Seção 1.2 - Instrumentos do processo de trabalho gerencial

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1. gestão da informação

1.1. processamento das informações é parte do trabalho da enfermagem

2. Informação

2.1. a) Dado: consiste no simples registro de fatos, passíveis de serem ordenados e analisados (ex.: registro de um óbito por infecção relacionada à assistência à saúde).

2.2. b) Informação: são dados ordenados de forma significativa e coerente para fins de compreensão e análise (ex.: número de óbitos por infecção relacionada à assistência à saúde do tipo respiratória em uma unidade de terapia intensiva nos últimos doze meses).

3. Tomada de decisão

3.1. em posse da informação é possível que o enfermeiro tome a decisão de como agir sobre determinada situação.

3.2. Conhecendo o número de óbitos por IRAS do tipo respiratória em uma unidade de terapia intensiva nos últimos doze meses, os enfermeiros responsáveis pelo setor podem tomar decisões e propor ações com o intuito de investigar as causas e/ou reduzir tal número.

4. Sistema de Informação

4.1. compreende um conjunto de métodos organizados que provêm informações às organizações, processando os dados e apresentando-os aos responsáveis pela sua interpretação e otimizando resultados

5. Vantagens

5.1. I. Amplia a conectividade em toda a organização.

5.2. II. Desenvolve métodos de comparação e ferramentas, visando garantir a qualidade e a eficiência a partir da redução de custos.

5.3. III. Possibilita o intercâmbio de informações com outras instituições nacionais e internacionais e promove a educação continuada dos profissionais de saúde.

5.4. IV. Suporta a tomada de decisões e gera mudanças de padrões e condutas (PERES; LEITE, 2011).

6. Exemplificando

6.1. A partir do momento do registro de um paciente na recepção de um hospital, é possível que a enfermaria, o centro cirúrgico, a farmácia, o setor de nutrição, o banco de sangue, o laboratório e a central de materiais tenham o conhecimento dessa internação e consigam, dentro de suas responsabilidades, se programarem e agilizar os seus processos de trabalho.

7. Fases do planejamento

7.1. Fase 1 – Diagnóstico:

7.1.1. anteriormente ao planejamento propriamente dito, é imprescindível um diagnóstico da situação apresentada, que servirá de ponto de partida para as demais fases. Sem a análise diagnóstica, corre-se o risco de incidirmos em um planejamento que não atenda ao que se deseja, que não resolva o problema apresentado ou, ainda, que a solução adotada gere um novo problema.

7.2. Fase 2 – Determinação dos Objetivos:

7.2.1. o objetivo é o que se pretende alcançar em determinado espaço de tempo e a partir dos recursos disponíveis. Esses objetivos devem ser escalonados por níveis hierárquicos, desde as instâncias superiores (planos estratégicos e táticos) até os níveis menores e mais detalhados (planos operacionais)

7.3. Fase 3 – Estabelecimento de Prioridades:

7.3.1. a opção das ações prioritárias atende à lógica de escolher os melhores meios para atingir os fins desejados.

7.4. Fase 4 – Seleção dos Recursos Disponíveis:

7.4.1. diz respeito à seleção dos recursos materiais, físicos, financeiros e humanos. Os recursos devem ser pensados de forma otimizada, o que significa agrupá-los e redistribuí-los, assim como as tarefas de cada indivíduo e a satisfação deles ao realizá-las.

7.5. Fase 5 - Estabelecimento do Plano Operacional:

7.5.1. nessa etapa, há o detalhamento das ações no nível inferior da cadeia de trabalho (aqueles que executam as ações), explicitando como cada uma das ações será desenvolvida, o tempo para o alcance dos objetivos (curto, médio ou longo prazo) para cada uma e a amplitude de cada uma delas, ou seja, para qual ou quais setores/departamentos se orienta.

7.6. Fase 6 – Desenvolvimento:

7.6.1. é o momento da condução das ações e sua coordenação, a qual é fundamental para garantir a execução das ações previstas no planejamento e evitar ou minimizar conflitos, determinando as responsabilidades de cada sujeito.

