Programador 20k

Mapa mental para faturar de 5k a 20k com programação.

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Programador 20k par Mind Map: Programador 20k

1. {Comece por aqui} Introdução ao Mindset 20k

1.1. O Segredo do "10k é a faixa"

1.1.1. Contextualização

1.1.1.1. "10k é a faixa" representa uma sensação e um novo estado mental

1.1.1.2. Para entender o conceito do "10k é a faixa", você precisa viver o conceito

1.1.1.3. No mercado de Desenvolvimento de Software é você quem define quanto quer ganhar e onde quer trabalhar. Você precisa assumir isso como uma verdade absoluta antes de prosseguir com esse mapa

1.1.1.4. Os Devs são valorizados MESMO nesse mercado

1.1.1.5. 10 mil reais de remuneração é o MÍNIMO que você deverá exigir após a sua primeira conquista praticando os conceitos apresentados neste mapa

1.1.2. Problemática

1.1.2.1. Importante: não interessa se você está começando agora e não se imagina faturando esse valor tão rápido ou se está há muito tempo no mercado e sequer passou dos 5 mil reais por mês

1.1.2.2. Se você ainda não fatura 5 dígitos com programação, sua mente está cauterizada e condicionada a não ultrapassar a barreira dos 10k

1.1.2.3. Muitos Devs, sejam juniores ou de maior senioridade, limitam suas possibilidades de ganhos porque ainda não ultrapassaram os 10k de faturamento mensal

1.1.2.4. A crença de que "não é possível faturar rápido mais do que eu faturei até hoje" precisa ser quebrada

1.1.3. Solução

1.1.3.1. Mesmo que você ainda não fature 10 mil reais por mês, o seu primeiro passo será entrar nessa faixa de faturamento

1.1.3.2. Aplicando esse modelo, se você realmente quiser escalar seu faturamento, em menos de 3 meses você entra no "10k é a faixa" e tudo vai começar a fazer mais sentido

1.1.3.3. Seu primeiro movimento é estabelecer sua nova pretensão salarial com base no que você já ganha hoje: De 2k a 5k, nova pretensão de 8k De 6k a 10k, nova pretensão de 12k De 10k a 12k, nova pretensão de 15k

1.1.3.4. Esteja aberto para avaliar propostas em quaisquer modelos de contratação (PJ, CLT ou Cooperativa)

1.1.4. Benefícios

1.1.4.1. Dentro do "10k é a faixa", você terá mais autoconfiança nas entrevistas e nos processos de negociação

1.1.4.2. Você estará vacinado quanto a propostas que não valorizem seu perfil profissional (independente da sua senioridade)

1.1.4.3. Dentro dessa nova faixa, as oportunidades para você escalar seu faturamento serão melhores aproveitadas

1.1.4.4. Você terá plenas condições de escolher quanto quer ganhar, onde quer trabalhar e até mesmo quando parar

1.2. Você é o que acha que é

1.2.1. Contextualização

1.2.1.1. Independente da área de atuação, se você duvida de algo sobre você mesmo, todos também irão duvidar

1.2.1.2. Você precisa REALMENTE acreditar em quem você é e no que você é capaz de fazer

1.2.2. Problemática

1.2.2.1. Muitos profissionais, geralmente os mais novos, negligenciam suas próprias habilidades

1.2.2.2. A falta de crença em você mesmo e nas suas competências gera um repúdio por parte dos times recrutadores e mais ainda, pelos times técnicos

1.2.2.3. Se você não sabe EXATAMENTE o que é capaz de entregar como resultado, não vai saber como vender seu perfil da melhor maneira

1.2.3. Solução

1.2.3.1. Primeiro passo: defina exatamente (apenas para você) em qual senioridade técnica você se enquadra

1.2.3.1.1. Júnior: Já se identifica com pelo menos 1 linguagem de programação, mas ainda não tem experiência no mercado Pleno: Já tem pelo menos 1 ano de experiência de mercado e sabe onde ou com quem encontrar a maioria das respostas para os seus problemas diários de código Sênior: Domina ao menos os elementos essenciais de alguma tecnologia, linguagem ou ferramenta e não precisa que ninguém te diga como fazer as coisas

1.2.3.2. Segundo passo: defina muito bem as suas habilidades comportamentais. Isso é MUITO importante. Até mais do que o próprio conhecimento técnico

