1. Sistema Nervoso
1.1. As infecções do sistema nervoso são doenças causadas por agentes infecciosos que acometem esse sistema.
1.1.1. Meningite: É uma inflamação que ocorre nas meninges, as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, pode ser causada por Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae. A transmissão da meningite acontece por meio de gotículas das secreções respiratórias do nariz ou da boca de pessoas infectadas.
1.1.1.1. O tratamento para meningite bacteriana é feito no hospital com a administração de antibióticos diretamente na veia de acordo com a bactéria responsável pela infecção.
1.1.1.2. Para diagnosticar a meningite bacteriana, o médico deve avaliar os sintomas apresentados pela pessoa, além de também ser solicitada a realização da análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) para verificar a presença de bactérias. Caso o exame seja positivo, é possível também solicitar a realização de um antibiograma com o objetivo de verificar qual o melhor antibiótico para tratar a infecção.
1.1.2. Abscessos Cerebrais: São bolsas de pus que se formam no cérebro em resposta a uma infecção, e as bactérias responsáveis por causar essa condição são bactérias a Staphylococcus aureus e o Streptococcus. Qualquer pessoa pode desenvolver, porém, é mais comum este problema acontecer em pacientes com comprometimento da imunidade.Os sintomas podem incluir cefaleia, letargia, febre e deficits neurológicos focais.
1.1.2.1. O tratamento depende da causa identificada, podendo ser necessário intervenção cirúrgica em algum momento para controle da infecção, mas depende do reconhecimento da causa. Antibióticos ou antifúngicos, também são introduzidos no tratamento quando os pacientes evoluem e precisam de internação.
1.1.2.2. Para o diagnóstico é necessário a realização de punção lombar (coleta de líquido cerebral por meio de punção com uma agulha na coluna lombar, sob anestesia local), realização de exames de imagem (tomografia ou ressonância magnética do crânio), além de exames de sangue. Durante a investigação, alguns outros exames poderão ser solicitados conforme necessidade.
2. Sistema Respiratório
2.1. É uma infecção que surge em qualquer região do trato respiratório e que pode atingir desde as vias aéreas superiores, como narinas, garganta ou ossos da face, até as vias aéreas inferiores, como brônquios e pulmões. Algumas bactérias que podem causar infecção são Mycobacterium tuberculosis, S. pyogenes, S. pneumoniae, entre outras.
2.1.1. Turbeculose: É uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. A doença afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos ou sistemas. A transmissão acontece por via respiratória, pela eliminação de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com tuberculose ativa. Quando outras pessoas respirarem essas partículas, há a possibilidade de se infectarem.
2.1.1.1. O tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses, é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). São utilizados quatro medicamentos para o tratamento dos casos de tuberculose que utilizam o esquema básico: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. A tuberculose tem cura quando o tratamento é feito de forma adequada, até o final.
2.1.1.2. A tuberculose pode ser diagnosticada por exames de laboratório, por exemplo, a amostra do escarro, conhecido por baciloscopia. E também por exames complementares como a radiografia do tórax do paciente.
2.1.2. Sinusite bacteriana: É um tipo de sinusite que ocorre quando as cavidades ao redor das passagens nasais se inflamam devido a uma infecção bacteriana. Causada pelo S. pneumoniae. Não é contagiosa, pois a infecção se desenvolve pela proliferação de bactérias que vivem no nariz, boca e garganta. Geralmente, se sintomas como dor de cabeça, congestão nasal e tosse persistirem por mais de 10 dias ou piorarem após 5-7 dias, pode ser uma infecção bacteriana.
2.1.2.1. O tratamento varia de acordo com a idade e o estado de saúde geral da pessoa, sendo o principal objetivo combater e aliviar os sintomas, que pode ser feito com prescrição de medicamentos e antibióticos, bem como pode ser indicado nebulização e lavagem nasal para remoção da secreção. Em casos graves ou recorrentes, uma cirurgia pode ser necessária.
2.1.2.2. O diagnóstico geralmente é feito por meio da observação dos sintomas e palpação dos seios nasais para avaliar se existe sensibilidade nessa área. Ainda assim, podem ser solicitados exames de endoscopia nasal, tomografia computadorizada e a coleta de secreções nasais para descobrir se há a presença de microrganismos.
2.1.3. Pneumonia: É uma infecção que acomete os pulmões e pode ser provocada tanto por bactérias, vírus ou fungos. Quando um desses agentes infecciosos penetra o espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa, ocorre a infecção. Os agentes infecciosos da pneumonia podem ser adquiridos através do ar, pela saliva ou secreções de outra pessoa contaminada ou por meio de transfusão de sangue. No caso da pneumonia bacteriana tem como principal agente infeccioso a bactéria S. pneumoniae
2.1.3.1. O tratamento para a pneumonia bacteriana é realizado por meio de antibióticos, conforme indicação médica. Também já existem vacinas que previnem contra as pneumonias.
