Gatilhos Literários

Gatilhos literários para escritores

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Gatilhos Literários por Mind Map: Gatilhos Literários

1. 12. Gatilho do Desapegamento

1.1. Quanto mais um personagem se apega a algo na história, mais essa coisa tende a se afastar dele.

1.2. Quanto mais desapegado o personagem estiver de algo, mais essa coisa pode retornar ou se apegar a ele.

1.3. Um personagem pode usar desse gatilho para induzir outro personagem a fazer algo. Demonstrando desinteresse, “eu tenho essa maçã, você come se quiser” invés de “essa é a melhor maçã, coma-a” Levando o personagem a comer a maçã, pois não desconfia.

1.4. Também funciona entre a história e o leitor: Han Solo não está nem aí para a jornada, e isso faz ele ser um personagem interessante ao espectador. Quanto mais ele se mostra desinteressado da jornada, mais a jornada o envolve.

2. 1. Gatilho da História:

2.1. Contar uma história dentro da história.

2.2. Inspira conexão.

2.3. Ativa a atenção da pessoa na história.

2.4. Apreendemos mais quando ouvimos histórias.

2.5. As pessoas se lembrarão mais dessas partes.

3. 2. Gatilho do Específico:

3.1. Fornece credibilidade ao texto e a história.

3.2. A falta de especificidade é própria da mentira.

3.3. Aumenta a retenção do público dentro da história.

3.4. Uso de descrições de ações, sentimentos, pensamentos... para gerar credibilidade.

3.5. Serve também internamente como uma forma de convencer personagens.

4. 3. Gatilho do Verossímil

4.1. Personagens ordinários fazem coisas ordinárias.

4.2. Personagens extraordinários fazem coisas extraordinárias.

4.3. Garantir o porquê das coisas. Manter o sentido.

5. 4. Gatilho da Prova

5.1. Quanto mais longe estiver um reconhecimento, mais ele tem peso.

5.2. Depoimentos ganham mais atenção do que quando você divulga a própria obra.

5.3. Fala de você sem que você precise falar.

6. 5. Gatilho do Diálogo

6.1. O diálogo atrai a atenção do leitor (Gostamos de ouvir as conversas dos outros).

6.2. Humaniza os personagens.

6.3. Bons diálogos surgem de boas perguntas e boas respostas.

7. 6. Gatilho da Prova Social

7.1. O meio influencia o indivíduo, damos preferência para replicar comportamentos.

7.2. Um personagem que para na rua e olha para o céu, fará outros personagens fazerem o mesmo.

7.3. Alguém que compra o seu livro e fala sobre ele, faz com que outras pessoas queiram fazer o mesmo.

8. 7. Gatilho da Autoridade

8.1. Somos seres que seguem e respeitam autoridades.

8.2. A autoridade gera comportamentos diferentes, personagens se relacionam diferentes com outros personagens de níveis de autoridades diferentes (falas).

8.3. Seguidores, publicações, participação em coletâneas geram autoridade para o escritor.

9. 8. Gatilho da Escassez

9.1. Algo que é usado pouco ou não é usado gera impacto quando é utilizado.

9.2. Exemplo: Um personagem que chama o pai pelo nome no livro inteiro e o chama de pai somente na última pagina do livro. Aqui a palavra pai ganha um poder extremo.

9.3. Quanto mais se utilizam as coisas mais elas perdem o valor de impacto e surpresa.

9.4. Encontramos paliativos para lidar com as privações, o naufrago cria o Wilson para lidar com a solidão.

10. 9. Gatilho da Reciprocidade

10.1. Sempre que ajudamos alguém sem querer nada em troca, essa pessoa retribui de alguma maneira.

10.2. O Herói deve ajudar as pessoas, sem desejar nada em troca (se sacrifica, ajuda por amor), e no fim ele tem o reconhecimento das pessoas.

10.3. Situação: O antagonista chuta um dos seus aliados, e não reconhece o seu valor. O herói acaba ajudando esse ajudante do antagonista sem desejar nada em troca. No fim este ajudante do antagonista acaba ajudando o herói, gerando surpresa.

