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SÍFILIS por Mind Map: SÍFILIS

1. Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano,

2. Causada pela bactéria Treponema pallidum.

2.1. A infecção pelo Treponema pallidum não confere imunidade permanente

2.2. Por isso, é necessário diferenciar entre a persistência de exames reagentes (cicatriz sorológica) e a reinfecção pelo T. pallidum.

3. De fácil detecção e de tratamento simples, barato e 100% eficaz.

4. Também por transfusão de sangue ou de forma transplacentária (em qualquer período da gestação).

5. É uma doença de evolução lenta.

5.1. Quando não tratada, alterna períodos sintomáticos e assintomáticos, com características clínicas, imunológicas e histopatológicas distintas.

5.2. Divididas em três fases: sífilis primária, sífilis secundária e sífilis terciária.

5.2.1. Sífilis Primária

5.2.1.1. Também chamada de cancro duro ou protossifiloma.

5.2.1.2. Surge de 1 a 3 semanas (podendo chegar a 3 meses) após o contágio (geralmente pele lesada ou mucosa).

5.2.1.3. Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias.

5.2.1.3.1. Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha

5.2.1.4. Persistem por 6 a 7 semanas e desaparecem espontaneamente. Após tratamento, curam rapidamente e deixam de ser infectantes em 24 horas.

5.2.2. Sífilis Secundária

5.2.2.1. Quando a sífilis não é tratada na fase primária, evolui para sífilis secundária, período em que o treponema já invadiu todos os órgãos e líquidos do corpo.

5.2.2.2. Presença de lesões polimorfas, como as roséolas (pápulas ou lesões planas eritematosas que acometem principalmente o tronco); e as sifílides (lesões papuloerosivas, pustulosas e hipertróficas, que acometem a cavidade oral, genital, palmas das mãos e planta dos pés.

5.2.2.3. Surgem 6 semanas a 6 meses após o contágio (geralmente 4 a 8 semanas após o cancro) e duram de 3 a 12 semanas.

5.2.2.4. A confluência das lesões papulosas forma placas secretantes e com muitos parasitas, denominadas condiloma plano.

5.2.2.5. Sintomas sistêmicos como mialgia, artralgia, mal-estar e febrícula são frequentes.

5.2.2.6. Desaparecem sem deixar cicatriz (raramente persistem áreas hipocrômicas). A adenopatia pode persistir por meses antes de desaparecer.

5.2.3. Sífilis Latente

5.2.3.1. Não apresenta sinais e sintomas. Diagnóstico é feito pela sorologia positiva. Inicia quando desaparecem as lesões cutâneas do secundarismo e persiste até que surjam manifestações terciárias.

5.2.3.1.1. Pode ser recente se tiver menos de 1 ano de evolução ou tardia, se tiver mais de 1 ano ou tempo indeterminado.

5.2.4. Sífilis Terciária

5.2.4.1. Apresenta manifestações tardias e raras decorrentes de complexos imunológicos. Ocorre em um terço dos pacientes que não recebem tratamento. Pode manifestar-se como goma (15%), sífilis cardiovascular (10%) ou neurossífilis (8 a 10%).

5.2.4.2. Aparece em até 1 ano (lesões gomosas) ou após intervalo longo de 10 a 30 anos.

5.2.4.3. As lesões gomosas ocorrem especialmente em pele, tecido celular subcutâneo ou osso, mas podem também ocorrer nas vísceras, principalmente no fígado. As lesões cardiovasculares são principalmente o aneurisma aórtico, insuficiência aórtica e estenose coronariana.

5.2.4.4. As manifestações do sistema nervoso central (SNC) geralmente são tabes dorsalis, mielite transversa e demência.

5.3. Observação: o comprometimento do SNC (neurossífilis) pode ocorrer em qualquer estágio da sífilis.

6. Período de incubação:

6.1. 10 a 90 dias -média de 21 dias - inversamente proporcional ao tamanho da inoculação.

7. Diagnóstico

7.1. Identificação do antígeno

7.1.1. Servem para diagnóstico das lesões sifilíticas em atividade, como cancro duro, condiloma plano, sifílides e sífilis congênita precoce. O método de eleição é o campo escuro (a coloração torna imóveis os treponemas cujo diagnóstico diferencial com os outros treponemas não pode ser realizado).

7.1.2. > Campo escuro

7.1.3. > Coloração de lâmina

7.1.4. > Imunofluorescência direta

7.2. Sorologia

7.2.1. São utilizados para triagem e acompanhamento após tratamento. São altamente sensíveis.

7.2.2. > Reações não treponêmicas (testes reagínicos não específicos): VDRL, RPR.

7.2.3. > Reações treponêmicas: TPI, FTA-abs, TPHA, ELISA.

7.2.3.1. Os testes treponêmicos detectam anticorpos específicos produzidos pela infecção pelo T. pallidum. São raros os casos de falso-positivo.

7.3. O VDRL torna-se positivo de 30 a 50 dias após a inoculação.

7.4. Um resultado negativo não exclui o diagnóstico de sífilis primária.

8. Tratamento

8.1. O tratamento de escolha é a penicilina benzatina, que poderá ser aplicada na unidade básica de saúde mais próxima de sua residência.

8.2. Para se prevenir à reação de Jarisch-Herxheimer (reação febril com cefaleia, mialgia, exantemas, etc.), podem ser administrados 40 mg de metilprednisona 30 minutos antes da penicilina. Em pacientes que apresentarem uma reação à liberação treponêmica na circulação (reação de Jarisch-Herxheimer), podem ocorrer quadros sistêmicos

9. Precauções

9.1. >Tratar sempre o parceiro, mesmo que sorologicamente negativo.

9.2. > Recomendar abstinência sexual até comprovar cura.

9.3. > Repetir VDRL quantitativo 6, 12 e 24 meses após o tratamento, exceto nos casos com sorologia decrescente.