7.7. Fase 7 – Aperfeiçoamento:

7.7.1. nessa fase, deve ocorrer o aperfeiçoamento das ações desenvolvidas, o que inclui a avaliação e o replanejamento das ações. Logo, mesmo que os gestores acreditem ter realizado o melhor planejamento, algumas ações podem ter sidos exitosas, enquanto outras, não.

8. Planejamento estratégico e normativo

8.1. Planejamento normativo

8.1.1. é o método criado pelo Centro de Estudos del Desarrollo (CENDES) por encomenda da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) na década de 1960. Também é conhecido como método CENDES/OPAS.

8.1.1.1. Esse método pensa o planejamento a partir de uma figura centralizadora do planejador, ou seja, um indivíduo com formação técnica especializada, capaz de utilizar um conjunto de conhecimentos sistemáticos para estudar a utilização dos recursos e nortear a tomada de decisões.

8.2. planejamento estratégico situacional (PES)

8.2.1. surgiu a partir da rejeição à racionalidade econômica e como alternativa para enfrentar tanto questões políticas e sociais, que são parte inerente de atividades que envolvam uma pluralidade de atores sociais envolvidos, como os conflitos que decorrem das disputas de poder nas organizações.

8.2.1.1. Os precursores dessa metodologia, Matus (1996) e Testa (1995), postulam que planejar “é a ferramenta que o homem tem para viabilizar a possibilidade de exercer governabilidade diante do próprio futuro; refere-se ao controle e ao empoderamento do ator para a situação que pretende governar”

8.2.1.1.1. uma metodologia orientada para resolução de problemas, na qual o “problema” é uma situação que incomoda um dos atores sociais envolvidos e o incita a buscar soluções e promover mudanças

8.3. planejamento estratégico

8.3.1. Triângulo de Governo.

8.3.1.1. os vértices representam o projeto de governo (proposta de ação: seleção de problemas e métodos para enfrentá-los), a governabilidade (grau de dificuldade da proposta: o quanto o ator social tem de controle sobre aquela situação) e capacidade de governo (perícia pessoal e institucional: capacidade técnica e intelectual do ator e da instituição para enfrentar a situação).

8.4. PES

8.4.1. I. Momento explicativo: consiste no esclarecimento da realidade por meio da apresentação do problema identificado pelo ator social, assinalando o que o causa e como ele ocorre.

8.4.1.1. a) O problema deve ser estabelecido com objetividade e clareza. b) Deve ser apresentado o ator responsável pela concepção e operação das ações. c) A caracterização do problema deve ser exibida, preferencialmente, utilizando indicadores monitoráveis ao longo do tempo (ex.: número de reinternações por IRAS decorrentes de procedimentos cirúrgicos nos últimos 12 meses). d) Devem ser postas, também, as consequências da continuidade deste problema. e) Uma listagem das principais causas que contribuem para a ocorrência do problema deve ser apresentada.

8.4.2. II. Momento normativo: nesse momento, é realizada a projeção de cenários futuros para cada problema identificado, distinguindo as melhores possibilidades que podem ocorrer após as ações (variáveis de teto – em geral, são aquelas desejadas e pretendem a solução do problema), as possibilidades em que há manutenção da situação (variáveis de centro – a projeção de que as ações não surtam efeito, mas que mantenham a situação em um mesmo patamar) e as piores possibilidades (variáveis de piso – quando a projeção apresenta as possibilidades de piora na situação com a aplicação de ações).

8.4.3. III. Momento estratégico: compreende o esclarecimento da viabilidade de cada ação proposta, mapeando quais profissionais envolvidos estariam a favor e quais estariam contra o plano de ações proposto.

8.4.4. IV. Momento tático-operacional: diz respeito à implantação propriamente dita das ações. Nesse método, entende-se que o “executar” não é linear, ou seja, podem ser necessárias adequações à realidade e recalcular o plano de ações.