MAPA CONCEITUAL COMPLETO – PSICOLOGIA GRUPAL (CAP. 1 E 2 – OSORIO)

Processos grupais

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MAPA CONCEITUAL COMPLETO – PSICOLOGIA GRUPAL (CAP. 1 E 2 – OSORIO) par Mind Map: MAPA CONCEITUAL COMPLETO – PSICOLOGIA GRUPAL (CAP. 1 E 2 – OSORIO)

1. CONCEITOS TÉCNICOS FUNDAMENTAIS

1.1. Grupo

1.1.1. Conjunto de sujeitos interligados por vínculos conscientes e inconscientes

1.2. Identidade Grupal

1.2.1. Sentido de pertencimento e construção de um "nós", diferenciando-se do "outro"

1.3. Vínculo

1.3.1. Relação afetiva e funcional entre membros. É também canal inconsciente de trocas simbólicas

1.4. Norma

1.4.1. Padrões de comportamento (explícitos e implícitos) que organizam a convivência

1.5. Papel

1.5.1. Lugar simbólico ocupado por um sujeito no grupo, com funções e expectativas definidas

1.6. Liderança

1.6.1. Processo de influência; pode ser formal, simbólica ou funcional

1.7. Coesão Grupal

1.7.1. Grau de afiliação emocional entre os membros; implica empatia, sintonia e solidariedade

1.8. Conflito

1.8.1. Tensão produtiva; pode gerar reorganizações e crescimento

1.9. Comunicação

1.9.1. Processo de trocas verbais e não verbais que sustentam o grupo como unidade simbólica

1.10. Subjetividade

1.10.1. Dimensão interna do sujeito, formada e reformulada na vivência grupal

1.11. Campo Grupal

1.11.1. Totalidade relacional e simbólica em que se desenvolve a experiência do grupo

2. OBJETIVOS DA PSICOLOGIA GRUPAL

2.1. Oferecer compreensão teórico-clínica dos grupos humanos

2.2. Ser instrumento de transformação subjetiva e social

2.3. Desenvolver metodologias de intervenção grupal eficazes e comprometidas com o bem-estar coletivo

2.4. Integrar conhecimento, prática e ética no trabalho com grupos

3. PSICOLOGIA GRUPAL COMO ESPAÇO DE TRANSFORMAÇÃO

3.1. Os grupos são espaços privilegiados para:

3.1.1. Produção de subjetividade

3.1.2. Processos de aprendizagem coletiva

3.1.3. Construção de vínculos significativos

3.1.4. Desenvolvimento de autonomia e criticidade

3.2. A Psicologia Grupal, é instrumento de emancipação e de reconstrução de laços sociais num mundo cada vez mais fragmentado

4. PSICOLOGIA GRUPAL COMO NOVA DISCIPLINA

4.1. Surge na confluência de disciplinas pré-existentes, especialmente na interface entre a psicologia clínica, social, psicanálise e sociologia

4.2. Propõe-se como uma nova disciplina autônoma, com objeto específico: o grupo humano como campo de experiência, conhecimento e transformação

4.3. Fundada no reconhecimento da complexidade, subjetividade e dinamicidade dos fenômenos grupais

5. FUNDAMENTOS E BASES

5.1. Crise dos modelos tradicionais (individualismo, reducionismo biológico ou sociológico)

5.2. Necessidade de superar a dicotomia indivíduo–sociedade

5.3. Ênfase na dimensão intersubjetiva e constituição relacional da subjetividade

6. ORIGEM HISTÓRICA DO CAMPO GRUPAL

6.1. Início nos anos 1940 com os estudos de Kurt Lewin nos EUA

6.1.1. Base empírica e experimental

6.1.2. Ênfase no aqui e agora, nos processos de interação e na transformação grupal

6.2. Desenvolvimento da teoria de campo, da pesquisa-ação e da dinâmica de grupo

6.2.1. Dinâmica de Grupo

6.2.2. Conjunto de técnicas e métodos aplicados a pequenos grupos

6.2.3. O conhecimento é produzido em ação, com participação dos sujeitos envolvidos

6.2.4. Pesquisa-Ação

6.2.5. Estratégia metodológica onde pesquisar e intervir se articulam

6.3. Utilizada inicialmente na formação de líderes democráticos, visando à reconstrução social no pós-guerra

7. PARADIGMAS TEÓRICOS NORTEADORES

7.1. Teoria da Complexidade

7.1.1. O grupo é um sistema vivo, organizado e auto-regulado

7.1.2. Produz propriedades emergentes

7.1.3. A realidade grupal é não linear, imprevisível, múltipla e interdependente

7.2. Pensamento Sistêmico

7.2.1. O grupo é um sistema aberto, que interage com o ambiente

7.2.2. Totalidade > soma das partes

7.2.3. Importância da inter-relação entre papéis, normas, vínculos, regras e afetos

7.3. Epistemologia Construtivista

7.3.1. O conhecimento é construído na interação entre sujeito e realidade

7.3.2. A verdade é relacional, situada e provisória

7.3.3. A realidade grupal é constituída intersubjetivamente

8. MARCOS CONCEITUAIS CENTRAIS

8.1. Teoria de Campo

8.1.1. Kurt Lewin

8.1.2. O grupo é um campo psicológico dinâmico, composto por forças em tensão

8.1.3. O comportamento é função da pessoa e de seu meio

8.1.4. Introduz noções como:

8.1.4.1. Espaço vital

8.1.4.2. Campo de forças

8.1.4.3. Vetores e valências

8.1.4.4. Interdependência grupal

8.2. Psicanálise Aplicada aos Grupos

8.2.1. Freud

8.2.1.1. Identificação com o líder (narcisismo do pequeno grupo)

8.2.1.2. Substituição do superego individual pelo ideal do grupo

8.2.1.3. Instintos sexuais e agressivos canalizados no grupo

8.2.2. Wilfred Bion

8.2.2.1. Grupo de trabalho (voltado à tarefa) × grupo de pressupostos básicos (dominado por defesas inconscientes)

8.2.2.2. Pressupostos básicos:

8.2.2.2.1. Dependência: busca de proteção e autoridade

8.2.2.2.2. Ataque-fuga: luta contra ameaças externas ou internas

8.2.2.2.3. Acasalamento: fantasia de criação de um "messias grupal"

8.2.2.2.4. Enfatiza a emoção grupal como matriz de pensamento

8.3. Sociologia e Antropologia

8.3.1. Mead/Berger & Luckmann

8.3.1.1. A identidade é formada na relação com o outro

8.3.1.2. A realidade social é construída e institucionalizada

8.3.2. Durkheim

8.3.2.1. O grupo como instância de controle e coesão social

8.3.2.2. Fatos sociais regulam comportamentos coletivos

8.3.3. Goffman

8.3.3.1. Interação face a face, papéis sociais e performances

8.3.3.2. Conceito de "apresentação do self" em grupos