INFECÇÕES CONGÊNITAS

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INFECÇÕES CONGÊNITAS por Mind Map: INFECÇÕES CONGÊNITAS

1. A mãe que é soropositiva, temos que lembrar: Identificação da gestante infectada. Acompanhamento pré-natal com o médico e infecto. Identificação de comorbidades. Aplicação do protocolo ACTG 076 – protocolo em vigência do MS. Assistência adequada para o RN.

2. TOXOPLASMOSE

2.1. TÉTRADE DE SABIN (Hidro ou Microcefalia; Coriorretinite bilateral, Calcificações intraparenquimatosas, Retardo mental)

2.1.1. Os sintomas na mãe de rubéola podem ocorrer desde uma gripe simples como o clássico com linfonodomegalia retroauricular, rash cutâneo discreto que desaparece em 3 dias ou dor nas articulações.

2.1.1.1. Realizar sorologias

2.1.2. História Materna +, ao nascer fazer:

2.1.2.1. Fundo de Olho

2.1.2.2. RX de crânio

2.1.2.3. Sorologia para toxoplasmose IgG e IgM

3. RUBEOLA

3.1. Resulta em vários tipos de alterações morfológicas: retardo do crescimento intrauterino, baixo peso (PIG), altas taxas de morte intraútero, malformações oculares, malformações cardíacas (importante – PCA e estenose de artéria pulmonar, ramo direito), surdez bilateral ou isolada, malformações do SNC (microcefalia, encefalite, tetraplegia espástica, retardo do desenvolvimento psicomotor) e outras como purpura trombocitopênica, pneumonite intersticial, lesão óssea e hepatomegalia.

3.2. PROFILAXIA - Vacina MMR – não engravidar pelos próximos 3 meses, pois o vírus da vacina pode ainda fazer rubéola congênita.

4. CMV

4.1. Incubação de 4-12 semanas;

4.1.1. Transmissão vertical, transmissão pelo canal de parto ou pelo aleitamento

4.1.2. Maioria assintomático

4.1.3. Pneumonite dos primeiros meses

4.2. Petéquias, icterícia, microcefalia, hipotonia, coriorretinite normalmente unilateral, convulsões

4.2.1. Sorologia para CMG IgG e IgM

4.2.2. PCR no sangue, urina e líquor

4.2.3. TRATAMENTO: Ganciclovir - 6 semanas EV. Cuidando com leucopenia, tendo que coletar 1 vez por semana o hemograma. Se baixar de 2500 os leucócitos, devemos retirar o ganciclovir e esperar subir, aí sim volta o medicamento.

4.3. Surdez é uma sequela tardia

4.4. Profilaxia: Higiene (lavagem das mãos), antiviral (só se tiver certeza que o contato da mãe com o vírus foi até 96 horas, sendo bem questionável o seu uso), imunoglobulina hiperimune específica (também só terá eficácia se for até 96 horas).

5. HERPES

5.1. A transmissão neonatal ocorre durante a passagem do RN no canal do parto.

5.2. São sequelas graves da doença: microcefalia, espasticidade e cegueira.

5.3. Parto cesárea para gestantes com lesão ativa vaginal.

6. SÍFILIS

6.1. RN, independente de manifestações, cuja mãe é soro positiva para sífilis e: Não recebeu tratamento na gestação ou tratamento incompleto com penicilina. Recebeu tratamento com outras drogas durante a gestação (eritromicina) – tratou a sífilis da mãe, mas a eritromicina não protege o bebe, portanto é considerada inadequadamente tratada para o bebe. Recebeu tratamento nos últimos 30 dias antes do parto ; A mãe que foi adequadamente tratada e que não tem documentação sorológica de cura.

6.2. RN com teste treponêmico sérico e qualquer uma das alterações a seguir: Qualquer evidencia clinica ou radiológica do SC. ( Pseudoparilisia de parrot – osteocondrite ) VDRL positivo no LCR ou LCR com proteínas, sem outra causa aparente. VDRL no RN 2 a 3 x superior ao da m ã e Sorologia para LUES ainda positivo após sexto mês de vida pós-natal ou VDRL que se mantem ou aumenta nos 3 primeiros meses de vida.

6.3. MÃE TRATADA ADEQUADAMENTE TRATAMENTO SIFILIS NA GESTAÇÃO - Considerada tratamento adequado: tratamento documentado, uso de penicilina, doses e intervalos adequados para o estagio da sífilis, termino antes do parto, queda de títulos sorológicos.

6.3.1. RN sintomático: Solicitar VDLR (2-3 x superior), Hemograma (sífilis faz reação leucemoide - 80.000 leucócitos no hemograma -> leucemia), Líquor (neurolues) e RX (de ossos longos para ver comprometimento ósseo)

6.3.1.1. LCR normal: 10 dias com penicilina procaína ou cristalina

6.3.1.2. LCR alterado: tratar 10 dias com penicilina cristalina, pois penetra a BHC. A procaína não passa a barreira hematocefálica

6.3.2. RN assintomático: Solicitar VDRL

6.3.2.1. Negativo: seguimento ou penicilina benzatina

6.3.2.2. Se VDRL maior que o materno: faz VDRL, HMG, LCR e Rx LCR normal: 10 dias com penicilina procaína LCR alterado: tratar 10 dias com penicilina cristalina, pois penetra a BHC

6.3.2.3. Menor ou igual materno: hemograma LCR e raio x LCR alterado: trata 10 dias com pen cristalina Exames alterados ou LCR normal: tratar 10 dias com penicilina cristalina ou procaína Exames normais: tratar com penicilina benzatina

6.4. MÃE NÃO TRATADA OU TRATADA INADEQUADAMENTE

6.4.1. RN sintomático: Solicitar VDRL, HMG, LCR e RX LCR normal: tratar 10 dias com penicilina cristalina ou procaína LCR alterado: tratar 10 dias penicilina cristalina

6.4.2. RN assintomático: Solicitar VDRL, HMG, LCR e RX LCR normal: tratar 10 dias penicilina procaína ou cristalina LCR alterado: tratar 10 dias com penicilina cristalina Exames normais e VDRL negativo: tratar com penicilina benzatina

7. HIV

7.1. MÃE SOROPOSITIVA

7.1.1. - AZT via oral sempre na gestação ou mantendo o esquema que a mãe já tinha. - AZT endovenoso durante o parto. - AZT via oral para o RN até 4 semanas - Tratamento da gestante como mulher infectada: terapia combinada, níveis de CD4 e baixa carga viral. - Carga viral baixa no final da gestação: parto normal (não é o que médicos indicam, é uma possibilidade apenas).

7.1.2. CUIDADOS COM RN EXPOSTO AO HIV MATERNO - Clampeamento rápido do cordão umbilical - Aspiração cuidadosa - Banho imediato - Contraindicação ao aleitamento materno - AZT xarope antes de 8 horas de vida - Manter o AZT por 4 semanas - Após iniciar profilaxia para pneumocistis jerovesi - Imunização - Avaliação clínica (DPM/DPE/comorbidades DST).