1.2.4. Benefícios

1.2.4.1. Você passa a se tornar aquilo que acha que é. Essa consciência dentro de você e apresentada com convicção nos processos seletivos ou até mesmo dentro do time, garante sua contratação e permanência no projeto

1.2.4.2. Você descobre que para ser bom em algo de fato, primeiro é necessário dizer que já é. Você encurta muito o caminho. Não ache isso uma besteira. Isso faz TODA a diferença nesse processo de faturar alto com programação e mais tarde você vai entender isso na prática

1.3. Mindset CLT

1.3.1. Contextualização

1.3.1.1. De fato, não é o melhor modelo de contratação. Perde apenas para o concurseiro. Entenda: você NÃO ESTÁ trabalhando para você. 80% de todo o seu esforço, dedicação de tempo e estudo está gerando faturamento para a empresa que te contratou

1.3.2. Problemática

1.3.2.1. Muita burocracia no processo de contratação

1.3.2.2. Processos seletivos morosos e com etapas dispensáveis

1.3.2.3. Rigidez de carga horária

1.3.2.4. Pouca ou nenhuma flexibilização de horários

1.3.2.5. Muita dificuldade de crescimento e avanços salariais, pois não é apenas você que está em busca de um aumento ano após ano

1.3.2.6. Contratos engessados, logo você não tem autonomia para definir a sua melhor forma de trabalhar

1.3.3. Solução

1.3.3.1. O melhor cenário é não atuar como celetista

1.3.3.2. Caso esteja começando na área é uma boa experiência, só não fique por muito tempo. 2 anos é o suficiente

1.3.4. Benefícios

1.3.4.1. Benefícios: como plano de saúde, vales/tickets para os mais diversos fins e eles vão pensar 2 vezes antes de te demitir por conta dos custos que terão, uma vez que você ultrapasse, claro, os 90 dias comprobatórios

1.4. Mindset do Concurseiro

1.4.1. Contextualização

1.4.1.1. Para trabalhar com programação ou a maioria das outras áreas, este é o pior cenário

1.4.1.2. Quando uma pessoa diz que o sonho dela é passar em um concurso, não é pelo concurso em si (salvo algumas profissões). Ninguém, anote bem, ninguém tem o sonho de ser um concursado. A base deste sonho é uma ilusão, a saber: terei estabilidade financeira e nunca serei demitido.

1.4.1.3. Como o nosso foco aqui é Programação, o concurso público é a pior das alternativas para quem deseja de fato ter, não uma estabilidade, mas uma LIBERDADE financeira

1.4.2. Problemática

1.4.2.1. Estagnação tanto financeira quanto de conhecimento

1.4.2.2. Projetos morosos e engessados

1.4.2.3. Apenas 30 dias de descanso no ano

1.4.3. Solução

1.4.3.1. Não fazer

1.4.4. Benefícios

1.4.4.1. Nenhum

1.5. Mindset PJ

1.5.1. Contextualização

1.5.1.1. A maioria das oportunidades mais atrativas do mercado para programação hoje, está na modalidade PJ (Pessoa Jurídica)

1.5.1.2. Não existe morosidade na maioria dos processos seletivos

1.5.1.3. A relação não é mais entre o seu CPF e uma empresa. Agora a relação é de empresa para empresa.

1.5.2. Problemática

1.5.2.1. Contratos mais voláteis

1.5.2.2. Sem os benefícios do CLT, geralmente

1.5.2.3. Não tem férias

1.5.3. Solução/Benefícios

1.5.3.1. Maior flexibilidade de horários

1.5.3.2. Autonomia e abertura para pensar sobre o contrato e redefinir cláusulas caso julgue necessário

1.5.3.3. Pouca burocracia nos processos de contratação

1.5.3.4. Entrevistas mais genéricas e objetivas

1.5.3.5. Possibilidade de trabalhar associado a uma cooperativa, onde todos os trâmites de contratação, cobrança de impostos e até emissões de notas ficam a encargo da entidade. Em alguns casos, existem benefícios de férias remuneradas e você ainda garante um valor mensal para o FGTS (se isso for uma preocupação para você)

1.5.3.6. Possibilidade de entrar em mais de um contrato

1.5.3.7. Você não fica preso a nenhuma empresa ou projeto

1.5.3.8. É muita mais prático romper um contrato PJ caso você encontre uma oportunidade melhor