2.1.3.2. Exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax são recursos essenciais para o diagnóstico das pneumonias.
2.1.4. Faringite: É uma inflamação que acomete a faringe, parte superior da garganta que liga o nariz e a boca ao esôfago e à laringe. Ela pode ser causada por bactérias ou vírus. A principal causa bacteriana são os estreptococos do grupo A, responsáveis por cerca de 10% dos casos em adultos. Essa bactéria requer atenção especial em razão do risco de sequelas pós-estreptocócicas, como febre reumática.
2.1.4.1. Nas faringites bacterianas, o tratamento é feito com antibióticos como penicilina, eritromicina e amoxicilina. Os medicamentos são administrados por via oral ou injeção. Os sintomas geralmente melhoram 48 horas depois do início do tratamento ou antes quando o medicamento é injetável.
2.1.4.2. O diagnóstico é baseado em uma combinação de sinais e sintomas, além de exame físico e, se necessário, testes laboratoriais. O médico geralmente começa examinando a garganta do paciente para verificar a presença de vermelhidão, inchaço ou secreção. Também pode ser verificado se os gânglios linfáticos do pescoço estão inchados ou sensíveis ao toque. Em alguns casos, o médico pode solicitar um exame de cultura de garganta ou teste rápido de antígeno estreptocócico (TRE) para determinar se a faringite é causada por uma infecção bacteriana, como a Streptococcus pyogenes.
2.2. Identificação do S. pneumoniae: Crescimento em ágar sangue não hemolitíco, diplococos gram +.
2.3. Identificação da Mycobacterium tuberculosis: No método Ziehl-Neelsenque, além da coloração vermelha os bacilos que podem se apresentar isolados, em grupos ou fragmentados.
3. Pele
3.1. Como identificar o estafilococos: Crescimento em ágar sangue com presença de beta hemólise, catalase +, se for S. aureus a coagulase é + e se for outro tipo de estafilococos a coagulase é negativa.
3.2. Staphylococcus e a Streptococcus. Causam infecção uando entram no organismo através de punções, arranhões ou queimaduras ou qualquer lesão que estiver na pele.
3.2.1. Impertigo: No geral, é causada por dois grupos de bactérias a Staphylococcus aureus ou Streptococcus do grupo A. As bactérias causadoras do impetigo vivem naturalmente no nosso organismo, mas causam a infecção quando adentram a pele durante um período de queda na imunidade. É uma infecção bastante contagiosa que afeta principalmente as crianças, causando o surgimento de feridas, bolhas e crostas em pontos como o rosto e as extremidades do corpo.
3.2.1.1. O tratamento de impetigo também pode ser feito por meio do uso de antibióticos, além da limpeza e da higiene das feridas, além do uso de pomadas e cremes tópicos
3.2.1.2. O diagnóstico de impetigo é clínico, sendo realizado a partir de um exame físico. Se houver febre ou sinais de agravamento da doença, podem ser necessários exames complementares, solicitados a critério médico.
3.2.2. Furúnculo: É uma infecção que atinge a camada derme da pele, geralmente causada pela bactéria Staphylococcus aureus, que o folículo piloso (pelo), a glândula sebácea e o tecido ao redor. Surge especialmente nas regiões com pelos e mais expostas à umidade, pressão e atrito, ou a substâncias gordurosas que facilitam a obstrução dos folículos pilosos. Surge uma lesão endurecida na pele, semelhante a uma espinha, avermelhada, quente e dolorosa que se transforma em um abscesso de pus.
3.2.2.1. O tratamento é baseado no uso de antibióticos que atuam contra as bactérias e, só devem ser utilizados sob orientação médica, para evitar o desenvolvimento de resistência a esses medicamentos. Compressas quentes ajudam a acelerar a drenagem e a cura. Em casos mais graves, há necessidade de cortar e drenar o furúnculo cirurgicamente
3.2.2.2. Diagnostico baseia-se na história clínica e exame dermatológico. Exames complementares como bacterioscopia e cultura são desnecessários.
3.2.3. Erisipela: É um processo infeccioso da pele, que pode atingir a gordura do tecido celular, causado pela bactéria S. pyogenes que se propaga pelos vasos linfáticos. Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas é mais comum nos diabéticos, obesos e nos portadores de deficiência da circulação das veias dos membros inferiores. Não é contagiosa. Os sintomas podem ser uma simples vermelhidão, dor e inchaço até a formação de bolhas e feridas por necrose da pele.
