História da Filosofia Antiga

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História da Filosofia Antiga por Mind Map: História da Filosofia Antiga

1. Como essência das coisas as Ideias não são relativas a um sujeito particular mas impõem-se como algo absoluto sendo, portanto, "o ser verdadeiro"

2. incorporeidade

3. Pré-socráticos

3.1. As fontes da filosofia pré-socrática: fragmentos e doxografia.

3.2. Tales de Mileto: primeiro "investigador da natureza." Era conhecido também por sua sabedoria política. Água era o princípio de todas as coisas.

3.3. Anaximandro de Mileto: sua tese defendia que a matéria do mundo se desenvolve a partir de um material indeterminado (apeiron = aquilo que é sem limite, ilimitado), em direção ao qual ele acaba por retornar.

3.4. Anaxímenes de Mileto: o ar é o elemento primeiro, sendo assim os outros materiais formas de ar de diferentes densidades.

3.5. Parmênides de Eleia: só existe uma única realidade (monismo) que não muda jamais.

3.6. Heráclito de Éfeso: a existência de uma mudança permanente, pois "tudo flui", "a unidade dos contrários" sendo aquilo que sustenta o mundo. O fogo é o elemento de todas as coisas.

3.7. Empédocles de Agrigento: a reencarnação figura igualmente em primeiro lugar. Ele instituiu os quatro elementos movidos pelo amor e ódio, considera também elementos como "deuses" e "espíritos", que experimentam atração e repulsão uns pelos outros.

3.8. Pitágoras: para ele os números foram seu principal elemento de estudo e reflexão, do qual se destaca o "teorema de Pitágoras"

3.9. Xenófanes de Cólofon: se opunha contra o misticismo na filosofia e o antropomorfismo.

3.10. Zenão de Eléia: foi grande defensor das ideias de seu mestre, filosofando acerta das "dialéticas" e "paradoxos"

3.11. Demócrito de Abdera: o átomo era o princípio de todas as coisas, desenvolvendo assim a "Teoria Atômica"

3.12. Leucipo de Mileto: desenvolveu a ideia do átomo, para ele o mundo é formado a partir do choque aleatório e infinito

3.13. Alcmeão de Cróton: as multiplicidades das coisas humanas podem ser reduzidas a pares. Os contrários são os primeiros princípios das coisas.

3.14. Melisso de Samos: cosmos é ilimitado. O um é eterno e ilimitado.

3.15. Filolau de Cróton: como princípio existe o limitado e ilimitado. Tudo acontece conforme a necessidade e harmonia.

3.16. Arquitas de Tarento: música, números e mecânica.

3.17. Anaxágoras de Clazomena: homeomerias são o princípio de todas as coisas.

4. O movimento sofista

4.1. Protágoras:

4.1.1. O humano é a medida de todas as coisas=

4.1.1.1. Nós vamos decidir o que é verdade ou falsidade, pois somos a medida de tudo.

4.1.2. Não existe uma verdade absoluta.

4.1.2.1. Mas existia o útil, o danoso e etc.

4.1.3. Relativista e utilitarista.

4.1.4. Ensinava a argumentar a partir da antilogia (contradição).

4.2. Górgias:

4.2.1. Nada existe.

4.2.2. Se o ser existisse ele não seria cognoscível.

4.2.3. Se fosse possível conhecer essa coisa seria não espremível.

4.3. Erísticos:

4.3.1. Fama de levar o ouvinte ao cheque-mate.

4.3.2. Bons em argumentação e refutação.

4.4. Sofistas Políticos:

4.4.1. Usufruem dos argumentos anteriores para então erguer-se na política.

4.4.2. A maioria não possui empatia.

4.4.3. O justo é a vantagem do mais forte. - Trasímaco

4.4.4. Atenas desenvolveu a experiência democrática mais desenvolvida no contexto do mundo grego.

4.4.4.1. Resultado de vários processos de reformas constitucionais que se iniciou com Sólon.

4.4.5. O princípio fundamental da democracia ateniense era que todos os cidadãos, inclusive os pobres, tinham por lei poder político.