1.5.3.9. Você pode trabalhar em projetos pontuais e sair ao final deles

1.5.3.10. Você pode colocar pessoas para trabalhar junto com você, afinal estão contratando o serviço da sua empresa

1.5.3.11. Alta margem para escalar seu faturamento, o que compensa a falta de benefícios

1.5.3.12. Você trabalhar para você

1.6. Mindset 20k

1.6.1. Os limites para os seus ganhos com programação quem coloca é você

1.6.2. Você, definitivamente, passa a escolher quanto quer faturar, quando e onde quer trabalhar

1.6.3. Você se torna um profissional sênior para além da camada técnica

1.7. A verdade sobre Carreira

1.7.1. Você nunca muda de carreira, pois sua carreira compreende toda a sua trajetória profissional.

1.7.2. Nesse caminho, você descobrirá potencialidades esquecidas e talvez deseje migrar de área, mas não se preocupe com isso agora. O importante aqui é entender que sua carreira é absolutamente tudo o que você errou e acertou até chegar aqui e o que vem depois, o seu mindset é que determinará

2. Currículo Magnético

2.1. As melhores plataformas

2.1.1. LinkedIn

2.1.1.1. A melhor plataforma para vincular o seu perfil profissional

2.1.1.2. O serviço é gratuito, mas você pode optar pela versão premium se quiser

2.1.1.3. Você pode tanto se cadastrar em vagas quanto receber propostas diretamente no seu chat, o que vai depender do quão interessante esteja o seu currículo

2.1.2. Revelo

2.1.2.1. Uma execelente plataforma onde geralmente são as empresas que contatam você. É uma espécie de vitrine de profissionais para os contratantes

2.1.3. Realize o cadastro e crie o seu perfil em ambas

2.1.4. Dica de mestre: aponte o seu endereço para São Paulo em ambas plataformas. Ainda que você não esteja em SP ou não deseje contratos presenciais, o maior pólo de tecnologia e de demandas para devs é nesse Estado

2.2. Quem você é agora?

2.2.1. Na construção do seu currículo dentro das plataformas citadas, tão importante quanto as suas experiências passadas é quem você é agora

2.2.2. Procure definir com o máximo de exatidão possível as características que ditam seu estado atual como pessoa

2.3. O resumo perfeito

2.3.1. Todas as plataformas dispõem de um campo de descrição para você informar o seu resumo profissional que deve seguir a seguinte estrutra:

2.3.1.1. Uma frase genérica sobre quem você é tecnicamente contendo: Seu nome; Sua senioridade; Seu tempo de experiência; Sua principal competência técnica (seja uma tecnologia, linguagem, ferramenta ou camada); Sua principal característica comportamental;

2.3.1.2. Uma frase listando as principais tecnologias que já trabalhou (mesmo que seu conhecimento não seja sólido) ou tecnologias que conhece mesmo sem nenhuma experiência prática em empresas

2.3.1.3. Uma frase simples e objetiva de cunho pessoal informando o que gosta de fazer para além da programação

2.4. Como trabalhar com o essencial

2.4.1. É super importante que esse conceito esteja presente em cada lacuna de preenchimento nas plataformas de seleção

2.4.2. Para o seu resumo, seja o mais objetivo e claro possível. Não escreva mais de 15 tecnologias e não se alongue demais falando sobre quem você é

2.4.3. Utilize apenas as informações que você considere mais relevante a respeito dos seus atributos comportamentais e técnicos

2.4.4. Se você detalhar demais, sua carta de apresentação vai gerar nos recrutadores e clientes a sensação de que você não tem solidez nos conhecimentos que indicou e muito menos autoridade sobre as tecnologias principais

2.5. Experiências profissionais

2.5.1. Se você não tem nenhuma. Você é Júnior. Não se preocupe. Todo mundo começa de algum lugar. No seu caso, aponte apenas as suas experiências de estudo, práticas autônomas e apenas nesse cenário, enfatize bem o que mais gosta de programar (no resumo)

2.5.2. Para você que já tem experiência, basta seguir a seguinte estrutura para cada cargo:

2.5.2.1. Cargo que exercia; O nicho do negócio (varejo, financeiro, segurança, jogos, etc); O tipo de projeto (e-commerce, fábrica de software, sustentação, MVP, etc); Tecnologias principais utilizadas em cada projeto

