1. . A linguagem não é apenas um sistema de representação, ela também institui relações, materializa-se na comunicação, no diálogo, no discurso, num dado contexto e é estruturante do lugar ocupado pelo sujeito na rede de relações psicossociais, fazendo com que o sujeito do inconsciente emerja na relação com o “outro”.
2. Sintetizando as ideias básicas da teoria lacaniana, diríamos que a linguagem é o elemento constitutivo fundamental do homem e do seu mundo.
3. Além disso, para que o bebê se veja e descubra a imagem unitária de seu corpo, ele precisa ter primeiro descoberto o espelho do olhar materno
3.1. É através das expressões faciais, dos gestos, das atitudes, e especialmente do olhar que a mãe ordena o caos das sensações e das emoções que o bebê sente no início da vida, e, assim, pode oferecer-lhe, de modo gradativo e apropriado, o que ele necessita.
4. IN representação cênica, início da separação sujeito\objeto e das discriminações dos objetos do mundo entre si permite uma primeira visualização do cenário onde personagens distintos se movimentam, agem e reagem.
4.1. No último momento do estádio, a criança já se reconhece sabe que é ela, reconhece a sua imagem.
5. A criança se reconhece ao se olhar no espelho, mas ao mesmo tempo se estranha.
6. Esse período terá diversas mudanças importantes e significativas no processo de representação e por um avanço considerável em todo esse caminho de acesso á linguagem.
6.1. O papel do espelho da mãe e da família no desenvolvimento da criança, refere-se ao rosto da mãe como o precursor do espelho no desenvolvimento da criança. Quando a criança olha para o rosto da mãe, o que ela ver é a si própria.
7. Ela já começa a diferenciar o “Eu” e o “Outro”, embora ainda não consiga a realizar uma separação completa e realista entre ambos, visualizando o “outro” a partir de sua própria imagem ou tomando sua imagem como sendo o “outro”, um estranho no qual não se reconhece.
8. O bebê está num período de descobertas, de experiências diversas.
9. A criança vai se descobrindo aos poucos.
10. O bebê no momento inicial não sabe a relação dele com o mundo externo, não sabe sua identidade, não sabe diferenciar “EU” do “OUTRO”, até o momento da descoberta, pela criança, de que no espelho existe alguma coisa que tomará como um “outro” denuncia uma mudança importantíssima no seu psiquismo.
11. A criança se reconhece ao se olhar no espelho, mas ao mesmo tempo se estranha.
12. Começa a se evidenciar a suspeita da criança de que aquilo que aparece no espelho é apenas uma imagem: porém, ainda não reconhecida plenamente como sendo a sua própria.
13. O mundo que habitamos não é somente o mundo da natureza, ele foi transformado pela cultura e tudo o que foi construído pelo homem tem seu valor.
14. Consegue agora diferenciar o representante do representado e do agente da representação.
15. Dentro das formulações de Lacan (1998) acerca do estádio do espelho é compreender o nascimento do “Eu” no processo de espelhamento, em que esse “Eu” começará a se formar a partir de uma imagem criada não por ele mesmo, mas pelo “outro”.
16. . Surge também as representações cênicas, nas quais começam a circular intenções ou visadas de desejos de um sobre o outro ator de uma cena, somente aí se constitui no cenário propriamente dito, onde as imagens se movimentam conforme as intencionalidades expressivas dos desejos.
17. Lacan (1984) utiliza-se do espelho como artifício para entender a relação eu/outro.
18. O estádio do espelho veio para indicar como o papel fundador do olhar do Outro trabalha para formar o aparelho mental do sujeito.
19. É de suma importância o amor materno, e através dele que o bebê irá se encontrar.
20. Num momento seguinte, dá um passo adiante, procurando olhar atrás do espelho para certificar-se da existência dessa outra pessoa que visualiza na sua própria imagem.
21. Num segundo momento, sua reação diante do espelho se modifica: ele é tomado por uma intensa excitação, passa a observar atentamente o que vê ali, demonstrando alegria e curiosidade por aquela imagem ainda não reconhecida como sendo a sua, mas como se fosse a de uma outra pessoa
22. Num primeiro momento, o bebê não demonstra nenhuma atração por sua imagem refletida no espelho, como se não reconhecesse ali qualquer coisa especial capaz de chamar a sua atenção
23. No estádio final, a criança é capaz de se reconhecer.