1. AVALIAÇÃO
1.1. Atualmente, a US é o método de escolha para o diagnóstico e o acompanhamento das alterações do volume de líquido amniótico
2. ALTERAÇÕES
2.1. Estão classicamente associadas a aumento do risco perinatal e complicações no parto e no puerpério
2.2. Oligodrâmnio
2.2.1. Volume anormalmente reduzido
2.3. Hidrâmnio ou polidrâmnio
2.3.1. Aumento no volume do líquido
2.4. O líquido pode ser
2.4.1. Meconial
2.4.1.1. Possível hipoxemia fetal
2.4.1.2. Também pode ser indicativo de eliminação fisiológica do mesmo por contrações intestinais em fetos maduros
2.4.2. Vermelho
2.4.2.1. Hemoâmnio
2.4.2.1.1. Possível descolamento prematuro de placenta e/ou óbito fetal
2.4.3. Amarelo
2.4.3.1. Presença de bilirrubina
2.4.3.1.1. Isoimunização Rh ou prematuridade extrema
2.4.4. Achocolatado
2.4.4.1. Óbito fetal
3. DEFINIÇÃO
3.1. É um líquido que envolve o feto, preenchendo a bolsa amniótica
3.2. Cor e transparência
3.2.1. Normalmente é claro e transparente
3.2.2. Após 36 semanas, pode se ver a presença de grumos (vérnix caseoso)
3.2.2.1. Em grande quantidade, tornam o líquido opalescente
4. FUNÇÕES
4.1. Constituir um ambiente estéril favorável ao desenvolvimento do concepto
4.2. Manter a homeostase térmica
4.3. Proteção ao feto contra traumas mecânicos
4.4. Evita fenômenos compressivos do cordão umbilical
4.5. Fundamental para o adequado desenvolvimento do sistema musculoesquelético
4.5.1. Permitindo a movimentação corporal
4.6. Promoção do crescimento e da diferenciação dos epitélios intestinal e pulmonar
5. FISIOLOGIA
5.1. Com a evolução da gestação, 4 vias têm participação importante na regulação do volume do líquido amniótico
5.1.1. 1- Urina fetal
5.1.1.1. É a principal fonte de líquido amniótico na segunda metade da gravidez
5.1.1.2. Ao termo, a produção de urina pelo feto pode exceder 1 L por dia
5.1.1.2.1. Assim, o volume de líquido amniótico é recirculado diariamente
5.1.2. 2- Osmolaridade da urina fetal
5.1.2.1. É significativamente hipotônica
5.1.2.1.1. Sendo responsável pela significativa transferência intramembranosa de líquido através e para o interior dos vasos fetais sobre a superfície placentária
5.1.2.2. Em um quadro de desidratação da gestante
5.1.2.2.1. O aumento na osmolalidade materna favorece a transferência de líquido do feto para a mãe
5.1.3. 3- Trato respiratório
5.1.3.1. Cerca de 350 mL de líquido pulmonar são produzidos por dia no final da gestação, e metade deste volume é imediatamente deglutida
5.1.3.2. A deglutição fetal é o principal mecanismo de reabsorção do líquido amniótico e corresponde a média de 500 a 1.000 mL por dia
5.1.4. 4- Fluxo transmembranoso e fluxo pela pele fetal
5.1.4.1. Respondem por uma proporção bem menor do transporte de líquido na segunda metade da gestação