2.6. O mito das certificações

2.6.1. Apenas para dizer que NÃO, você não precisa se entupir de certificações para conseguir um bom posicionamento no mercado de programação. A não ser que, seu objetivo seja seguir carreira na Microsoft, Oracle ou em qualquer outra grande Companhia de software que tenha certificados com exigência

2.6.2. Com isso, não estou dizendo que não há utilidade nas certificações, mas para o objetivo do Programador 20k, não entra na pauta como uma premissa

2.6.3. Caso tenha certificações, adicione-as nos locais devidos dentro das plataformas

2.7. Sobre outro idioma

2.7.1. Atualmente, você consegue faturar muito mais do que 20k por mês programando sem precisar falar nada em outro idioma, logo não é uma necessidade urgente caso você esteja precisando faturar algo a curto prazo

2.7.2. A médio e longo prazo, meu conselho é: aprenda Ingês. Ler, escrever e principalmente, conversar. Você vai virar a banca do jogo toda para você e seu crescimento será exponencial em vários sentidos

2.7.3. Caso não tenha outro idioma, informe nas plataformas: inglês intermediário, afinal ler e escrever é o mínimo que todo programador acaba aprendendo inevitavelmente

3. A Arte da Entrevista

3.1. As fases da entrevista

3.1.1. Entrevista de alinhamento

3.1.1.1. O que o recrutador espera de você

3.1.1.1.1. Geralmente, esse é o seu primeiro contato com a vaga. A entrevista com o recrutador(a) é super tranquila. Basicamente, o recrutador espera que você faça um resumo bem geral da sua experiência na área de desenvolvimento. Algumas dicas:

3.1.2. Entrevista técnica

3.1.2.1. O que o líder técnico espera de você

3.1.2.1.1. Geralmente, é a segunda entrevista onde o entrevistador tende a ser um Líder Técnico, o gerente da vaga com know-how técnico também ou algum desenvolvedor do time. O líder técnico espera que você demonstre domínio sobre o que fala e apresente um resumo um pouco mais detalhado sobre seus conhecimentos técnicos e experiências. Não precisa se apavorar. No decorrer do mapa estão as dicas principais para você seguir nesse modelo de entrevista

3.1.3. Entrevista final

3.1.3.1. O que o cliente espera de você

3.1.3.1.1. Essa é uma entrevista que acontece raramente, porém nem tanto. Após o bate papo técnico, às vezes o cliente quer te conhecer. Então, basicamente, ele também espera que você faça um resumo sobre suas experiência demonstrando confiança no que fala, sem entrar muito no detalhe técnico. E uma dica importante, é focar também em falar sobre suas características comportamentais, pois ele espera isso de você mesmo sem te perguntar, logo não espere o entrevistador questionar, sempre fale sobre suas soft skills

3.2. Como dominar a entrevista em 1 min?

3.2.1. Essa é fácil. O seu primeiro movimento nos segundos iniciais da entrevista (isso vale para qualquer fase) é se conectar pessoal e emocionalmente com o entrevistador. A ideia aqui aproveira o 1° minuto e falar sobre tudo, menos sobre o assunto da vaga em si. Algumas dicas:

3.2.1.1. Sempre comece com um sorriso, chamando o entrevistador pelo nome e o cumprimente cordialmente (importante manter o sorriso e um tom de que você se sente muito bem na sua fala)

3.2.1.2. Pergunte de onde o entrevistador fala e comente sobre onde você está também. Troquem informações triviais sobre a vida

3.2.1.3. Você precisa entrar nesse primeiro minuto passando a intenção de que você não é o entrevistado e sim, o entrevistador. Isso vai quebrar o gelo e conectar vocês, o que gera uma conversa mais flúida e despretenciosa. A leveza de uma entrevista técnica se dá a partir desse primeiro momento

3.3. Técnica da abrangência

3.3.1. Essa técnica consiste em realizar uma fala sobre seu histórico profissional, suas competências técnicas e comportamentais de maneira bem abrangente. E quando eu digo abrangente, não me refiro a informações vagas, me refito a MUITAS informações, porém siga os seguintes critérios:

3.3.1.1. Você só vai utilizar essa técnica quando: 1. Sentir abertura do entrevistador após o 1° minuto de conversa; 2. Se as tecnologias requeridas para a vaga, previamente vistas por você, realmente te interessam e você tem certo domínio

3.3.1.2. Na prática, você fará um resumo, o mais detalhado possível, sobre todas as suas experiência com as tecnologias que atuou. Tente lembrar do máximo de informações possível

