.4.1.1. Definição
1.4.1.1.1. Passagem dos fármacos da circulação sanguínea para o meio externo
1.4.1.2. Vias acessórias
1.4.1.2.1. Saliva, suor, leite
1.4.1.3. Clearance renal
1.4.1.3.1. Taxa de excreção farmacológica, analisada pela taxa de excreção da ureia e creatinina
1.4.1.4. Via TGI
1.4.1.4.1. Via biliar e entero-hepática
1.4.1.4.2. Produtos transformados pelo fígado
1.4.1.4.3. Substâncias com alto peso molecular
1.4.1.5. Via pulmonar
1.4.1.5.1. Partículas inaladas
1.4.1.5.2. Inalação de medicações líquidas
1.4.1.5.3. Gases e vapores - difusão simples
1.4.1.6. Mecanismos
1.4.1.6.1. Reabsorção tubular passiva
1.4.1.6.2. Filtração glomerular
1.4.1.6.3. Secreção tubular ativa
1.4.1.7. Meia vida
1.4.1.7.1. Tempo para reduzir pela metade o agente tóxico no plasma
2. FORMAS FARMACÊUTICAS
2.1. Fármacos
2.1.1. Específicos
2.1.1.1. características
2.1.1.1.1. Ligam-se aos receptores com alta seletividade e devem se encaixar perfeitamente. Funcionam em doses baixas.
2.1.1.1.2. Nenhum possui efeitos totalmente específicos, ao procurarem seus receptores corretos, acabam encontrando também os errados na distribuição, dando origem aos efeitos adversos
2.1.2. Inespecíficos
2.1.2.1. características
2.1.2.1.1. Não se ligam a receptores, as ações dependem de suas propriedades físico-químicas
2.1.2.1.2. Necessitam de altas doses
2.2. Substâncias que compõe
2.2.1. Substância ativa
2.2.1.1. É o que
2.2.1.1.1. Exerce a função farmacológica
2.2.2. Excipiente
2.2.2.1. Qualquer material
2.2.2.1.1. Além da substância ativa que exista em uma fórmula farmacêutica, sem exercer efeito farmacológico
2.2.3. Fórmula
2.2.3.1. É o
2.2.3.1.1. Conhecido de compostos em uma especialidade farmacêutica
2.2.4. Adjuvante
2.2.4.1. Servem para
2.2.4.1.1. Estabilizar o meio onde está o fármaco
2.3. Vias de administração
2.3.1. Efeito mais rápido nas vias parenterais
2.3.1.1. Intravenosa
2.3.1.1.1. Controle preciso da dose; admite grandes volumes e pode causar infecções ou intoxicações facilmente
2.3.1.2. Intramuscular
2.3.1.2.1. Fácil aplicação, dolorosa; não suporta grandes volumes e é indicada para administração de substâncias irritantes ou com pH diferente
2.3.1.3. Subscutânea
2.3.1.3.1. Absorção lenta e constante, ideal para administração de hormônios e anticoagulantes
2.3.2. Efeito mais lento nas vias enterais
2.3.2.1. Oral
2.3.2.1.1. Ação local e sistêmica; indolor; causa alterações gástricas e sofre com a ação de alimentos e mudanças de pH
2.3.2.2. Retal
2.3.2.2.1. Muito desconfortável; absorção rápida e contraindicada para casos de diarreia
2.3.2.3. Sublingual
2.3.2.3.1. Sem desconfortos; absorção rápida e em pequenas doses; para drogas que são inativadas no suco gástrico
2.4. Influência de escolha
2.4.1. Velocidade de absorção
2.4.1.1. Irá depender
2.4.1.1.1. Da concentração do fármaco, condições patológicas, superfície de contato, volume gástrico, motilidade intestinal, metabolismo entérico
2.4.2. Velocidade de efeito
2.4.2.1. Irá depender
2.4.2.1.1. Da dose administrada, lipossolubilidade do fármaco, via escolhida, perfusão sanguínea, efetividade, potência, eficiência
2.4.3. Via de administração
2.4.3.1. Irá depender
2.4.3.1.1. Do efeito, a velocidade, a dose, a limitação do paciente e a duração desejada
2.5. Tipos
2.5.1. Oficinais
2.5.1.1. São as formas
2.5.1.1.1. Já preparadas, com nome fantasia registrado e fórmula pronta a ser seguida; vendidas em farmácias
2.5.2. Magistrais
2.5.2.1. São as formas
2.5.2.1.1. De autoria do próprio clínico, comercializadas em farmácias de manipulação
3. FARMACODINÂMICA
3.1. Drogas
3.1.1. Não criam função
3.1.2. Alteram a taxa em que se processam as atividades no organismo
3.1.3. Modulam funções fisiológicas e bioquímicas intrínsecas
3.2. Comunicação celular
3.2.1. A sinalização celular governa e coordena as atividades e funções celulares
3.2.2. A habilidade que as células possuem em perceber e corretamente responder ao seu ambiente
3.2.3. Erros existentes no processamento de informação celular são responsáveis por
3.2.3.1. Doenças
3.2.3.1.1. Autoimunes
3.2.3.1.2. Diabetes Melitus
3.3. Possuem
3.3.1. Receptores de membrana
3.3.1.1. Onde
3.3.1.1.1. Se ligam os fármacos, atuando com efeitos terapêuticos
3.3.1.2. No núcleo das células
3.3.1.2.1. Natureza hidrofóbica
3.3.1.2.2. Atravessa a membrana celular facilmente
3.3.1.3. Na superfície celular
3.3.1.3.1. Natureza hidrofílica
3.3.1.3.2. Não atravessa a membrana celular
3.4. Interação
3.4.1. Fármaco-receptor
3.4.1.1. O que é
3.4.1.1.1. Receptor farmacológico
3.5. Proteínas reguladoras
3.5.1. Em receptores farmacológicos
3.5.1.1. Estão envolvidos
3.5.1.1.1. Canais iônicos
3.5.1.1.2. Receptores
3.5.1.1.3. Transportadores
3.5.1.1.4. Enzimas
3.6. Para produzir
3.6.1. efeito farmacológico
3.6.1.1. É necessário
3.6.1.1.1. Afinidade pelo receptor, para que receba o estímulo
3.6.1.1.2. Atividade intrínseca, a capacidade de conseguir interagir depois de se ligar
3.7. Tipos de interação
3.7.1. Agonista
3.7.1.1. podem ser
3.7.1.1.1. O fármaco se liga a um receptor, provocando uma resposta-efeito farmacológica
3.7.1.1.2. totais, se ligando em plenitude
3.7.1.1.3. parciais
3.7.2. Antagonista
3.7.2.1. pode ser
3.7.2.1.1. alostérica / competitiva
3.7.2.1.2. Química
3.7.2.1.3. Fisiológica
3.7.2.1.4. Farmacocinética
3.7.2.1.5. Não-competitiva
3.7.2.1.6. Dessensibilização