10.4. Situação: A situação anterior também funciona de maneira inversa.

10.5. Esse gatilho funciona para a vida. Ajude as pessoas sem pedir nada em troca e se surpreenda.

11. 10. Gatilho do Evento

11.1. Criar eventos onde personagens se reúnem dentro da história desperta o interesse dos leitores e move a narrativa (batalha do teatro).

11.2. Os eventos se utilizam do gatilho da escassez, eles têm hora para começar e hora para acabar e não ocorrem todos os dias, por isso se tornam foco de atenção.

11.3. A reunião de personagens torna a narrativa mais dinâmica, compartilhando pontos de vistas e ações individuais que influenciam todo o meio na história.

11.4. É um ótimo lugar narrativo para “mostrar invés de contar”.

12. 11. Gatilho da Emoção

12.1. A emoção motiva o leitor. A curiosidade ativada no gancho, por exemplo, motiva o leitor a ler o próximo capítulo.

12.2. Para despertar emoção, é utilizada a mudança de polaridade, ou seja, a cena começa de uma forma, mas se transforma e termina de uma forma diferente da qual começou. Alternância, peripécia, que no geral, também não permitem que o leitor se canse ou enjoe de uma determinada emoção.

12.3. Os seres humanos agem mais por emoção que pela razão.

12.4. Não force algo de você para o personagem. Provoque emoção entre os personagens.

12.5. Quando o personagem se emociona com algo, isso quer dizer que ele se importa com aquilo. Isso o fará agir diante daquela emoção, gerando ação.

12.6. Quando a emoção entre os personagens, desperta e gera emoção no leitor, esse se apega e se interessa ainda mais pela história.

13. 13. Gatilho da Surpresa

13.1. A surpresa ativa a curiosidade do leitor. Ganha a sua atenção.

13.2. A surpresa ativa a adrenalina do personagem, levando ele a ter reações inesperadas e surpreendentes.

13.3. A surpresa pode estar na estrutura ou proposta da obra: Uma história infantil de terror!

13.4. A surpresa pode estar no contexto, no interior da obra: A história está seguindo de uma forma, e algo muda completamente.

13.5. A surpresa é a quebra do padrão.

13.6. A surpresa deve ser incorporada e estabilizada na história para que outra surpresa possa vir futuramente. Afinal, cada surpresa é curta, não dura muito tempo.

13.7. A surpresa deve ter alguma coerência com o contexto, se não se torna um recurso vazio que desorienta e quebra a verossimilhança da história. Perde-se assim a credibilidade.

14. 14. Gatilho do Espelho

14.1. O leitor tende a se espelhar no personagem. Assim se ele passa por um momento doloroso ou feliz, tendemos a vivenciar essas emoções também.

14.2. “Nos somos seres de mimese” – Aristóteles.

14.3. Tragédia catarse. O leitor sente terror e pena do personagem.

14.4. É preciso mostrar, no presente. E não contar.

15. 15. Gatilho do Disfarce

15.1. - Gatilho para personagens ocultos e tramas policiais e de investigação. Consiste em utilizar dois personagens, um é alvo de todas as suspeitas, o bode expiatório. Todos suspeitarão dele. Como ele é o alvo das suspeitas, o personagem disfarçado pode ser qualquer um.

16. 16. Gatilho do Conhecimento

16.1. Transmitir por meio da narrativa, um conhecimento novo ao leitor.

16.2. Anda junto com o gatilho do específico, dando conhecimento novo e credibilidade.

16.3. Cada personagem tem um conhecimento específico e ele pode mostrar um pouco desse seu mundo na narrativa. (O eletricista, o médico, o advogado, o assassino, etc.).

16.4. As pessoas adoram conhecer algo novo e isso as conectam a história.

17. 17. Gatilho do Realismo Mágico

17.1. Fazer com que as coisas reais pareçam mágicas.

17.2. Criar um olhar estético da realidade valorizando acontecimentos simples ou rotineiros e revelando a beleza e “magia” por trás deles.

17.3. Descrever cenas, sentimentos ou ações de um ponto de vista transcendental.

17.4. Epifania?

18. 18. Gatilho do Intrometido

18.1. Um personagem está na hora errada e no lugar errado e é, por isso, engolfado pela trama da história.

18.2. Plot Twist – Quando o personagem intrometido e a trama que o englobou, que são antagônicos, precisam se unir para enfrentar uma terceira força antagônica maior, que ameaça os dois primeiros.