3.3.1.3. O objetivo dessa técnica é responder antecipadamente as perguntas técnicas preparadas pelo entrevistador

3.3.1.4. Ainda que sejam perguntas específicas, quando você fala sobre seu histórico com essa técnica, a segurança transmitida na sua fala será tão grande que o entrevistador se sentirá satisfeito e possivelmente, não te faça mais perguntas. Se fizer, tendem a ser mais genéricas e com uma resposta bem fácil

3.3.1.5. No caso de você não estar tão a vontade com o entrevistador ou com as características da vaga, NÃO utilize essa técnica. Faça o resumo, porém não abranga tanto

3.4. Utilizando o gatilho mental certo

3.4.1. O melhor gatilho para se utilizar em qualquer entrevista é o da "despretensão" ou "escassez". Funciona da seguinte forma:

3.4.1.1. Você NÃO deve demonstrar que está necessitando da vaga. Lembre-se sobre o mindset 20k. Você não quer essa vaga, a vaga que quer você

3.4.1.2. MUITO IMPORTANTE: São eles que estão precisando de você, não o contrário. Entre em todas as entrevistas com essa consciência bem estabelecida em você

3.4.1.3. Desta maneira, todas as suas falas, respostas e posicionamentos denotaram segurança e confiança

3.4.1.4. Acredite: eles sabem que você está sendo requisitado por muitas outras empresas. Não importa a sua senioridade

3.4.1.5. O resultado disso é gerar mais confiança por parte dos contratantes. Eles precisam estar seguros de que você não depende deles porque você denota ser muito bom por não necessitar

3.5. Como responder o que você NÃO sabe

3.5.1. Super simples, mas ALTAMENTE necessário. A sua resposta padrão, após eu mesmo ter validado algumas, será: "Não consigo responder isso agora"

3.5.2. O objetivo dessa resposta é gerar no entrevistador a percepção de que você não se sente obrigado a saber sobre aquilo agora. Como se fosse algo trivial e fácil de resolver com uma pesquisa simples.

3.6. Driblando perguntas técnicas e específicas demais

3.6.1. Se você souber e gostar de responder perguntas muito específicas, fique a vontade para entrar nesse jogo do entrevistador

3.6.2. Se você não souber como responder e se esses tipos de perguntas geram tensão por você não saber qual será a próxima, como se fosse uma armadilha, as dicas são as seguintes:

3.6.2.1. Você não tem obrigação de responder nada tecnicamente específico demais. Lógico que você não vai dizer isso ao entrevistador, mas é importante que você SAIBA disso

3.6.2.2. Você tem 3 opções de respostas que funcionam super bem, mas quanto mais experiência você tiver nesses processos de entrevistas, mais possibilidades de respostas você terá. As 3 validadas por mim são:

3.6.2.2.1. 1. "Eu não tenho como responder isso agora"

3.6.2.2.2. 2. "Possivelmente eu utilizo isso [tecnologia, padrão, modelo, arquitetura, etc], mas não consigo agora associar a prática ao conceito para te responder agora"

3.6.2.2.3. 3. "Sinto muito, mas prefiro não responder perguntas específicas demais. Não acredito nessa forma de avaliação, pois eu posso ter estudado sobre isso semana passada e ter a resposta na ponta da língua ou posso ter esquecido e não saber responder, mas no dia a dia eu com certeza encontraria uma solução"

3.7. Usando suas soft skills a seu favor

3.7.1. As soft skiils são as suas habilidades comportamentais, relacionais e emocionais. Você sempre falará delas em todas as fases de entrevistas

3.7.2. Primeiro, faça antecipadamente uma lista de todas as habilidades pessoais que você e outras pessoas reconhecem em você

3.7.3. Se aproprie, memorize essas habilidades e coloque muito valor nelas, porque de fato elas valem muito no processo de seleção

3.7.4. A melhor forma de aplicá-las é intercalando na sua fala com as habilidades técnicas. Então, se você acabou de falar que tem 5 anos de experiência com Java nativo para Android, que desenvolve serviços web para o consumo dessas aplicações mobile e domina o SQL porque passou 3 anos desenvolvendo procedures no Oracle, chegou a hora de falar de pelo menos uma habilidade pessoal que faz a diferença dentro do time

