1. Esperanto e Gestuno - consideradas pela comunidade surda como línguas artificiais, tem objetivo de facilitar a comunicação internacional
1.1. Gestuno, língua de sinais internacional proposta em 1970
2. Natural, evoluindo conforme cada cultura
2.1. LIBRAS - Língua de sinais própria do Brasil
2.1.1. Possui gramatica e é totalmente possível expressar conceitos abstratos na língua de sinais
2.1.1.1. Os sinais podem ser tão ricos e versáteis quanto as palavras faladas, transmitindo uma variedade de nuances e significados, sem perda de conteúdo.
2.1.1.1.1. Em 1996, no Brasil, um grupo de pesquisa liderado por Antônio Carlos da Rocha Costa na PUC de Porto Alegre onde a surda Marianne Stumpf teve uma participação destacada, desenvolvendo trabalhos de alfabetização com crianças surdas que utilizavam a LIBRAS como língua.
2.1.2. O alfabeto manual possui 27 configurações de mão, cada uma correspondendo a uma letra do alfabeto português
2.1.2.1. No uso do alfabeto manual, alguns elementos linguísticos são adaptados pelos usuários para se ajustarem às restrições da língua de sinais.
2.2. Tanto a American Sign Language (ASL) quanto a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) têm influências das línguas de sinais francesas.
2.2.1. Em 1855, o surdo francês Ernest Huet chegou ao Brasil com o apoio do Imperador Dom Pedro II para estabelecer a primeira escola para surdos brasileiros.
2.2.1.1. Em setembro de 1857, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) foi fundado no Rio de Janeiro.
3. William Stokoe identificou em 1960, 3 paramêros principais dos sinais: Configuração de mão, Ponto de articulação ou locação e Movimento
3.1. Robbin Battison e Edward S. Klima identificaram um 4º paramêtro: Orientação da palma da mão
3.1.1. Klima & Bellugi (1979) realizaram um estudo para distinguir entre mímica e sinais.
4. A língua de sinais não é um código secreto dos surdos, é uma forma de communicação.
4.1. Durante séculos, os surdos foram privados de se comunicarem em sua língua natural devido a atitudes discriminatórias e políticas de negação do uso dos sinais.
4.1.1. Escolas e instituições forçavam os surdos a adotarem a fala e a leitura labial, proibindo o uso da língua de sinais e castigando aqueles que a utilizavam.
4.1.1.1. A língua de sinais não tem suas origens na língua oral, cada língua de sinais tem suas próprias raízes históricas, muitas vezes ligadas a comunidades surdas específicas