Análise do Discurso: Fundamentos Teórico Metodológicos (PAULON; NASCIMENTO; LARUCCIA, 2014.)

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Análise do Discurso: Fundamentos Teórico Metodológicos (PAULON; NASCIMENTO; LARUCCIA, 2014.) par Mind Map: Análise do Discurso: Fundamentos Teórico Metodológicos (PAULON;  NASCIMENTO; LARUCCIA, 2014.)

1. Análise do Discurso: Fundamentos Teórico-Metodológico

1.1. Discourse Analysis (1952), de Zellig Harris como marco inicial para pensar a AD

1.2. O método ainda é uma extensão da Linguística

1.2.1. Aplica procedimentos de análise de unidades da Língua aos enunciados, ao contrário das considerações sócio históricas empregadas atualmente.

1.3. Duas rupturas em 1960

1.3.1. Progresso da Linguística -> Torna-se ramo de estudo

1.3.2. A forma como os intelectuais entendem "leitura"

1.3.2.1. Decodificação -> Construção de um dispositivo teórico

1.3.3. A fala, o sujeito, a ideologia, o social, a história e a semântica são trazidas para as discussões linguísticas.

1.3.3.1. Surgimento da Análise de Discurso Francesa

1.3.3.1.1. Interroga a interpretação

1.3.3.1.2. Compreender a língua como acontecimento (ORLANDI, 2007)

1.3.3.1.3. O discurso como foco do fenômeno da linguagem, ao invés da língua (sistema neutro)

1.4. A AD surge da interdisciplinaridade entre Linguística (língua), Marxismo (social) e Psicanálise (sujeito).

1.4.1. Arqueologia do Saber (Michel Foucault): uma formação discursiva onde há um "um conjunto de regras anônimas, históricas, sempre determinadas no tempo e no espaço que definiram uma época dada, e para uma área social, econômica, geográfica ou lingüística dada, as condições de exercício da função enunciativa. "

1.4.2. O sentido das palavras se dá no interior da formação discursiva, no espaço em que elas são produzidas, o que confirma o caráter material do sentido e do discurso

1.4.2.1. SUJEITO é composto por

1.4.2.1.1. Lugar de Fala

1.4.2.1.2. Espaço de representação social

1.4.3. Instrumento de Luta Política

1.4.3.1. Reconstruir as falas que criam uma vontade de verdade científica em certo momento histórico

1.4.3.1.1. Linguagem como PARÁFRASE e POLISSEMIA

2. Introdução

2.1. Para Bakhtin (2006), os gêneros de discurso são formados a partir de situações de interação verbal que, por serem inesgotáveis, resultam numa variedade de gêneros

2.1.1. São gerados a partir de uma nova interação verbal

2.1.2. Refletem as condições e finalidades da situação entre interação e gênero através da fusão de três elementos

2.1.2.1. Conteúdo temático

2.1.2.2. Estilo verbal

2.1.2.3. Construção composicional

2.2. Para Mainguenau (1997), o interdiscurso consiste em um espaço de trocas entre vários discursos selecionados, numa determinada situação discursiva, e, por isso, responsável pela atualização do já-dito.

2.2.1. Universo

2.2.2. Campo

2.2.2.1. Agrupamento de formações discursivas onde se constitui o discurso

2.2.3. Espaço discursivo

2.2.4. Identidade Discursiva se estrutura a partir das relações interdiscursivas, que estabelecem uma interação semântica entre os discursos

2.2.4.1. A interação semântica consiste em um sistema de regras baseado em uma coerência global

2.2.4.1.1. Restrito a determinado grupo = dispersão de texto com regularidade entre eles

2.2.4.1.2. A Semântica Global está pautada em seis elementos:

2.2.4.2. O analista investiga a regularidade, sendo necessário o isolamento dos espaços discursivos.

3. O primado do interdiscurso

3.1. Memória Discursiva: tudo que já foi dito em algum lugar, momento ou situação. É, portanto, pré-construído

3.1.1. Maingueneau: Interdiscurso vem antes do discurso

3.1.1.1. Discurso é estudado a partir da relação com outros discursos

3.1.1.1.1. Universo discursivo = conjunto de várias formações discursivas (Ideologias) que interagem

3.2. Interdiscurso: outros sentidos sobre a fala de alguém

3.2.1. Heterogeneidade mostrada (explícita)

3.2.1.1. A evidência da presença no outro no discurso

3.2.1.1.1. Uso de aspas, citação direta ou indireta

3.2.2. Heterogeneidade constitutiva (implícita)

3.2.2.1. Ideia do outro está contida ali, mas não há uma indicação formal

3.2.2.1.1. Várias vozes por trás dos discursos (polifonia)

4. A noção de Texto e Discurso

4.1. A linguagem como mediação entre o homem e a realidade natural e social

4.2. "Como o texto organiza a relação língua-história-mundo?"

4.3. O discurso é efeito de sentidos entre locutores

4.4. Para Pêcheux, o discursivo é amplo + demanda categorias de análise

4.4.1. Quem diz o quê? Para quem? Onde? Quando?

4.5. Para Maingueneau (2004): Discurso= Prática social

4.6. Identidade Discursiva

4.6.1. Relações Interdiscursivas

4.6.1.1. Interação semântica entre discursos

5. Os três elementos precisam estar articulados ao conjunto de fatores do ritual enunciativo

6. Gênero de discurso e contexto social

6.1. Palavras são tecidas por fios ideológicos (Bakhtin)

6.1.1. Formas de enunciação variam e se adaptam as situações de comunicação e as relações hierárquicas na sociedade

6.2. Enunciado (oral ou escrito) reflete condições e finalidades do campo

6.2.1. Conteúdo (tema)

6.2.2. Estilo da linguagem (recursos lexicais, gramática)

6.2.3. Construção composicional

6.3. Gênero de Discurso

6.3.1. São situações sociais de interações verbais

6.3.1.1. Gêneros primários: comunicação verbal, espontânea, estando baseada em experiências cotidianas ou íntimas

6.3.1.2. Gêneros secundários: comunicação mais complexa, de caráter mais formal

6.3.1.3. Diferentes formas de apreensão do discurso:

6.3.1.3.1. Tipologias comunicacionais = funções da linguagem, funções sociais

6.3.1.3.2. Tipologias de situação de comunicação/ contexto sócio-histórico = setores da atividade social, posicionamento ideológico

6.3.1.3.3. Tipologias linguísticas e discursivas = enunciatica e discursivas

6.3.1.3.4. Metáforas = domínio jurídico, lúdico, teatral

6.3.1.4. Por que dominar gênero discursivo? Para analisar um número de elementos reduzido, evitando interpretações errôneas

6.3.2. Possuem finalidades reconhecidas = objetivo

6.3.3. Legitimidade sobre quem fala e a quem se dirige a fala

6.3.4. Possui lugar definido

6.3.5. Tem organização textual definida

6.3.6. Organizam como se dá a enunciação em relação ao outro

6.3.6.1. Isso depende do contexto em que se insere, do local ocupado socialmente, da imagem de si que se pretende (des)construir e sua intenção

7. Considerações finais

7.1. Produção do discurso depende:

7.1.1. Espaço/tempo de produção

7.1.2. Universo de sentido - posicionamento ideológico

7.1.2.1. Cenas de enunciação:

7.1.2.1.1. Cena englobante

7.1.2.1.2. Cena genérica

7.1.2.1.3. Cenografia

7.1.3. Memória discursiva