3.8. Como aplicar o gatilho da Troca Justa

3.8.1. Esse gatilho você pode aplicar no final da sua apresentação ou quando o entrevistador faz perguntas sobre algo que você não conheça ou quando ele te pergunta sobre o motivo real de você estar concorrendo a essa vaga

3.8.2. Você simplesmente vai falar algo com base nesse modelo:

3.8.2.1. "Quando vou entrar em um processo para uma oportunidade, eu sempre valido se as tecnologias essenciais requeridas pela vaga são do meu domínio, justamente porque gosto de já entrar no time jogando. Porém, mais do que isso, também valido se existe alguma tecnologia que vocês trabalham que eu não conheça ou não domine, pois acredito que a troca está para além do meu serviço pela remuneração. Se vocês mexem com algo que não sei, soa como uma oportunidade para mim de aumentar a minha senioridade de ferramenta de mercado"

3.9. Perguntas que VOCÊ precisa fazer

3.9.1. 1. Vocês trabalham com metodologia ágil?

3.9.1.1. Isso demonstra que você aprecia essa metodologia e já atuou com ela, por menor que seja a experiência. Na verdade, mesmo que você não tenha nenhuma experiência com o ágil, é sempre bom perguntar

3.9.2. 2. Como está estruturado e composto o time?

3.9.2.1. Aqui tem uma cerejinha. Caso eles respondam apenas sobre como está composto o time de desenvolvimento, falando apenas dos devs e se esquecendo dos outros papéis como (P.O, Q.A, Analista de negócio, Gerente do projeto e demais stakeholders) é o seu momento de dizer: "Me refiro ao time inteiro, pois preciso ter uma visão holística do projeto"

3.9.3. 3. O que vocês esperam de mim, como profissional, caso comecemos essa parceria?

3.9.3.1. Muitos são pegos de surpresa com esse questionamento e isso é bom. O objetivo aqui é extrair do entrevistador o que realmente ele deseja de você para além dos requisitos técnicos

3.10. Torne-se um especialista em entrevistas

3.10.1. A dica aqui é você realizar o máximo de entrevistas que puder durante um período limitado de tempo, por exemplo, ficar pelo menos 1 mês participando de processos seletivos, mesmo que já esteja contratado

3.10.2. O objetivo é aprimorar suas habilidades de comunicação, conquistar mais segurança e autoconfiança

3.10.3. Faça intervalos de 3 em 3 meses para entrar nesses processos

4. A Arte da Negociação

4.1. Tipos de processos seletivos

4.1.1. 1. Três entrevistas: - Validação de perfil (recrutador); - Validação de conhecimentos técnicos (Líder Técnico); - Revalidação do perfil (Cliente) - Encaminhamento ao RH para contratação

4.1.2. 2. Duas entrevistas: - Validação de perfil (recrutador); - Validação de conhecimentos técnicos (Líder Técnico); - Encaminhamento ao RH para contratação

4.1.3. 3. Uma entrevista: - Validação de perfil e técnica em apenas uma conversa; - Encaminhamento ao RH para contratação

4.1.4. 4. Para os três tipos citados, pode ocorrer também a necessidade de um teste técnico

4.1.4.1. Nesses casos, caso você não se sinta confortável neste modelo de seleção, nem entre. No entanto, você precisa negociar isso com você

4.2. Negocie primeiro com você

4.2.1. Defina seus pré-requisitos

4.2.1.1. Os requisitos que você precisa definir antes de aceitar a primeira entrevista são:

4.2.1.1.1. 1. Seu budget para CLT e PJ (lembrar do "10k é a faixa"); 2. O tipo de contratação CLT ou PJ; 3. Modelo de trabalho (Presencial, Remoto ou Híbrido); 4. Camada de atuação técnica (Backend, Frontend, Fullstack, Arquiteto, Engenheiro, Líder Técnico, etc); 5. Principal tecnologia/linguagem (Java, .Net, Pyton, React, Angular, Cloud, etc)

4.2.1.1.2. Você só deverá seguir para uma entrevista se todos esses requisitos são atendidos pela oportunidade

4.2.2. Avaliação Financeira

4.2.2.1. Caso você ainda esteja em dúvida sobre seguir na carreira dentro do CLT ou PJ, é extremamente necessário que você faça uma avaliação financeira