4.4.5.1. isonomia: igualdade perante a lei, direitos políticos.

4.5. Naturalistas:

4.5.1. Hípias:

4.5.1.1. Direito natural e Humano.

4.5.1.2. Não fazia sentido criar leis humanas a onde acabavam dividindo a sociedade.

4.5.2. Antífonte:

4.5.2.1. A natureza nos revela a lei absoluta.

4.5.2.2. "Somos todos absolutamente iguais por natureza, tanto gregos como bárbaros."

4.6. 3 principais valores de democracia ateniense: igualdade, inclusão e liberdade.

4.6.1. isegoria: igualdade de discursos.

4.6.2. parresia: liberdade de discurso ou discursos de dizer qualquer coisa.

5. Platão

5.1. Defende uma doutrina filosófica que se caracteriza por uma dupla subversão.

5.1.1. Primeira: As coisas percebidas pelos sentidos, no meio das quais vivemos, são somente imagens, imagens de realidades inteligíveis separadas ou Formas, que são os modelos das coisas sensíveis e constituem a realidade verdadeira; diferentemente das coisas sensíveis, as Formas possuem em si seu próprio princípio de existência.

5.1.2. Segunda: O homem não se reduz a seu corpo, e sua verdadeira identidade coincide com o que designamos com o termo "alma".

5.2. O inteligível.

5.2.1. As coisas sensíveis devem, porém, manter uma relação com as formas inteligíveis que orientam a ação do homem, asseguram a organização da cidade e se situam mesmo, de acordo com o Timeu, no princípio do universo. A relação entre o sensível e inteligível não é simétrica, pois o sensível depende do inteligível que existe em si para a sua existência e para sua constituição.

5.2.2. Existem três gêneros: formas inteligíveis, sensíveis e o khorá.

5.3. A alma

5.3.1. Interioridade humana = ela passa do corpo para uma entidade quase corporal sempre atrelada a um elemento corporal. Esta entidade quase corporal é a alma.

5.3.2. Ela se encontra no interior do corpo segundo duas modalidades: como seu motor ou como seu hóspede provisório.

5.3.3. É o que de há mais precioso no homem, principalmente quando ela exerce sua função mais elevada, que permite definir aquilo que é verdadeiramente isso ou aquilo no homem.

5.3.4. Não se reduz a uma atividade ou processo; ela é uma entidade autônoma.

5.4. Os corpos

5.4.1. O corpo do universo foi fabricado exclusivamente a partir de quatro elementos: o fogo, o ar, a água e a terra.

5.4.1.1. Ele associa esses elementos a quatro poliedros regulares: ao fogo tetraedro, ar ao octaedro, a água ao icosaedro e a terra ao cubo.

5.4.1.2. A extraordinária complexidade dos movimentos que afetam todos os corpos celestes se encontra reduzida a dois elementos da natureza matemática: o círculo e a relação matemática.

5.5. A epistemologia

5.5.1. Divisão de natureza ontológica entre os modelos que constituem a realidade verdadeira as cópias que somente comportam uma realidade derivada carrega consigo uma distinção paralela no nível do conhecimento e discurso.

5.6. Ética

5.6.1. A espécie imortal da alma é o intelecto (nous).

5.7. Avaliação racional da moral.

5.8. A política

5.8.1. A causa do mal na cidade, quer dizer, a causa de todo conflito externo ou interno, é a competição (agon) que move a inveja e o ciúmes (phthomos) e que chega à cobiça (pleonexia), quer dizer, o desejo de cada vez ter mais.

5.8.2. Necessidade de uma educação dirigida não somente aos dirigentes, mas também aos cidadãos.

6. Sócrates

6.1. Exerceu a função pública como membro do conselho e da pritania.

6.2. Vivenciou o glorioso período da hegemonia política, econômica e cultural de Atenas. Mas também a derrota de Esparta na longa guerra do Peloponeso.