3.2.3.1. Tratamento é uma combinação de várias medidas realizadas ao mesmo tempo como, limpeza adequada da pele, eliminando o ambiente propício para o crescimento bacteriano, uso de antibióticos específicos para eliminar a bactéria, edução do inchaço, fazendo repouso absoluto com as pernas elevadas, principalmente na fase inicial entre outras medidas.
3.2.3.2. O diagnóstico da erisipela é feito pelo clínico através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e de infecções, não é necessária a realização de exames específicos, no entanto, no caso do médico suspeitar de infecção generalizada (Sepse), pode solicitar exames de sangue, como hemocultura, como forma identificar qual bactéria está causando a infecção.
3.2.4. Celulite infecciosa: É uma infecção bacteriana aguda que causa inflamação em camadas profundas da pele. Causada pelas bactérias S. aureus e S. pyogenes, as bactérias invadem as camadas da derme e hipoderme. Outros fatores que podem aumentar os riscos de ter a celulite infecciosa, são obesidade, diabetes, leucemia, aids. Inicialmente, a celulite se manifeste como uma infecção superficial e localizada, ela pode evoluir para uma infecção sistêmica generalizada (septicemia), devido à proximidade com os sistemas circulatório e linfático.
3.2.4.1. O tratamento é medicamentoso, com necessidade de prescrição de antibiótico oral para os casos mais leves e nos casos mais graves, é indicado que o medicamento seja administrado de forma injetável, por necessitar de uma dose maior.
3.2.4.2. O diagnóstico da celulite infecciosa é clínico, por meio de exame físico e histórico do paciente. Exames laboratoriais complementares podem ser solicitados pelo médico conforme a gravidade do caso e incluem hemograma, hemoculturas, biópsias, entre outros.
3.3. Identificação do estreptococos: Crescimento em ágar sangue com presença de beta hemólise e catalase -
4. Sistema Urinário
4.1. As infecções do sistema urinário é causada por micro-organismos que invadem o trato urinário, geralmente são causadas por bactérias como: Erscherichia coli, Klebisiella, Citrobacter, Enterobacter entre outras.
4.1.1. Uretrite - Normalmente é causada por doenças sexualmente transissíveis como gonorreira (Neisseria gonorrhoeae), clamidia (Chlamydia trachomatis), e tambem pode ser causada por algum trauma. É uma infecção que afeta a uretra, que é o canal por onde a urina é eliminada. Os sintomas gerais são vontade frequente para urinar, dor ou ardor para urinar, nos homens pode causar dor ao ejacular, sangue misturado ao sêmen e a urina e nas mulheres pode causar dor pélvica, coceira na região genitália e corrimento vaginal anormal.
4.1.1.1. O tratamento envolve o uso de antibioticos, como como amoxicilina, eritromicina, ceftriaxona, que pode variar de acordo com a bactéria que está causando a infecção.
4.1.1.2. O diagnóstico começa com a avaliação dos sintomas, o exame físico, que inclui a análise das estruturas externas do aparelho reprodutor e urinário. Normalmente são solicitados outros exames como a avaliação laboratorial das secreções onde é coletado a amostra da secreção na uretra para identificar os patógenos envolvidos na infecção e exames de imagem para observar se houve alguma alteração na estrutura pela uretrite (é mais solicitado em casos assintomáticos).
4.1.2. Nefrite - É uma infecção mais grave e acontece quando o agente infeccioso chega aos rins, causando inflamação dos glomérulos renais (unidade de filtração do rim). Os sintomas consiste em dor abdominal, urina turva, sangue na urina, febre e muita vontade de urinar mas em pequenas quantidades.
4.1.2.1. Deve ser tratado com internamento hospitalar e o uso de antibioticos aplicaveis diretamente na veia. Em casos mais graves pode-se desenvolver insuficiência renal, podendo ser indicado a hemodiálise.
4.1.2.2. O diagnóstico é feito através de exames indicados por um médico nefrologista, como testes de urina para revelar uma má formação renal (como sangue na urina), ultrassonografia para identificar alguma irregularidade na forma e no tamanho dos rins, entre outros exames.
4.1.3. Cistite- Geralmente é causada pela bactéria E.coli, é um tipo de infecção urinária mais comum e que afeta a bexiga. Causando sintomas como urina turva, dor abdominal e sensação de queimação ao urinar. É mais comum em mulheres do que em homens, devido ao tamanho mais curto da uretra, que facilita a migração das bactérias do trato urinário para a bexiga.
4.1.3.1. O tratamento indicar o uso de antibióticos, como fosfomicina, ciprofloxacino ou amoxicilina, para eliminar as bactérias e aliviar os sintomas.
4.1.3.2. Para diagnosticar a cistite, costuma pedir exame de urina (urocultura) e esse exame vai apontar a presença ou ausência de bactérias.