Comparativo das Anemias Ferropriva e Associada a Doenças Crônicas

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Comparativo das Anemias Ferropriva e Associada a Doenças Crônicas por Mind Map: Comparativo das Anemias Ferropriva e Associada a Doenças Crônicas

1. Anemia Ferropriva

1.1. A anemia ferropriva representa a deficiência nutricional de maior ocorrência em todo o mundo.

1.2. Não é considerada um doença, mas sim um sinal de doença.

1.3. Locais de incidência

1.3.1. Apesar de sua significante prevalência em países desenvolvidos, a Anemia Ferropriva atinge, essencialmente, expressivos contingentes da população dos países em desenvolvimento.

1.3.1.1. Nos países em desenvolvimento, metade dos pré-escolares são anêmicos, comparados a 7% nos países desenvolvidos.

1.4. Sintomas

1.4.1. O início da anemia ferropriva é quase invariavelmente insidioso, sendo gradual a progressão dos sintomas.

1.4.2. 1) Prejuízos no desenvolvimento neurológico e desempenho escolar

1.4.2.1. Dependendo do grau de anemia, o tempo total de exercício, a carga máxima de trabalho, a taxa cardíaca e os níveis de lactato sérico, após exercício, são afetados adversamente, acarretando prejuízos no desenvolvimento neurológico e desempenho escolar.

1.4.3. 2) Distúrbios comportamentais

1.4.3.1. Irritabilidade.

1.4.3.2. Pouca atenção.

1.4.3.3. Falta de interesse ao seu redor e dificuldade no aprendizado.

1.4.3.4. Prejuízo na capacidade de manter a temperatura corporal na exposição ao frio.

1.4.3.5. Alterações no crânio, em crianças com anemia ferropriva de longa duração, como espaços diploicos aumentados, tábuas externas afinadas, além de anormalidades nos ossos longos.

1.4.4. 3) Deficiência de ferro ou do mineral

1.4.4.1. A anemia por deficiência de ferro ou, em muitos casos, apenas a deficiência do mineral, pode ocasionar fadiga e prejuízo no crescimento e no desempenho muscular.

1.5. Importância do diagnóstico

1.5.1. O correto diagnóstico da anemia por deficiência de ferro é de fundamental importância para se evitar e reduzir os riscos à saúde.

2. Anemia de Doença Crônica

2.1. É definida pela presença de uma doença crônica, infecciosa (fúngicas, bacterianas e virais), inflamatória ou neoplásica, anemia e hipoferremia, apesar de abundante quantidade de ferro nos macrófagos.

2.2. Sua gravidade está muitas vezes relacionada ao grau de infecção.

2.3. Sintomas

2.3.1. Na patogênese da anemia de doença crônica atuam pelo menos três mecanismos:

2.3.1.1. 1) Alterações na eritropoese

2.3.1.1.1. Quanto às alterações na eritropoese, a ocorrência de um bloqueio na liberação do ferro dos macrófagos, levando à diminuição do ferro disponível para a síntese da hemoglobina.

2.3.1.2. 2) Diminuição da sobrevida das hemácias

2.3.1.2.1. Este fenômeno é atribuído ao estado de hiperatividade do sistema mononuclear fagocitário, desencadeado por processo infeccioso, inflamatório ou neoplásico, levando à remoção precoce dos eritrócitos circulantes.

2.3.1.3. 3) Resposta inadequada da medula à hemólise

2.3.1.3.1. A resposta inadequada da medula à hemólise leve deve-se a possíveis defeitos na eritropoese, como a diminuição inapropriada da secreção de eritropoetina e eritropoese, limitada pela menor oferta de ferro.

2.4. Cuidado na utilização do ferro

2.4.1. Nas anemias de doença crônica, é importante ter cautela ao se utilizar o ferro, pois este pode representar um papel crítico, podendo estar biodisponível para os organismos patogênicos, os quais se utilizarão deste para suas próprias funções, agravando assim as infecções.