6.3. Crítico do regime governo, se disse o único homem a se ocupar da verdadeira política.

6.3.1. Para Sócrates, a filosofia não consistia em um corpo de doutrinas formadas por teses teóricas suscetível de ser separado da pessoas que o construiu.

6.4. Ele não temia criticar a moral tradicional, as crenças religiosas e a política vigente.

6.5. A filosofia era m estilo de vida. Vida que levou guiado pela razão e seu daimonion pessoal.

6.5.1. "logoi sokratikoi": discussões socráticas.

6.6. A ignorância socrática

6.6.1. Socrátes apenas dissimulava seu conhecimento como artifício para provocar os interlocutores a responder suas perguntas; ele mesmo não se comprometia em defender francamente suas posições.

6.6.2. Brickhouse e Smith supõem a distinção entre dois tipos de conhecimento, um que torna uma pessoa sábia e outro que não.

6.6.3. Por meio do elenchos podia apenas mostrar, por exemplo, que é melhor sofrer que cometer uma injustiça, porém, não podia apenas mostrar, por por que é assim. Ou seja ele não tinha ciência ética que o permitisse justificar todas as suas crenças morais e sobretudo o guiasse a atuar infalivelmente na vida prática.

6.6.4. A apologia de Sócrates mostra que a declaração de ignorância de Sócrates se apresenta especialmente importante, posto que, com a negação de ter sido professor, constitui o núcleo da estratégia de defesa.

6.6.5. "The more wise in the mortais is aquele that, that Sócrates, certaineceu that, na verdade, a respeito da sabedoria ele nothing vale."

6.7. A apologia de Sócrates de Platão

6.7.1. Discurso de defesa em seu julgamento, a onde ele foi acusado de corromper a sociedade ateniense.

6.7.2. Aristófanes acusa Sócrates: não é sábio, mas ignorante; não estuda física, mas sim ética e política; e que sua única preocupação não é ganhar o argumento, mas descobrir a verdade.

6.7.3. Ele não acreditava nos deuses da cidade.

6.8. O método socrático

6.8.1. O propósito e valor da refutação socrática é negativo e existencial: a alegada sabedoria do interlocutor é exposta como falsa.

6.8.2. Para ser politicamente sábio, você deve entender de justiça e, assim, ser capaz de defini-la e defender sua definição.

7. Teoria das ideias

7.1. A teoria possui seis conceitos.

7.1.1. inteligibilidade

7.1.2. imutabilidade

7.1.3. plenitude

7.1.4. perseidade

7.1.5. unidade

7.2. A ideia só pode ser captada pela inteligência, uma vez que pertence a uma dimensão incorpórea e não pode ser percebida pelos sentidos do corpo, são verdadeiramente plenas e imunes a todo tipo de mudanças, são em se e por si

8. Aristóteles

8.1. A ética de Aristóteles

8.1.1. A investigação ética de Aristóteles está substancialmente desenvolvida em três obras: a Ética a Eudemo, a Ética a Nicômaco e a Grande Ética.

8.1.1.1. "Toda arte, e toda pesquisa e, do mesmo modo, toda ação e todo projeto parecem visar a algum bem: por isso, com razão, o bem foi definido como aquilo a que tendem todas as coisas."

8.1.2. A felicidade como o bem supremo do homem.

8.1.2.1. Esse bem supremo, Aristóteles declara, é uma eudaimonia ou felicidade, que é desejada por toda e qualquer pessoa. E "ser feliz consiste em viver bem e em ter sucesso."

8.1.2.2. O verdadeiro bem do homem consiste na obra ou atividade de razão, e, mais precisamente, no perfeito desenvolvimento e atuação dessa atividade.

8.1.3. As virtudes dianoéticas

8.1.3.1. A sabedoria (phronesis) e a sapiência (sophia).