4.2.2.2. Coloque no papel todos os seus custos reais e prováveis

4.2.2.3. Calcule os valores líquidos em dinheiro das 2 modalidades

4.2.2.4. Quanto ao PJ, avalie se a ausência de benefícios seguida de um budget maior, é ou não um problema para você. Necessário validar se com o valor líquido do PJ, você consegue manter a qualidade de vida atual ou promover uma ainda melhor

4.3. Como negociar o budget

4.3.1. A negociação da remuneração nunca é para baixo

4.3.2. Se você estipulou que o seu valor mínimo é 10k, esteja sempre aberto a negociação, porém informe ao recrutador que só é negociável para cima. Pode utilizar exatamente esse termo

4.3.3. Na modalidade PJ existem 2 variações:

4.3.3.1. Contrato de horas abertas

4.3.3.1.1. Atualmente, a média do mercado é a seguinte: Perfil Júnior: 30 a 50 reais a hora; Perfil Pleno: 55 a 75 reais a hora; Perfil Sênior: 80 a 90 reais a hora; Especialista: a partir de 95 reais a hora

4.3.3.1.2. Nesse tipo de contrato, o valor por mês pode variar devido a quantidade de horas trabalhadas. A média geralmente é de 168 horas por mês

4.3.3.2. Contrato de horas fechadas

4.3.3.2.1. Atualmente, a média do mercado é a seguinte: Perfil Júnior: 5k a 8k mês; Perfil Pleno: 8k a 12k mês; Perfil Sênior: 12k a 16k mês; Especialista: a partir de 16k

4.3.3.2.2. Nesse tipo de contrato você recebe o valor fechado no mês, sem variação

4.3.4. Na modalidade CLT, o padrão é contrato fechado

4.3.4.1. Atualmente, a média do mercado é a seguinte: Perfil Júnior: 5k a 7k mês; Perfil Pleno: 7k a 9k mês; Perfil Sênior: 9k a 12k mês; Especialista: a partir de 13k

4.4. Como negociar sua disponibilidade

4.4.1. Caso você esteja sem contrato, informe ao final das entrevistas (apenas se o entrevistador perguntar) que a sua disponibilidade é imediata, porém negocie a entrega de um notebook para que você possa atuar 100% no projeto e não misturar demandas pessoas com as profissionais. Nesse cenário, o ideal é você negociar o tempo de entrega do periférico para dar início aos trabalhos

4.4.2. Caso você esteja vinculado a algum contrato e deseje sair, a disponibilidade padrão para PJ é de pelo menos 15 dias; já para CLT, 30 dias. Entretanto, isso também pode ser negociado a depender da necessidade do seu novo contratante

4.5. Como negociar a flexibilidade de horário

4.5.1. O mais importante aqui é que você esteja (de alguma forma) disponível em algum comunicador interno definido pela empresa em horário comercial

4.5.2. Geralmente, uma das exigências tanto das oportunidades CLT quanto PJ é que você esteja disponível das 8h, 9h até as 17h, 18h

4.5.3. Na modalidade CLT os gestores dificultam essa flexibilização

4.5.4. Na modalidade PJ você pode negociar na entrevista os seus horários mais produtivos de maneira bem aberta e transparente, afinal é um trabalho intelectual que exige um estado mental e físico confortável para que seu código tenha qualidade

5. Meu Primeiro Contrato

5.1. Contrato PJ/Cooperado

5.1.1. Essa é a melhor das opções de contrato

5.1.2. A diferença básica entre o contrato PJ e o Cooperado é o vínculo empregatício. Quando você fecha um contrato PJ, necessariamente você precisa abrir uma empresa e terá que tomar conta dela. Não se preocupe, você não precisa ser um expert em abertura de empresas. Não há custo algum para abrir um MEI (e é por aqui que você começa). No PJ, as notas fiscais é a sua empresa que deve gerar. Os passos são:

5.1.2.1. 1. Abrir uma empresa MEI (Micro Empreendedor Individual) adicionando os CNAES (tipos de atividade que sua empresa exerce). Esses CNAES a contratante deverá te informar, mas os principais são:

5.1.2.1.1. 62.01-5-01 - Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda 62.02-3-00 - Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis 62.03-1-00 - Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não-customizáveis 62.09-1-00 - Suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação 95.11-8-00 - Reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos

5.1.2.2. 2. Contratar um contador para cuidar da sua empresa. Ele ficará responsável por emitir suas notas fiscais, realizar algum tramite de migração quando seu faturamento aumentar, realizar suas declarações junto à Receita e fique tranquilo que você encontra bons contadores por no máximo 200 reais por mês. Facilita muito a sua vida

