O Pensamento Político Ocidental

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O Pensamento Político Ocidental por Mind Map: O Pensamento Político Ocidental

1. Robert Michels

1.1. Discípulo de Weber, concebe a denominada Lei de Ferro da Oligarquia, nela defendendo que os partidos políticos, da mesma forma como acontece com outras organizações, possuem uma tendência inevitável para a oligarquia, a burocracia e o autoritarismo.

2. Max Weber

2.1. defendia uma visão aristocrática da democracia, concebida, neste sentido, apenas e tão somente como um sistema de escolha da classe política dirigente, sem qualquer viés participativo nos rumos do Estado.

3. Alexis de Tocqueville

3.1. A imagem evocada por TOCQUEVILLE nos leva a pensar que a democracia, apesar de percalços autoritários, tocaria os indivíduos organizados em um Estado, na medida em que o ideário da liberdade, como na analogia aludida no texto em destaque, espalhar-se-ia, sem pedir licença, atraída por uma espécie de ponto gravitacional alcançando a todos os que estão cingidos ao seu raio. Neste sentido, sua conclusão de que a democracia, assim como a maré, apesar das flutuações, ganha sempre terreno.

4. Karl Marx

4.1. Pensador alemão, o desenvolvimento da sociedade dá-se por meio da denominada luta de classes, marcada por um conflito envolvendo a classe detentora dos chamados meios de produção (classe dominante) e a que fornece a mão de obra indispensável para tal sistema (classe trabalhadora). Assim, para MARX, é justamente através da sociedade que seria possível compreender o aparecimento do Estado

5. Hegel

5.1. Assevera que o Estado deve representar a totalidade político-social, de modo a conter o mundo público e o mundo privado. Para o grande filósofo alemão, o Estado é, ao mesmo tempo, tanto poder como função. No último caso, função política, cujo objetivo é o trato da coisa pública, voltada que está para a satisfação do indivíduo, socialmente considerado

6. Rousseau

6.1. Outro pensador contratualista, na sua mais famosa obra (Do Contrato Social), afirma que os indivíduos, a fim de criar uma sociedade, celebram um autêntico contrato social. Segundo o pensador, o aludido contrato social seria uma livre associação de seres humanos inteligentes, que deliberam e decidem formar uma sociedade, à qual devem obedecer por força da chamada vontade geral.

7. Montesquieu

7.1. Entre outras abordagens, formula princípios básicos para evitar governos despóticos, cunhando a denominada tripartição das funções dos Poderes do Estado, teoria que restou conhecida como sistema de freios e contrapesos (checks and balances), verdadeira condição, segundo o pensador, para a liberdade.

8. John Locke

8.1. Entendia que a soberania não estaria enfeixada nas mãos do Estado, mas, sim, nas do povo. Na visão de LOCKE, a propriedade, sendo um direito natural do indivíduo, é anterior à própria sociedade civil, motivo pelo qual não pode ser violado nem mesmo pelo poder político.

9. Thomas Hobbes

9.1. Concebe o denominado pacto social como a única alternativa que permitiria que os indivíduos saíssem do estado de guerra (de todos contra todos) no qual, segundo a visão hobbesiana, naturalmente se encontram. Através de tal pacto haveria a transferência do direito de agir ao soberano, possibilitando, na visão de HOBBES, a preservação do homem.

10. Jean Bodin

10.1. Um defensor praticamente irredutível do absolutismo, exigindo que sejam proscritas todas as teorias que defendiam a resistência e se aceite, como único meio para restaurar a unidade e a paz política, uma monarquia forte.

11. Nicolau Maquiavel

11.1. O príncipe (termo empregado genericamente, a designar todos os governantes) deveria prover estabilidade à cidade, o que deveria ser conseguido a qualquer custo. Em suma, para o pensador florentino, a política podia ser traduzida através da conquista, consolidação e manutenção do poder e, para tanto, MAQUIAVEL discorre sobre os meios necessários, afirmando, inclusive, que a obediência a princípios morais seriam irrelevantes nessa empreitada. Afinal, segundo ele, “os fins justificariam os meios”.

12. São Tomás de Aquino

12.1. O qual entende que “o Ser Supremo, além de Criador, é também o Legislador de todo o cosmos por ele criado, o qual governa segundo sua lei eterna”, sendo que o Estado e o poder político, na ótica de TOMÁS DE AQUINO, “decorrem da agência criadora de Deus”, que “criou os homens para viverem em sociedade, pois só a vida em sociedade é uma vida plena ou feliz, digna da condição do homem(...)

13. Santo Agostinho

13.1. O pensamento político de SANTO AGOSTINHO (354-430), para quem a função do Estado seria controlar o povo, impedindo, portanto, que este caísse em tentações e pecados.

14. Aristóteles

14.1. A política aristotélica é essencialmente unida à moral, porque o fim último do estado é a virtude, isto é, a formação moral dos cidadãos e o conjunto dos meios necessários para isso.

15. Platão

15.1. Entendia que o poder deveria “ser exercido como missão decorrente da aquisição da sabedoria e não por ambição ou desejo do poder pelo próprio poder”, razão pela qual “apenas uma aristocracia intelectual, feita de homens que se tornaram perfeitos à medida que se tornaram sábios”, teria condições de “assegurar um governo estável e essencialmente justo, já que a justiça é uma virtude e, como tal, consequência do bem, que nada mais é que a outra face da verdade”.

16. Sócrates

16.1. Refletindo sobre a política ateniense, SÓCRATES afirmava que esta se encontrava em profunda incongruência com o valor justiça. A dialética era o método por ele empregado para efeito de transmissão de conhecimento.