O papel atual da indústria

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O papel atual da indústria por Mind Map: O papel atual da indústria

1. Quarta Revolução Industrial (convergências de tecnologias digitais, físicas e biológicas)

1.1. Trouxe transformação abrupta nas formas de organizações sociais, pautadas no uso das tecnologias avançadas. O principal expoente desse período é Klaus Schwab (1938).

1.1.1. Essa revolução está pautada em inovações segundo aspectos: físicos, digitais e biológicos.

1.1.1.1. Em relação ao aspecto físico, destaca-se a incorporação de diferentes formas químicas na confecção de produtos para a indústria, como o grafeno, forma do elemento carbono, que apresenta grande potencial para o desenvolvimento mais aprimorado de estruturas metálicas e inovações tecnológicas, como, por exemplo, sua incorporação à tecnologia de smartphones.

1.1.1.2. Em relação ao aspecto digital, destaca-se a ampliação da funcionalidade do aparelho celular, sendo incorporado no campo da educação, da saúde, das organizações políticas e sociais, etc.

1.1.1.3. Em relação ao aspecto biológico, destaca-se o desenvolvimento da biotecnologia, empregada como uma ferramenta hábil para o tratamento das doenças congênitas e de difícil enfrentamento. Também é importante salientar o uso da inteligência artificial, principalmente no campo da saúde.

1.1.2. As transformações experimentadas no contexto da Quarta Revolução Industrial, segundo Schwab, não podem ser vistas como meros desdobramentos da fase denominada Terceira Revolução Industrial, pois os avanços científicos obtidos na atualidade superam em intensidade e grau os avanços obtidos na Terceira Revolução, marcada pela utilização da tecnologia no circuito de produção.

2. Panorama da distribuição industrial do mundo

2.1. No decorrer da história, as sociedades desenvolveram diferentes formas de organização da economia. Dicken (2010, p. 200) divide o sistema capitalista da seguinte forma: capitalismo de mercado neoliberal, capitalismo de mercado social, capitalismo de desenvolvimento e sistema capitalista-comunista da China.

2.2. Outra classificação bastante usual em relação ao processo de industrialização divide os países em três grandes grupos: países de industrialização clássica (século XVIII e XIX); países de industrialização planificada, processo iniciado no século XX, com a URSS, pautado num modelo de gerência estatal; e países de industrialização tardia ou periférica, processo iniciado a partir do século XX, em países considerados emergentes e subdesenvolvidos.

3. Fatores locacionais das indústrias

3.1. A força de trabalho, também denominada “capital humano” (BENKO, 1996, p. 133), manifesta-se na capacidade de atração e aproveitamento de mão de obra. Nesse caso, é evidente a presença de universidades e centros de pesquisa.

3.2. O atrativo da paisagem também influencia consideravelmente a decisão de uma empresa em instalar-se no território. Esse aspecto está relacionado não somente às condições de infraestrutura do local (boas estradas/aeroportos, bons serviços públicos, boa rede de telecomunicações, etc.), mas também ao fato de o território ter boas opções de lazer e entretenimento.

3.2.1. Boa rede de transporte é apontada como um fator de atração das indústrias. O custo do transporte costuma ser levado em consideração no que tange à decisão da empresa em instalar-se no território.

3.2.2. Além disso, considera-se o território quanto recurso específico, ligado à disponibilidade de matéria-prima.

3.3. A presença de economias de aglomeração também aparece como um elemento-chave que influi na decisão das empresas em instalar-se no território. Para Benko (1996, p.135), “novos espaços industriais bem-sucedidos nasceram perto das metrópoles (Boston, Los Angeles, Paris etc.)”.

3.4. Ao escolher um local para se instalar, as indústrias também analisam aspectos políticos, como fatores de atração, destacando-se: incentivos ao empresariado, isenções fiscais, planos de parceria público-privado, legislação flexível e existência de juízos arbitrais próprios para dirimir demandas com certa celeridade.

4. Guerra fiscal, guerra dos lugares

4.1. Para Dicken (2010, p. 208), ”os Estados concorrem para melhorar as respectivas posições no comércio internacional, a fim de obter uma maior fatia possível dos ganhos oriundos do comércio”.

4.2. Os Estados costumam concorrer entre si, visando a uma maior atração dos recursos públicos, bem como dos recursos oriundos dos investimentos do capital privado.

4.3. A competição travada entre as estruturas de poder acabou sendo denominada pela doutrina como “guerra dos lugares” (SANTOS, 2006, p. 167).