5.1.2.3. 3. Esteja ciente que a média de impostos por nota fiscal é de 6% a 8%, em cima do valor bruto que você receberá

5.1.2.4. 4. As documentações solicitadas geralmente são: - CNPJ - Contrato Social - RG - Comprovante de Residência

5.1.2.5. 5. O processo de contratação não tem quase nenhuma burocracia. Você recebe o contrato por e-mail e assina digitalmente

5.1.3. Na cooperativa, você não precisa abrir uma empresa. O seu vínculo é direto com a Entidade. As notas fiscais são geradas por ela e você apenas recebe a sua remuneração já descontado o imposto. Eles geralmente cobram uma taxa de entrada no valor médio de 50 reais, que são devolvidos caso haja encerramento da parceria. Algumas até oferecem alguns benefícios. Mais um ponto positivo em relação ao modelo PJ

5.1.3.1. A burocracia de contratação é a parecida com o modelo PJ (com a exceção da abertura de empresa) e você também recebe o contrato no e-mail e assina digitalmente

5.2. Contrato CLT

5.2.1. Nesse tipo de contrato, existe um pouco mais de burocracia. No PJ, o protocolo burocrático só é maior que o CLT quando você ainda não tem empresa aberta, após abertura é apenas enviar poucos documentos e entrar

5.2.1.1. 1. Você envia formulários e uma lista enorme de documentos comprobatórios

5.2.1.2. 2. Você precisa realizar um exame admissional

5.2.1.3. 3. O processo em si de admissão é moroso

5.2.1.4. 4. Você também recebe o contrato por e-mail para assinar digitalmente

5.3. Preciso de um contador?

5.3.1. Não necessariamente. Como falei, um contador vai te "quebrar um galho" todo mês, pelo menos com as emissões das notas e disponibilização dos DAS para você pagar os impostos. Contudo, você pode fazer tudo isso sozinho também. Ainada assim, sugiro contratar um

5.4. Avaliação dos custos de manutenção

5.4.1. Assim como você precisou avaliar os seus custos pessoais para optar pela modalidade CLT ou PJ, caso opte por abrir uma empresa, julgo necessário também que você esteja ciente dos possíveis custos para a manutenção desta. Outro motivo para você contratar um contador. Para abrir a empresa no formato de MEI é de graça. Saiba que nenhum contador tem o direito de cobrar isso, contudo se você quiser alguém que conheça esses processos, essa pessoa é o contador e a depender das necessidades de negócios que forem aparecendo, ele é a figura mais indicada para te deixar a par dos custos que porventura você venha a ter. E fique tanquilo também, não é nada de outro mundo.

6. Aos 20k e além

6.1. O segredo para escalar sua empresa e tríplicar seu faturamento em 2023

6.1.1. Fácil de estruturar, porém trabalhoso para manter. É nesse momento em que você decide se deseja ou não passar dos 20k de faturamento mensal com programação

6.1.2. Considere o cenário PJ. Você é uma empresa que presta serviços de programação para outras empresas, logo você pode muito bem além de se vincular a mais de um contrato como você mesmo contratar pessoas para tabalhar nesses contratos com você

6.1.3. Por experiência própria, você com um perfil mais sênior, consegue lidar sozinho e tranquilamente com 2 contratos simultaneos

6.1.4. Se passar de 2 contratos, você precisará de mais alguém

6.1.5. Essa é a lógica que me fez faturar mais de 40k por mês nos últimos anos

6.1.6. O complicador é: montar e manter essa estrutra com vários contratos dá trabalho e demanda bastante do seu tempo nos primeiros meses. A tendência é diminuir o fluxo, mas até lá, você precisa realmente gostar de programar e se dedicar mais tempo do que o convencional

6.1.7. Eu consigo te ajudar a montar essa estrutura e até colocar na prática todo o conteúdo deste mapa através do meu programa de mentoria individual. Eu sento junto com você, montamos seus currículos, estratégias, treinos de entrevistas, direciono cada passo seu até a aquisição do seu primeiro contrato. Caso tenha interesse em conhecer um pouco mais do que ofereço nessa mentoria, deixei um link em uma nota no último card. É só me mandar mensagem que te explico tudo por lá

6.1.8. Link para falar sobre a mentoria -->